{"id":950,"date":"2014-03-26T13:13:00","date_gmt":"2014-03-26T17:13:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-945","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=950","title":{"rendered":"Em: 26\/03\/2014 &agrave;s 13:13h por Em"},"content":{"rendered":"<p><span>A conta de energia dos mineiros poder&aacute; aumentar 29,74% a partir de 8 de abril. Esse foi o percentual de reajuste pleiteado nessa ter&ccedil;a-feira pela Companhia Energ&eacute;tica de Minas Gerais (Cemig) junto &agrave; Ag&ecirc;ncia Nacional de Energia El&eacute;trica (Aneel). Se aceito pelo &oacute;rg&atilde;o regulador, sozinha, a corre&ccedil;&atilde;o na conta de luz poder&aacute; representar uma eleva&ccedil;&atilde;o de 0,8 ponto percentual na infla&ccedil;&atilde;o medida pelo &Iacute;ndice Nacional de Pre&ccedil;os ao Consumidor Amplo (IPCA) na Grande BH em pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE). S&oacute; para comparar, o IPCA-15 deste m&ecirc;s, que mediu os pre&ccedil;os coletados entre 14 de fevereiro e 14 de mar&ccedil;o, ficou em 0,67%, percentual inferior ao impacto do pedido de aumento da conta de luz feito pela estatal mineira. Procurada, a Cemig informou que n&atilde;o falaria sobre o assunto.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>Uma an&aacute;lise das contas apresentadas &agrave; Aneel pela Cemig, obtida pelo Estado de Minas, mostra que o pedido enviado ao &oacute;rg&atilde;o regulador est&aacute; apoiado no elevado valor dos componentes financeiros registrados pela empresa, que ficou em R$ 850 milh&otilde;es de abril do ano passado para c&aacute;. Esse valor reflete a diferen&ccedil;a entre a previs&atilde;o de custos feita pela ag&ecirc;ncia reguladora em 2013 e os custos que realmente foram verificados pela companhia no per&iacute;odo. Desse total, 65,8% &ndash; ou R$ 560 milh&otilde;es &ndash; s&atilde;o provenientes da aquisi&ccedil;&atilde;o de energia das termel&eacute;tricas, que operaram muito acima do previsto. &Eacute; essa conta que agora precisa ser paga.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span><span>&ldquo;Isso quer dizer que, se aceito o pleito, ter&iacute;amos um aumento na energia do consumidor cativo de aproximadamente R$ 18\/MWh somente por conta da diferen&ccedil;a entre o custo previsto e o verificado de abril de 2013 a mar&ccedil;o de 2014&rdquo;, informa o documento. De acordo com Walter Froes, diretor da CMU Comercializadora de Energia, de 8 de abril de 2013 a este m&ecirc;s, a gera&ccedil;&atilde;o t&eacute;rmica custou R$ 10 bilh&otilde;es ao pa&iacute;s. Ele lembra que somente nos tr&ecirc;s primeiros meses de 2014 outros R$ 22 bilh&otilde;es j&aacute; pesaram nessa fatura.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>S&oacute; para comparar, em 2012, data do &uacute;ltimo reajuste pleiteado pela Cemig &agrave; Aneel, o &iacute;ndice apresentado pela concession&aacute;ria mineira foi dez vezes menor do que pedido ontem. Naquele ano, a ag&ecirc;ncia autorizou uma reajuste de 3,88% para os consumidores residenciais e de 3,79% para os industriais. Em 2013 houve uma revis&atilde;o tarif&aacute;ria, que ocorre de quatro em quatro anos, com o objetivo de preservar o equil&iacute;brio econ&ocirc;mico-financeiro da concess&atilde;o. Nesse caso, a proposta de corre&ccedil;&atilde;o &eacute; feita pela pr&oacute;pria Aneel e submetida a audi&ecirc;ncia p&uacute;blica. Assim, a conta de luz dos consumidores residenciais subiu 4,99% e a dos industriais caiu, em m&eacute;dia, 4,83%.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>Segundo a Comerc Energia, a gera&ccedil;&atilde;o t&eacute;rmica cresceu 20% em 2014. A compara&ccedil;&atilde;o leva em conta o valor m&aacute;ximo despachado em um m&ecirc;s em 2014 (15.747 MW m&eacute;dios em fevereiro) com o maior despacho de um m&ecirc;s em 2013 (13.221 MW m&eacute;dios em junho). &ldquo;A eleva&ccedil;&atilde;o se deu em fun&ccedil;&atilde;o do per&iacute;odo &uacute;mido com menor quantidade de chuva acumulada e das vaz&otilde;es abaixo da m&eacute;dia hist&oacute;rica em todas as regi&otilde;es do Brasil, com exce&ccedil;&atilde;o do Norte&rdquo;, diz a empresa. A maior gera&ccedil;&atilde;o das termel&eacute;tricas, combinada com a exposi&ccedil;&atilde;o involunt&aacute;ria das distribuidoras, deixou essas empresas descontratadas e expostas aos pre&ccedil;os de mercado do curto prazo, o que tamb&eacute;m elevou o seu custo operacional.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><strong>Revis&atilde;o&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><span>A aneel revisou ontem a defini&ccedil;&atilde;o da Base de Remunera&ccedil;&atilde;o da Cemig Distribui&ccedil;&atilde;o para o terceiro ciclo de revis&otilde;es tarif&aacute;rias. A base bruta passou de R$ 14,9 bilh&otilde;es para a R$15,7 bilh&otilde;es e a l&iacute;quida de R$ 5,1 bilh&otilde;es para R$ 5,8 bilh&otilde;es. A medida traz um impacto de 0,6 ponto percentual no reajuste tarif&aacute;rio de abril desse ano.<\/span><br \/><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A conta de energia dos mineiros poder&aacute; aumentar 29,74% a partir de 8 de abril. Esse foi o percentual de reajuste pleiteado nessa ter&ccedil;a-feira pela Companhia Energ&eacute;tica de Minas Gerais (Cemig) junto &agrave; Ag&ecirc;ncia Nacional de Energia El&eacute;trica (Aneel). 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