{"id":883,"date":"2014-03-17T13:09:00","date_gmt":"2014-03-17T17:09:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-867","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=883","title":{"rendered":"Em: 17\/03\/2014 &agrave;s 13:09h por O Globo"},"content":{"rendered":"<p><span>No leil&atilde;o previsto para 25 de abril, o governo vai ofertar energia gerada por usinas termel&eacute;tricas, o que deve elevar o custo em rela&ccedil;&atilde;o ao leil&atilde;o de dezembro, na vis&atilde;o de especialistas. Dos 3,3 mil megawatts (MW) m&eacute;dios que as distribuidoras precisam adquirir no leil&atilde;o, o governo conta com uma oferta de mil MW m&eacute;dios apenas de termel&eacute;tricas da Petrobras.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>A expectativa &eacute; fechar contratos de longo prazo de forma a atender toda a necessidade das distribuidoras, para que elas n&atilde;o precisem comprar energia &mdash; mais cara &mdash; no mercado de curto prazo.<\/span><\/p>\n<p><span>Como as usinas termel&eacute;tricas s&atilde;o mais caras, al&eacute;m de mais poluentes do que as hidrel&eacute;tricas, esse custo de gera&ccedil;&atilde;o deve se refletir no leil&atilde;o. Mas o mercado conta com a boa vontade da Petrobras para segurar as tarifas.<\/span><\/p>\n<p><span>Na sexta-feira, o diretor-geral da Ag&ecirc;ncia Nacional de Energia El&eacute;trica (Aneel), Romeu Rufino, revelou que, nas proje&ccedil;&otilde;es de investimentos de R$ 12 bilh&otilde;es no setor el&eacute;trico, o governo previu um custo m&eacute;dio de R$ 470 por MWh da energia em 2014. Nos primeiros meses do ano, esse pre&ccedil;o esteve no teto de R$ 822.<\/span><\/p>\n<p><span>Em dezembro de 2013, o limite de pre&ccedil;o fixado pelo governo para contratos de um ano de dura&ccedil;&atilde;o foi de R$ 192 por MWh. Comparado com a perspectiva de m&eacute;dia do pre&ccedil;o da energia neste ano, a decis&atilde;o das empresas, que preferiram vender energia no mercado spot, foi acertada do ponto de vista financeiro.<\/span><\/p>\n<p><span>Quanto mais pr&oacute;ximo do teto de R$ 822 e mais distante de R$ 110 (pre&ccedil;o m&eacute;dio embutido no custo das tarifas), maior seria o impacto nas tarifas, mesmo que represado, reconhece uma fonte do setor el&eacute;trico. O c&aacute;lculo pode variar dependendo dos contratos fechados por cada distribuidora. Segundo essa fonte, por&eacute;m, o fato de ser a Petrobras uma das grandes ofertantes da energia no leil&atilde;o traz alguma esperan&ccedil;a de que o valor dos contratos seja mais baixo.<\/span><\/p>\n<p><span>Em dezembro, o governo havia feito leil&atilde;o de energia hidrel&eacute;trica para entrega este ano, como forma de preencher as necessidades das distribuidoras em n&iacute;vel considerado &#8220;elevado&#8221; &agrave; &eacute;poca pelo presidente da Empresa de Pesquisa Energ&eacute;tica (EPE), Mauricio Tolmasquim. O leil&atilde;o fechou a venda de 14 mil MW m&eacute;dios para 2014, mas faltou contratar 3,3 mil MW m&eacute;dios, porque muitas hidrel&eacute;tricas preferiram continuar vendendo energia no mercado de curto prazo.<\/span><\/p>\n<p><span>A sinaliza&ccedil;&atilde;o das autoridades na quinta-feira, de que haver&aacute; maior oferta de energia a pre&ccedil;os menores no mercado em 2015, com o vencimento de concess&otilde;es de grandes hidrel&eacute;tricas, serviu como alerta para que as geradoras aceitem pre&ccedil;os menores no leil&atilde;o de contratos de longo prazo, porque haveria uma prov&aacute;vel queda do pre&ccedil;o do curto prazo nos pr&oacute;ximos anos. No setor el&eacute;trico, onde o risco de racionamento &eacute; considerado real, h&aacute; d&uacute;vidas quanto a essa perspectiva do governo.<\/span><\/p>\n<p><span>O n&iacute;vel dos reservat&oacute;rios das regi&otilde;es Sudeste e Centro-Oeste continua muito baixo, pr&oacute;ximo do patamar da &eacute;poca do racionamento de energia em 2001. Na &uacute;ltima sexta-feira, atingiu 35,8%, muito pouco acima dos 34,5% da m&eacute;dia de mar&ccedil;o de 2001.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No leil&atilde;o previsto para 25 de abril, o governo vai ofertar energia gerada por usinas termel&eacute;tricas, o que deve elevar o custo em rela&ccedil;&atilde;o ao leil&atilde;o de dezembro, na vis&atilde;o de especialistas. 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