{"id":923,"date":"2014-03-21T12:32:00","date_gmt":"2014-03-21T16:32:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-911","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=923","title":{"rendered":"Em: 21\/03\/2014 &agrave;s 12:32h por Estad\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><span>Num &uacute;nico trimestre o risco de racionamento de energia el&eacute;trica passou de &#8220;zero&#8221;, em janeiro, como afirmou o ministro Edison Lob&atilde;o, do Minist&eacute;rio de Minas e Energia (MME), para &#8220;baix&iacute;ssimo&#8221;, em fevereiro, evoluindo para &#8220;baixo&#8221;, no in&iacute;cio de mar&ccedil;o, segundo o Comit&ecirc; de Monitoramento do Setor El&eacute;trico. Anteontem, para o governo, o &#8220;sinal amarelo&#8221; j&aacute; acendeu, admitiu o secret&aacute;rio executivo do MME, M&aacute;rcio Zimmermann, em audi&ecirc;ncia p&uacute;blica na C&acirc;mara dos Deputados. &Eacute; preocupante um servi&ccedil;o p&uacute;blico que depende de investimentos de longo prazo, e tem um alto grau de previsibilidade, apresentar tal revers&atilde;o de expectativas, em t&atilde;o curto lapso de tempo.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span><br \/><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>O problema imediato &eacute; conhecido: o regime pluviom&eacute;trico desfavor&aacute;vel provocou a exaust&atilde;o dos reservat&oacute;rios das usinas hidrel&eacute;tricas do Sudeste e do Centro-Oeste, que mais pesam na gera&ccedil;&atilde;o de energia e que dever&atilde;o estar com apenas 38,2% da capacidade no final do m&ecirc;s, como estimou h&aacute; dias o Operador Nacional do Sistema El&eacute;trico (ONS).<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Mas, al&eacute;m disso, os &uacute;ltimos dias foram pr&oacute;digos em informa&ccedil;&otilde;es preocupantes.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Primeiro, ficou claro que, sem a gera&ccedil;&atilde;o a toda carga das usinas de energia t&eacute;rmica, por mais cara que esta seja, teria sido imposs&iacute;vel evitar um colapso de grandes propor&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>&Eacute; necess&aacute;rio pagar um custo elevad&iacute;ssimo por isso (o Pre&ccedil;o de Liquida&ccedil;&atilde;o de Diferen&ccedil;as, PLD, alcan&ccedil;ou o recorde hist&oacute;rico de R$ 822,83 o MWh), pois pag&aacute;-lo &eacute; melhor do que ficar sem energia.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Segundo, para evitar a transfer&ecirc;ncia imediata para o consumidor dos custos dessa aquisi&ccedil;&atilde;o de energia t&eacute;rmica, o governo teve de montar uma opera&ccedil;&atilde;o de engenharia financeira, antecipando R$ 4 bilh&otilde;es &agrave;s distribuidoras e prometendo que os bancos emprestar&atilde;o R$ 8 bilh&otilde;es para que elas fechem a conta neste ano. Finalmente, para compensar o desequil&iacute;brio, as tarifas ter&atilde;o de ser elevadas do m&iacute;nimo de 21,9% ao m&aacute;ximo de 42,7%, nos pr&oacute;ximos anos, segundo a consultoria PSR.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>O secret&aacute;rio do MME disse que o governo n&atilde;o v&ecirc; necessidade de racionar a energia, segundo a reportagem de Anne Warth e Eduardo Rodrigues, de Bras&iacute;lia, no Estado de ontem. Para as empresas e as fam&iacute;lias, &eacute; melhor mesmo que n&atilde;o haja racionamento, cujo custo &eacute; enorme.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Mas, se houver colapso, a culpa n&atilde;o ser&aacute; das distribuidoras que n&atilde;o aderiram ao plano de modicidade tarif&aacute;ria, evitando operar com preju&iacute;zo, mas do governo, que avaliou mal os riscos da pol&iacute;tica energ&eacute;tica.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span><br \/><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Num &uacute;nico trimestre o risco de racionamento de energia el&eacute;trica passou de &#8220;zero&#8221;, em janeiro, como afirmou o ministro Edison Lob&atilde;o, do Minist&eacute;rio de Minas e Energia (MME), para &#8220;baix&iacute;ssimo&#8221;, em fevereiro, evoluindo para &#8220;baixo&#8221;, no in&iacute;cio de mar&ccedil;o, segundo o Comit&ecirc; de Monitoramento do Setor El&eacute;trico. 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