A CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) concluiu nesta sexta-feira (22) o 39º Leilão de Energia Nova. Em 1h22 de disputa, foram contratados 384,5 MW médios a um preço médio de venda de R$ 392,84/MWh – valor 3,16% abaixo do preço marginal de referência, fixado em R$ 411,00/MWh. Isso representa uma economia de R$ 864,78 milhões.
O certame viabilizou aproximadamente R$ 5,46 bilhões em investimentos para a construção de novas usinas hidrelétricas. Ao todo, foram negociados contratos de 65 empreendimentos, entre PCHs e CGHs, que somam 815,5 MW de potência instalada e 464,2 MW médios de garantia física.
A energia foi adquirida por nove distribuidoras: Amazonas Energia (148,578 MWm), Celpe (25,090 MWm), Coelba (87,030 MWm), Coelce (34,342 MWm), Cosern (11,761 MWm), Eletropaulo (30,657 MWm), Energisa Paraíba (7,841 MWm), Energisa Tocantins (7,841 MWm) e Light (31,362 MWm)
O certame teve como objetivo a contratação de energia proveniente de novos empreendimentos hidrelétricos e ampliações de até 50 MW de potência, em atendimento à Lei nº 14.182/2021, que trata da privatização da Eletrobras.
Segundo a EPE (Empresa de Pesquisa Energética), foram cadastrados 241 projetos entre CGHs (Centrais Geradoras Hidrelétricas), PCHs (Pequenas Centrais Hidrelétricas ) e UHEs (Usinas Hidrelétricas), totalizando cerca de 3 GW de potência ofertada, sinalizando forte interesse do setor em participar da disputa.
Os vencedores firmarão CCEARs (Contratos de Comercialização de Energia no Ambiente Regulado), na modalidade “quantidade”, com prazo de suprimento de 20 anos e início em 1º de janeiro de 2030.
Entre os projetos cadastrados, a predominância foi de PCHs, que somam 2.592 MW (86,43%). Já as UHEs respondem por 269 MW (8,97%) e as CGHs por 138 MW (4,6%).
O preço-teto, definido pelo Custo Marginal de Referência, foi estabelecido em R$ 411,00/MWh para projetos com ou sem outorga. Especificamente, para empreendimentos com outorga, o valor de referência será de R$ 221,55/MWh para UHEs e de R$ 316,50/MWh para PCHs e CGHs.