{"id":885,"date":"2014-03-17T13:13:00","date_gmt":"2014-03-17T17:13:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-870","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=885","title":{"rendered":"Em: 17\/03\/2014 &agrave;s 13:13h por \u00daltimo Segundo"},"content":{"rendered":"<div style=\"width:170px; float:left; margin-right:2px; margin-bottom:2px;\">\n<div style=\"float:left; clear:left;\"><a class=\"foto_ampliar\" href=\"http:\/\/www.sindenergia.com.br\/banco_de_fotos\/G116.jpg\" title=\"\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.sindenergia.com.br\/banco_de_fotos\/P116.jpg\" alt=\"Clique para ampliar\" title=\"Clique para ampliar\" style=\"float:left;\" \/><\/a><\/div>\n<\/p><\/div>\n<p class=\" \">Enquanto as autoridades brasileiras rezam para que as chuvas encham os reservat&oacute;rios das hidrel&eacute;tricas e o Pa&iacute;s finalmente desligue as termel&eacute;tricas &ndash; que geram energia at&eacute; 700% mais cara &ndash;, o resto do mundo se aventura no desenvolvimento de energia limpa com o discurso de salvar o mundo e a esperan&ccedil;a de conquistar autossufici&ecirc;ncia energ&eacute;tica.<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\" \">Embora representem 5% da popula&ccedil;&atilde;o mundial, os norte-americanos consomem 26% de toda a energia produzida no mundo. Hoje, 84% dela prov&ecirc;m de combust&iacute;veis f&oacute;sseis, 60% s&oacute; para abastecer o setor de transportes.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Diante das crises diplom&aacute;ticas no Oriente M&eacute;dio &ndash; maior produtor de petr&oacute;leo &ndash; e dos alertas ambientais, o senado americano aprovou em 2006 a Lei de Biocombust&iacute;vel e Seguran&ccedil;a. No ano seguinte, 25% da safra de milho j&aacute; eram destinados &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de etanol, informa o governo americano. Ambicioso, o setor espera que nos pr&oacute;ximos 20 anos 60% dos carros sejam alimentados por energia el&eacute;trica, 20% por biocombust&iacute;veis e 20% pela luz solar.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>Mais:<\/strong>&nbsp;<a href=\"http:\/\/ultimosegundo.ig.com.br\/brasil\/2014-03-10\/pais-constroi-hidreletricas-sem-reservatorio-e-pode-precisar-da-energia-nuclear.html\">Brasil constr&oacute;i hidrel&eacute;tricas sem reservat&oacute;rio e pode precisar da energia nuclear<\/a><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Em 2009, os Estados Unidos se tornaram l&iacute;deres mundiais em produ&ccedil;&atilde;o de energia e&oacute;lica, hoje respons&aacute;vel por 2% da eletricidade gerada pelo pa&iacute;s. &ldquo;Diminu&iacute;mos em 20% a importa&ccedil;&atilde;o de petr&oacute;leo entre 2005 e 2013 e vamos reduzir nossas importa&ccedil;&otilde;es pela metade at&eacute; 2020&rdquo;, afirmou no ano passado o conselheiro de seguran&ccedil;a nacional, Tom Donilon.<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\" \">Quando apenas a produ&ccedil;&atilde;o de energia el&eacute;trica &eacute; contabilizada, o cen&aacute;rio muda: 51% das usinas americanas s&atilde;o abastecidas por carv&atilde;o, 21% por ur&acirc;nio, 17% por g&aacute;s natural, 9% por fontes renov&aacute;veis (incluindo hidrel&eacute;tricas) e 1% por petr&oacute;leo, contabiliza o &oacute;rg&atilde;o estat&iacute;stico U.S. Energy Information Administration.<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\" \">&ldquo;Ainda vai demorar at&eacute; os Estados Unidos abandonarem o carv&atilde;o porque o pa&iacute;s t&ecirc;m grandes reservas dessa que &eacute; sua hist&oacute;rica matriz energ&eacute;tica&rdquo;, explica o presidente do Instituto Acende Brasil, Claudio Sales.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>A mesma an&aacute;lise vale para a China, que usa o carv&atilde;o para produzir dois ter&ccedil;os de sua eletricidade. &ldquo;Mas como &eacute; gigantesca em tudo, a China j&aacute; &eacute; a campe&atilde; em produ&ccedil;&atilde;o de energia limpa&rdquo;, afirma o especialista. Maior produtor de turbinas e&oacute;licas e pain&eacute;is solares do mundo, o pa&iacute;s asi&aacute;tico ultrapassou a Alemanha, em 2009, como o maior produtor mundial de energia renov&aacute;vel, respons&aacute;vel em 2020 por 16% da produ&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica nacional, projetam autoridades chinesas.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>Leia tamb&eacute;m:<\/strong>&nbsp;<a href=\"http:\/\/ultimosegundo.ig.com.br\/politica\/2014-03-11\/setor-energetico-e-o-calcanhar-de-aquiles-na-reeleicao-de-dilma.html\">Setor energ&eacute;tico &eacute; o calcanhar de Aquiles na reelei&ccedil;&atilde;o de Dilma<\/a><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Para chegar l&aacute; e deixar para tr&aacute;s o estigma de maior emissor mundial de gases causadores do efeito estufa, Pequim prev&ecirc; a constru&ccedil;&atilde;o de 50 usinas hidrel&eacute;tricas, algumas quase t&atilde;o grandes como Tr&ecirc;s Gargantas, a maior do mundo, respons&aacute;vel pelo deslocamento de 1,2 milh&atilde;o de pessoas do Estado de Hubei na &uacute;ltima d&eacute;cada.