{"id":874,"date":"2014-03-14T12:52:00","date_gmt":"2014-03-14T16:52:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-857","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=874","title":{"rendered":"Em: 14\/03\/2014 &agrave;s 12:52h por Terra"},"content":{"rendered":"<p class=\"text\">Os consumidores pagar&atilde;o uma parte das despesas com o uso das usinas t&eacute;rmicas e com o plano de socorro &agrave;s distribuidoras de energia. O restante ser&aacute; bancado pelo Tesouro Nacional. A medida foi anunciada h&aacute; pouco pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, e pelo secret&aacute;rio executivo do Minist&eacute;rio de Minas e Energia, M&aacute;rcio Zimmermann. &ldquo;Vamos tomar medidas para dividir o &ocirc;nus entre a Uni&atilde;o, os consumidores e sistema el&eacute;trico&rdquo;, disse Mantega.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>&nbsp;O governo vai autorizar a contrata&ccedil;&atilde;o de um financiamento de R$ 8 bilh&otilde;es pela C&acirc;mara de Comercializa&ccedil;&atilde;o de Energia El&eacute;trica (CCEE) para que as distribuidoras paguem as d&iacute;vidas com as geradoras. Segundo Mantega, esse financiamento ser&aacute; ressarcido com aumento de tarifas, que ser&aacute; escalonado ao longo do tempo e com datas estabelecidas pela Ag&ecirc;ncia Nacional de Energia El&eacute;trica (Aneel).<\/p>\n<p><\/p>\n<p class=\"text\">Mantega tamb&eacute;m anunciou um aporte adicional do Tesouro de R$ 4 bilh&otilde;es, al&eacute;m dos R$ 9 bilh&otilde;es j&aacute; aportados na Conta de Desenvolvimento Energ&eacute;tico (CDE). &nbsp;O governo decidiu tamb&eacute;m fazer um leil&atilde;o de energia hidrel&eacute;trica e t&eacute;rmica, no dia 25 de abril, para que as distribuidoras possam contratar energia das geradoras, e n&atilde;o precisar mais recorrer ao mercado livre para comprar energia. Mantega garantiu que n&atilde;o haver&aacute; altera&ccedil;&atilde;o das regras contratuais vigentes. A entrega dessa energia deve come&ccedil;ar a partir de maio.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>&nbsp;Com a decis&atilde;o, a conta de energia deve subir nos pr&oacute;ximos meses, mas o aumento ser&aacute; inferior ao que ocorreria se o governo n&atilde;o entrasse com os recursos. Por outro lado, o fato de o Tesouro Nacional bancar parte das despesas dificulta o cumprimento da meta de super&aacute;vit prim&aacute;rio (economia de recursos para pagar os juros da d&iacute;vida p&uacute;blica) de 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB) &#8211; R$ 99 bilh&otilde;es &#8211; para este ano.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>&nbsp;Na semana passada, o governo repassou R$ 1,2 bilh&atilde;o para as concession&aacute;rias de distribui&ccedil;&atilde;o de energia el&eacute;trica, para neutralizar as despesas das empresas. Os recursos s&atilde;o uma antecipa&ccedil;&atilde;o do or&ccedil;amento de R$ 9 bilh&otilde;es, previsto para a Conta de Desenvolvimento Energ&eacute;tico (CDE).<\/p>\n<p><\/p>\n<p>&nbsp;As distribuidoras de energia t&ecirc;m tido gastos maiores nos &uacute;ltimos meses por causa do aumento do uso de energia de termel&eacute;tricas, que &eacute; mais cara. As termel&eacute;tricas s&atilde;o mais utilizadas quando h&aacute; menos &aacute;gua nos reservat&oacute;rios das hidrel&eacute;tricas, como est&aacute; acontecendo neste momento. Al&eacute;m disso, por causa do insucesso na contrata&ccedil;&atilde;o de energia no leil&atilde;o realizado pelo governo no ano passado, as distribuidoras precisaram comprar energia no mercado de curto prazo, que custa mais caro em &eacute;pocas de escassez de chuva, para abastecer os consumidores.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os consumidores pagar&atilde;o uma parte das despesas com o uso das usinas t&eacute;rmicas e com o plano de socorro &agrave;s distribuidoras de energia. O restante ser&aacute; bancado pelo Tesouro Nacional. 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