{"id":910,"date":"2014-03-20T11:47:00","date_gmt":"2014-03-20T15:47:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-897","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=910","title":{"rendered":"Em: 20\/03\/2014 &agrave;s 11:47h por Ag\u00eancia Estado"},"content":{"rendered":"<p><span>S&atilde;o Paulo, 20 &#8211; Difundidos como alternativa &agrave;s constantes amea&ccedil;as de apag&atilde;o, os projetos de cogera&ccedil;&atilde;o de energia com baga&ccedil;o de cana, que receberam bilion&aacute;rios investimentos entre 2003 e 2008, ficaram muito abaixo do potencial que poderia ser jogado na rede para aliviar o risco de falta de energia nas principais regi&otilde;es do Centro-Sul do Pa&iacute;s.<\/span><\/p>\n<p><span>Com as usinas de cana atoladas em uma crise desde 2008, desencadeada pela turbul&ecirc;ncia global e agravada pela falta de competitividade do setor, poucos projetos de cogera&ccedil;&atilde;o de energia sa&iacute;ram do papel nos &uacute;ltimos seis anos. Especialistas do setor estimam que, entre 2003 e 2008, as ind&uacute;strias sucroalcooleiras investiram cerca de R$ 15 bilh&otilde;es para comercializar energia de biomassa excedente para a rede.<\/span><\/p>\n<p><span>&ldquo;A pol&iacute;tica do governo de subsidiar o pre&ccedil;o da gasolina n&atilde;o s&oacute; agravou a crise das usinas, como tamb&eacute;m travou os projetos em cogera&ccedil;&atilde;o&rdquo;, afirmou Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE). Segundo Pires, a falta de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas para o setor deixou para tr&aacute;s diversos projetos, incluindo os de cogera&ccedil;&atilde;o. &ldquo;O baga&ccedil;o tem um grande potencial como gerador de energia, mas a decis&atilde;o do governo de misturar diversas fontes de energia, como e&oacute;licas, por exemplo, tira a competitividade das usinas de cana.&rdquo;<\/span><\/p>\n<p><span>Procurado, o Minist&eacute;rio de Minas e Energia n&atilde;o sinalizou mudan&ccedil;as no curto prazo para est&iacute;mulos ao setor em leil&otilde;es.<\/span><\/p>\n<p><span>Os pre&ccedil;os oferecidos nos leil&otilde;es de energia de biomassa desestimularam os neg&oacute;cios, afirmam consultores e usinas. Hoje, se contam nos dedos de uma m&atilde;o quantas usinas se beneficiaram da atual cota&ccedil;&atilde;o, em torno de R$ 822 para a energia negociada no mercado livre. Uma boa parte dos contratos firmados gira em torno de R$ 120 a R$ 150 MW\/h.<\/span><\/p>\n<p><span>&ldquo;Se incentivadas, v&aacute;rias usinas de biomassa do Sudeste e Centro-Oeste do Pa&iacute;s poderiam suprir parte dessa demanda. N&atilde;o haveria a necessidade de trazer blocos de energia da Regi&atilde;o Norte&rdquo;, disse Pires.<\/span><\/p>\n<p><span>Autossuficientes em cogera&ccedil;&atilde;o de energia limpa, hoje cerca de 170 das 400 usinas de a&ccedil;&uacute;car e etanol em opera&ccedil;&atilde;o no Centro-Sul do Brasil comercializam seu excedente no mercado, um total de 1.720 megawatts m&eacute;dios, ou 3,3% do consumo nacional de energia. &ldquo;&Eacute; o suficiente para abastecer at&eacute; nove cidades do porte de Ribeir&atilde;o Preto (com 650 mil habitantes)&rdquo;, disse Zilmar Jos&eacute; de Souza, consultor de bioeletricidade da Uni&atilde;o da Ind&uacute;stria da Cana-de-a&ccedil;&uacute;car (Unica).<\/span><\/p>\n<p><span>&ldquo;O potencial com os investimentos j&aacute; feitos poderia atingir 3.400 MW\/m&eacute;dios&rdquo;, afirmou Souza. A capacidade instalada das usinas &eacute; de 9.339 MW, incluindo consumo pr&oacute;prio, o equivalente a cerca de 70% da Usina de Itaipu. Vale lembrar que a energia produzida com o baga&ccedil;o &eacute; sazonal, de abril a dezembro, per&iacute;odo de colheita da cana e tamb&eacute;m de estiagem no Pa&iacute;s. At&eacute; 2021, a capacidade instalada das usinas poderia atingir 22 mil MW.<\/span><\/p>\n<p><span>Investimentos<\/span><\/p>\n<p><span>&ldquo;Bastariam pequenos investimentos em turbinas nas caldeiras j&aacute; instaladas hoje para dobrar a capacidade atual&rdquo;, afirmou Jos&eacute; Luiz Oliv&eacute;rio, vice-presidente de neg&oacute;cios da Dedini, com sede em Piracicaba (SP), uma das maiores ind&uacute;strias de base voltadas para o setor.<\/span><\/p>\n<p><span>Desde 2003, foram instaladas 117 novas usinas de a&ccedil;&uacute;car e etanol no Centro-Sul, das quais 80% delas foram projetadas para produzir energia, n&atilde;o somente para consumo pr&oacute;prio. &ldquo;Desses projetos novos, apenas 35% deles foram implementados&rdquo;, afirmou Oliv&eacute;rio.<\/span><\/p>\n<p><span>Segundo ele, cerca de 180 usinas instaladas em S&atilde;o Paulo teriam condi&ccedil;&otilde;es de negociar energia excedente no mercado. &ldquo;Hoje, apenas 20% fazem isso.&rdquo;<\/span><\/p>\n<p><span>Os primeiros projetos de cogera&ccedil;&atilde;o tiveram in&iacute;cio no fim dos anos 80. &ldquo;Os projetos ganharam f&ocirc;lego a partir de 2005, com os leil&otilde;es do governo federal para a venda de energia de longo prazo&rdquo;, disse Souza. As informa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o do jornal<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S&atilde;o Paulo, 20 &#8211; Difundidos como alternativa &agrave;s constantes amea&ccedil;as de apag&atilde;o, os projetos de cogera&ccedil;&atilde;o de energia com baga&ccedil;o de cana, que receberam bilion&aacute;rios investimentos entre 2003 e 2008, ficaram muito abaixo do potencial que poderia ser jogado na rede para aliviar o risco de falta de energia nas principais regi&otilde;es do Centro-Sul do [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/910"}],"collection":[{"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=910"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/910\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=910"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=910"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=910"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}