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>Oriente M&eacute;dio<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\" \">Al&eacute;m de maiores importadores de petr&oacute;leo do Oriente M&eacute;dio, os chineses tamb&eacute;m est&atilde;o de olho no potencial de energia limpa dessa regi&atilde;o. No Egito, a eletricidade gerada dessa forma representar&aacute; 20% da matriz energ&eacute;tica at&eacute; 2020 (12% e&oacute;licos e 8% solares), projetou o ministro de Eletricidade do Egito, Mahmoud Mustaf&aacute;, em uma confer&ecirc;ncia China-Pa&iacute;ses &Aacute;rabes realizada no ano passado.<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\" \">A regi&atilde;o vem levando o tema t&atilde;o a s&eacute;rio que a Ag&ecirc;ncia Internacional de Energia Renov&aacute;vel tem sede na capital dos Emirados &Aacute;rabes Unidos, Abu Dabi. Uma das raz&otilde;es para essa escolha &eacute; o fato de o Oriente M&eacute;dio dispor de grandes &aacute;reas para capta&ccedil;&atilde;o de energia solar, subsidiada principalmente na Ar&aacute;bia Saudita e Emirados.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>At&eacute; o enriquecimento de ur&acirc;nio pelo Ir&atilde; parece controlado. Em novembro do ano passado, o pa&iacute;s assinou um tratado internacional se comprometendo a n&atilde;o ultrapassar o limite de 5% de enriquecimento do ur&acirc;nio, percentual abaixo do necess&aacute;rio para construir armas de destrui&ccedil;&atilde;o em massa.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>Jap&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p>As usinas nucleares s&atilde;o justamente o grande tema no Jap&atilde;o desde que, h&aacute; tr&ecirc;s anos, um tsunami na cidade de Fukushima afetou uma geradora. A radia&ccedil;&atilde;o provocou manifesta&ccedil;&otilde;es pelo Pa&iacute;s e o desligamento de 50 reatores, afetando 26% da energia produzida no pa&iacute;s.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>A partir de ent&atilde;o, os japoneses alcan&ccedil;aram a maior taxa de crescimento na produ&ccedil;&atilde;o de energias renov&aacute;veis, hoje 10% de todo o consumo. Em declara&ccedil;&otilde;es oficiais, o governo japon&ecirc;s promete triplicar o uso de fontes limpas em 20 anos. Os planos incluem a constru&ccedil;&atilde;o de 140 turbinas e&oacute;licas gigantes, como a que j&aacute; flutua na costa do pa&iacute;s.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>O drama japon&ecirc;s s&oacute; &eacute; comparado ao europeu, onde 54% da energia &eacute; importada, segundo a Eurostat (&oacute;rg&atilde;o estat&iacute;stico da Uni&atilde;o Europeia). Em 2007, a UE importava 82% do petr&oacute;leo consumido, 57% do g&aacute;s natural e 97% do ur&acirc;nio, contabiliza a ag&ecirc;ncia Euratom Supply.<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\" \">&ldquo;Na Europa, os maiores investimentos em produ&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria s&atilde;o em energia e&oacute;lica e solar&rdquo;, explica Sales. Mas a crise econ&ocirc;mica afetou esse investimento, principalmente na Espanha, que interrompeu a expans&atilde;o de seu parque e&oacute;lico. &ldquo;Na Alemanha a situa&ccedil;&atilde;o &eacute; amb&iacute;gua: &eacute; o segundo pa&iacute;s que mais produz energia limpa, mas compra excedente nuclear da Fran&ccedil;a&#8221;. Os franceses s&atilde;o os maiores produtores de energia nuclear do mundo, 77% de sua matriz energ&eacute;tica, segundo dados da ong Word Nuclear Power.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Sales lembra que cada pa&iacute;s precisa ter sua pr&oacute;pria pol&iacute;tica energ&eacute;tica em raz&atilde;o das diferentes matrizes a que est&atilde;o sujeitas. &ldquo;O Brasil se diferencia positivamente da maioria dos pa&iacute;ses por ter matriz diversificada e predominantemente renov&aacute;vel, o que surpreende pelas dificuldades energ&eacute;ticas que o Pa&iacute;s vem enfrentando.&rdquo;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Enquanto as autoridades brasileiras rezam para que as chuvas encham os reservat&oacute;rios das hidrel&eacute;tricas e o Pa&iacute;s finalmente desligue as termel&eacute;tricas &ndash; que geram energia at&eacute; 700% mais cara &ndash;, o resto do mundo se aventura no desenvolvimento de energia limpa com o discurso de salvar o mundo e a esperan&ccedil;a de conquistar autossufici&ecirc;ncia energ&eacute;tica. 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