{"id":875,"date":"2014-03-14T12:53:00","date_gmt":"2014-03-14T16:53:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-858","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=875","title":{"rendered":"Em: 14\/03\/2014 &agrave;s 12:53h por G1"},"content":{"rendered":"<p>O aumento das contas de luz para pagar pelo uso de usinas t&eacute;rmicas vai ficar para depois da Copa, depois das elei&ccedil;&otilde;es, depois do Natal. As distribuidoras n&atilde;o t&ecirc;m sido compensadas pelos gastos maiores que essa energia imp&otilde;e, e o governo j&aacute; avisou: os consumidores &eacute; que v&atilde;o bancar isso, mas preferiu deixar para 2015. E, enquanto isso, vai aumentar impostos, entre outras medidas.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>O plano do governo vai socorrer as distribuidoras de energia. Com os reservat&oacute;rios das hidrel&eacute;tricas em n&iacute;veis muito baixos, as usinas t&eacute;rmicas foram acionadas a todo vapor para poupar a &aacute;gua.<\/p>\n<p>Com isso, o pre&ccedil;o da energia, que sai mais cara das t&eacute;rmicas, disparou. No mercado livre, o megawatt subiu de R$ 214 em fevereiro do ano passado para R$ 822 em fevereiro deste ano. E &eacute; l&aacute; que as distribuidoras compram a energia que falta para suprir a demanda dos consumidores.<\/p>\n<p>O governo cobriu grande parte do preju&iacute;zo em janeiro, repassando R$ 1,2 bilh&atilde;o para que o aumento n&atilde;o fosse repassado para as contas de luz do consumidor. Mas nesta quinta-feira (13), o governo anunciou mais recursos para aliviar o setor.<\/p>\n<p>Governo vai fazer novos leil&otilde;es de energia para tentar baixar o custo no mercado livre, o primeiro em 25 de abril. O tesouro vai fazer um novo aporte de R$ 4 bilh&otilde;es para a conta das distribuidoras e informou que o dinheiro vai sair do aumento de tributos ainda n&atilde;o definidos. A C&acirc;mara de Comercializa&ccedil;&atilde;o de Energia El&eacute;trica vai contratar financiamentos no valor de R$ 8 bilh&otilde;es com o objetivo de manter os pre&ccedil;os sob controle.<\/p>\n<p>&ldquo;Esses R$ 4 bilh&otilde;es do tesouro, eles ser&atilde;o compensados com aumentos programados de alguns tributos que ser&atilde;o implementados ao longo do ano e via a complementa&ccedil;&atilde;o do refiz que n&oacute;s fizemos no ano passado&rdquo;, declarou&nbsp;<a class=\"premium-tip\" href=\"http:\/\/g1.globo.com\/topico\/guido-mantega.html\">Guido Mantega<\/a>, ministro da Fazenda.<\/p>\n<p>O governo garantiu que n&atilde;o haver&aacute; aumento nas contas de energia para o consumidor este ano. O c&aacute;lculo s&oacute; ser&aacute; feito ao final do ano depois de todo esse esfor&ccedil;o. Ou seja, o custo para manter o sistema funcionando em 2014 s&oacute; ser&aacute; repassado ao consumidor no ano que vem.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Para o governo, as medidas s&atilde;o tempor&aacute;rias at&eacute; que a situa&ccedil;&atilde;o dos reservat&oacute;rios melhore, ou seja, volte a chover.<\/p>\n<p>Durante a entrevista coletiva, o governo ainda checava informa&ccedil;&otilde;es que seriam repassadas aos jornalistas. As explica&ccedil;&otilde;es foram confusas, mas para o presidente da Empresa de Pesquisa Energ&eacute;tica, as medidas s&atilde;o positivas.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>&ldquo;Com essa medida, resolve financeiramente o problema das distribuidoras. A segunda vertente dessa medida &eacute; que ela preserva o consumidor porque aproveita-se o fato do ano que vem ter uma redu&ccedil;&atilde;o esperada de tarifa por conta da renova&ccedil;&atilde;o das concess&otilde;es para passar essa conta, que &eacute; uma conta que tem que ser paga no que vem, o que faz com que no ano que vem eventualmente possa ter um crescimento de tarifa pequeno, ou at&eacute; n&atilde;o ter, gra&ccedil;as a isso. E a terceira virtude &eacute; que essa medida reduz o impacto sobre o tesouro&rdquo;, afirmou Maur&iacute;cio Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energ&eacute;tica.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Para muitos analistas do setor el&eacute;trico, al&eacute;m da falta de chuva, essa crise &eacute; consequ&ecirc;ncia tamb&eacute;m do que seria um erro estrat&eacute;gico do governo em 2012, quando reduziu a conta de luz em 20%. &Eacute; a opini&atilde;o, por exemplo, do economista Cristopher Vlavianos. Ele &eacute; presidente de empresas independentes que atuam no setor de energia.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>&ldquo;A aplica&ccedil;&atilde;o dessa redu&ccedil;&atilde;o, ela come&ccedil;ou a ser feita a partir do momento onde os n&iacute;veis dos reservat&oacute;rios j&aacute; estava baixo, o pre&ccedil;o da energia estava alto, e uma redu&ccedil;&atilde;o de 20% pressup&otilde;e que existe uma oferta maior desse produto, dessa energia, e nesse momento n&atilde;o existia. No momento foi dado um sinal para o consumidor de que ele podia consumir mais, exatamente num momento de escassez da oferta de energia, no momento em que isso foi aplicado&rdquo;, declara Cristopher Vlavianos, presidente da Comerc.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Em Bras&iacute;lia, a rep&oacute;rter Cl&aacute;udia Bomtempo foi ouvir o governo sobre essa cr&iacute;tica:<\/p>\n<p><\/p>\n<p>O ministro de Minas e Energia, Edson Lob&atilde;o, acaba de dizer o seguinte: n&atilde;o houve equ&iacute;voco. Essa medida que reduziu as contas de energia foi longamente estudada pelo governo. A redu&ccedil;&atilde;o nas contas beneficiou os consumidores e as distribuidoras n&atilde;o foram penalizadas. E que n&atilde;o houve incentivo ao consumo. O consumo aumentou por causa das altas temperaturas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O aumento das contas de luz para pagar pelo uso de usinas t&eacute;rmicas vai ficar para depois da Copa, depois das elei&ccedil;&otilde;es, depois do Natal. As distribuidoras n&atilde;o t&ecirc;m sido compensadas pelos gastos maiores que essa energia imp&otilde;e, e o governo j&aacute; avisou: os consumidores &eacute; que v&atilde;o bancar isso, mas preferiu deixar para 2015. 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