{"id":864,"date":"2014-03-13T12:51:00","date_gmt":"2014-03-13T16:51:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-847","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=864","title":{"rendered":"Em: 13\/03\/2014 &agrave;s 12:51h por Ag\u00eancia Estado"},"content":{"rendered":"<p><span>Rio, 12 &#8211; Em meio ao baixo n&iacute;vel dos reservat&oacute;rios das hidrel&eacute;tricas, o Brasil segue contabilizando n&iacute;veis recordes no consumo de energia. Nesta quarta-feira, 12, o Operador Nacional do Sistema El&eacute;trico (ONS) informou que a carga de energia atingiu 69,397 mil MW m&eacute;dios em fevereiro deste ano, um crescimento de 7,8% em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; igual m&ecirc;s de 2013. Incluindo a carga de Manaus (AM), incorporada ao Sistema Interligado Nacional (SIN) em julho de 2013, a expans&atilde;o foi de 9,3%, alcan&ccedil;ando expressivos 70,360 mil MW m&eacute;dios de demanda de energia.<\/span><\/p>\n<p><span>O forte crescimento n&atilde;o &eacute; atribu&iacute;do pelo operador a um poss&iacute;vel aquecimento da economia brasileira. Na verdade, a expans&atilde;o da demanda decorre, sobretudo, por conta do clima. As altas temperaturas deste ver&atilde;o t&ecirc;m impulsionado o uso dos sistemas de refrigera&ccedil;&atilde;o, o que se reflete no consumo de energia. Este fator influenciou no consumo das regi&otilde;es Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Pa&iacute;s, que representam 78% da demanda do Pa&iacute;s. O maior n&uacute;mero de dias &uacute;teis em fevereiro de 2014 tamb&eacute;m contribuiu para o aumento &#8211; em 2013, o carnaval aconteceu em fevereiro, enquanto que, em 2014, ocorreu no come&ccedil;o de mar&ccedil;o.<\/span><\/p>\n<p><span>A carga de energia, que inclui o consumo e as perdas t&eacute;cnicas do sistema, cresceu em todas as regi&otilde;es, especialmente no Sul do Pa&iacute;s, onde a expans&atilde;o foi de 12%, e no Norte, que teve alta de 28% (incluindo Manaus). Al&eacute;m do efeito clim&aacute;tico, o forte aumento da demanda nos estados da regi&atilde;o Sul se explica pelo bom desempenho da agroind&uacute;stria no per&iacute;odo, de acordo com a an&aacute;lise do operador.<\/span><\/p>\n<p><span>Reservat&oacute;rios.<\/span><\/p>\n<p><span>Apesar do forte consumo de energia neste ver&atilde;o, os reservat&oacute;rios do subsistema Sudeste\/Centro-Oeste est&atilde;o dando os primeiro sinais de recupera&ccedil;&atilde;o. No dia 11 de mar&ccedil;o, o n&iacute;vel de armazenamento na regi&atilde;o era de 35,7%, o que representa um ganho acumulado de 1,1 ponto porcentual ao longo do m&ecirc;s de mar&ccedil;o. A situa&ccedil;&atilde;o ainda &eacute; cr&iacute;tica e n&atilde;o permite afastar completamente o risco de racionamento de energia. Os reservat&oacute;rios do Norte est&atilde;o com a situa&ccedil;&atilde;o mais confort&aacute;vel no momento, operando com 82,7% da capacidade. Por conta disso, a regi&atilde;o tem exportado energia para o resto do Pa&iacute;s. No dia 11, o Nordeste recebeu 2,525 mil MW m&eacute;dios do Norte, e o Sudeste, 2,017 mil MW m&eacute;dios, o que tem ajudado a manter o n&iacute;vel dos reservat&oacute;rios dessas duas regi&otilde;es. O Sul ainda enviou 558 MW m&eacute;dios para o Sudeste.<\/span><\/p>\n<p><span>A pequena melhora no n&iacute;vel dos reservat&oacute;rios decorre da recupera&ccedil;&atilde;o das chuvas no come&ccedil;o de mar&ccedil;o. Ainda assim, a gera&ccedil;&atilde;o das termel&eacute;tricas tem sido intensa para reduzir a press&atilde;o sobre as hidrel&eacute;tricas. No dia 11, as t&eacute;rmicas convencionais produziram 13,940 mil MW m&eacute;dios, o que representou 19,90% da carga de energia. J&aacute; as t&eacute;rmicas nucleares Angra 1 e 2 ofertaram 1,988 mil MW m&eacute;dios, 2,84% da carga.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rio, 12 &#8211; Em meio ao baixo n&iacute;vel dos reservat&oacute;rios das hidrel&eacute;tricas, o Brasil segue contabilizando n&iacute;veis recordes no consumo de energia. 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