{"id":967,"date":"2014-03-28T13:39:00","date_gmt":"2014-03-28T17:39:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-964","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=967","title":{"rendered":"Em: 28\/03\/2014 &agrave;s 13:39h por O Globo"},"content":{"rendered":"<p><span>BRAS&Iacute;LIA&nbsp;&#8211; O governo tem pronto os detalhes da opera&ccedil;&atilde;o de socorro ao setor el&eacute;trico. Apresentado aos bancos privados em S&atilde;o Paulo nesta semana, a medida prev&ecirc; o financiamento, por um grupo de grandes bancos, de R$ 8 bilh&otilde;es &agrave; C&acirc;mara de Comercializa&ccedil;&atilde;o de Energia El&eacute;trica (CCEE) ao custo de Certificado de Dep&oacute;sito Interbanc&aacute;rio (CDI) mais uma remunera&ccedil;&atilde;o vari&aacute;vel a depender do desenho final da opera&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Os recursos ser&atilde;o carimbados para a quita&ccedil;&atilde;o das d&iacute;vidas das empresas distribuidoras de energia com as geradoras. O governo calcula haver um passivo entre R$ 18 bilh&otilde;es a R$ 20 bilh&otilde;es (R$ 12 bilh&otilde;es por gastos adicionais com t&eacute;rmicas e at&eacute; R$ 8 bilh&otilde;es que ser&atilde;o cobertos com o leil&atilde;o de energia mais barata, marcado para 25 de abril). N&atilde;o haver&aacute; aval do Tesouro Nacional nem participa&ccedil;&atilde;o do BNDES. &#8220;Ser&aacute; totalmente privado&#8221;, garante uma autoridade do governo ao Estado. O d&eacute;ficit se explica pela compra de energia mais cara das usinas t&eacute;rmicas, em meio &agrave; estiagem que reduziu o reservat&oacute;rio das hidrel&eacute;tricas.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>O chamado empr&eacute;stimo sindicalizado despertou apetite dos executivos do setor financeiro por garantir, segundo a fonte graduada, uma margem entre 1,2% a 1,3% em cada opera&ccedil;&atilde;o. &#8220;&Eacute; uma margem bem atrativa.&#8221;<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Antes de consultar os bancos privados, o governo j&aacute; tinha acertado com o Banco do Brasil e a Caixa Econ&ocirc;mica Federal a participa&ccedil;&atilde;o na engenharia financeira do pacote. A presidente Dilma Rousseff, em reuni&atilde;o com os principais banqueiros do Pa&iacute;s no in&iacute;cio da semana, fez um apelo pela participa&ccedil;&atilde;o das institui&ccedil;&otilde;es privadas na opera&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>Prazo.<\/strong>&nbsp;O financiamento ser&aacute; pago pelas distribuidoras ao longo de 18 a 24 meses, de acordo com o perfil de cada empresa. Haver&aacute; um per&iacute;odo de car&ecirc;ncia de 12 meses nas opera&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Os recursos para a quita&ccedil;&atilde;o dos empr&eacute;stimos vir&aacute;, segundo prev&ecirc; o governo, de uma fatia do reajuste tarif&aacute;rio a ser autorizado pela Ag&ecirc;ncia Nacional de Energia El&eacute;trica (Aneel) a partir de 2015. Com isso, avalia-se, ser&aacute; poss&iacute;vel amortizar a d&iacute;vida que tem afogado as distribuidores e paralisado os investimentos no setor el&eacute;trico. O governo vai permitir que esses receb&iacute;veis, que em &uacute;ltima an&aacute;lise vir&atilde;o dos consumidores que pagar&atilde;o isso nas contas de luz, sirvam como parte da garantia do empr&eacute;stimo.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>A engenharia financeira desenhada para atrair os bancos ao neg&oacute;cio ajudar&aacute;, segundo a autoridade, a reduzir o impacto negativo dos subs&iacute;dios ao setor no chamado resultado prim&aacute;rio, a economia para pagamento dos juros da d&iacute;vida p&uacute;blica. &#8220;Vamos fazer 1,9% do PIB, sem nenhum d&uacute;vida&#8221;, diz. O governo espera &#8220;devolver ou poupar&#8221; ao Tesouro &#8220;boa parte&#8221; dos R$ 4 bilh&otilde;es garantidos para a Conta de Desenvolvimento Energ&eacute;tico (CDE), a rubrica dos subs&iacute;dios &agrave;s distribuidoras.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>O c&aacute;lculo leva em considera&ccedil;&atilde;o a eleva&ccedil;&atilde;o das al&iacute;quotas de impostos sobre produtos cosm&eacute;ticos e bebidas frias para compensar o custo adicional da CDE &#8211; o Or&ccedil;amento da Uni&atilde;o limitava a R$ 9 bilh&otilde;es para esses gastos em 2014.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Tamb&eacute;m devem contribuir para atenuar o peso dos subs&iacute;dios ao setor el&eacute;trico o aumento da arrecada&ccedil;&atilde;o tribut&aacute;ria. S&atilde;o duas fontes adicionais de receitas, segundo o governo: a reabertura do prazo para ades&atilde;o ao programa de refinanciamento de d&iacute;vidas (Refis) e as altera&ccedil;&otilde;es operadas na chamada MP das Coligadas. A pedido das multinacionais brasileiras, que mant&ecirc;m subsidi&aacute;rias e empresas coligadas no exterior, o governo alterou o texto da Medida Provis&oacute;ria 627. Em comum acordo com o Congresso, ampliou a lista de setores cobertos pela MP e incluiu os passivos das opera&ccedil;&otilde;es feitas em 2013.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>BRAS&Iacute;LIA&nbsp;&#8211; O governo tem pronto os detalhes da opera&ccedil;&atilde;o de socorro ao setor el&eacute;trico. 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