Sindicato da Construção, Geração, Transmissão e Distribuição
de Energia Elétrica e Gás no Estado de Mato Grosso
A alteração dos níveis do CVaR nos modelos computacionais e, consequentemente, o aumento da volatilidade dos preços de energia não impactaram na chamada operação balanceada na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica. Contudo, essa situação tem sido verificada pela entidade em decorrência do curtailment que leva empresas a dificuldades e perdas. A entidade vê os cortes de energia influenciando a situação de geradoras para essa modalidade de operação na câmara em função de problemas com o cumprimento de obrigações.
O conselheiro Eduardo Rossi afirma que, atualmente, considerando todo o universo de agentes na CCEE, são cerca de 14 grupos econômicos nessa modalidade de operação. Em geradores renováveis ainda existem poucos casos, mas começam a aparecer. Ele explica que nesse formato a empresa não pode registrar um contrato de venda sem ter o lastro imediato. Seja o contrato de compra ou a geração imediata de energia, que precisa ser registrado junto. Além disso, não pode registrar contratos para o futuro.
“Você só registra no mês seguinte”, pontuou Rossi após sua participação na 2ª edição do N5X Summit, realizado em São Paulo nesta quarta-feira, 27 de agosto. “Isso é para evitar que o agente em perigo, em problema, ele tente dobrar a aposta”, acrescentou.
A operação balanceada existe há vários anos, explicou Rossi. Entretanto, a câmara tem usado agora com base nessa ferramenta preventiva. Anteriormente a operação era acionada após o problema. Atualmente, a entidade tenta antecipar, quando é verificado que há o problema. Essa ação foi possível por conta do processo de monitoramento prudencial que está em andamento há cerca de dois anos.
As operações balanceadas são uma medida acautelatória estabelecida na Resolução 957, não uma sanção ou penalidade. Elas servem como um mecanismo de contenção de riscos ou controle de danos quando surgem problemas nos mercados.
Quando um fator de alavancagem ou qualquer outro indicador de um player específico mostra risco elevado, a CCEE inicia uma série de medidas escaláveis que podem culminar nas operações balanceadas.
Mas Rossi destaca que antes de implementar a modalidade, a entidade contata o agente para entender o problema, revisa seus planos (como vendas de ativos). E ainda, avalia o risco que representa para o mercado e analisa sua capacidade de recuperação.
Quando um certo limite de risco é atingido, o agente é colocado sob a operação específica. Está é uma decisão pública visível para todo o mercado e que segundo ele traz dois efeitos. O primeiro é a contenção do risco do agente e o segundo é promover transparência para o mercado.
O Sindenergia é uma importante voz para as empresas do setor de energia em Mato Grosso, promovendo o diálogo entre as empresas, o governo e a sociedade, com o objetivo de contribuir para o crescimento econômico e a sustentabilidade ambiental