{"id":849,"date":"2014-03-11T14:12:00","date_gmt":"2014-03-11T18:12:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-829","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=849","title":{"rendered":"Em: 11\/03\/2014 &agrave;s 14:12h por Em"},"content":{"rendered":"<p><strong>Bras&iacute;lia&nbsp;<\/strong><span>&ndash; Para evitar um tarifa&ccedil;o de 18% na conta de luz entre este ano e o pr&oacute;ximo, com impacto direto na infla&ccedil;&atilde;o e nos seus &iacute;ndices de popularidade, a presidente Dilma Rousseff avalia mexer, novamente, nas regras do setor el&eacute;trico. Apesar dos estragos na confian&ccedil;a de investidores e nas finan&ccedil;as das concession&aacute;rias, j&aacute; provocados pelas mudan&ccedil;as de 2012 no marco regulat&oacute;rio, o crescente rombo nas contas das distribuidoras em virtude do acionamento generalizado de termel&eacute;tricas e da disparada dos pre&ccedil;os da energia no atacado dever&aacute; ser driblado com ainda mais manobras via medida provis&oacute;ria.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>Entre as interven&ccedil;&otilde;es em estudo para conter o desequil&iacute;brio de caixa do setor est&atilde;o desde um relaxamento de exig&ecirc;ncias em contratos de concess&atilde;o at&eacute; a altera&ccedil;&atilde;o na atual f&oacute;rmula matem&aacute;tica para definir o pre&ccedil;o da energia negociada no mercado livre. Para especialistas ouvidos pelo Estado de Minas, os dilemas enfrentados pela presidente para manter o desconto na conta de luz, prometido h&aacute; um ano e meio, ter&atilde;o de ser respondidos em breve, diante dos baix&iacute;ssimo n&iacute;vel dos reservat&oacute;rios das hidrel&eacute;tricas.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>Mas a simples men&ccedil;&atilde;o de nova virada nas regras do jogo pode agravar a abalada reputa&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s diante das ag&ecirc;ncias de classifica&ccedil;&atilde;o de cr&eacute;dito. &#8220;Novos gestos de artificialidade do governo n&atilde;o podem ser descartados em raz&atilde;o do hist&oacute;rico at&eacute; agora. Por outro lado, um subs&iacute;dio maior para cobrir os custos elevados do setor colocariam em risco os fundamentos econ&ocirc;micos do pa&iacute;s&rdquo;, observou Mikio Kawai J&uacute;nior, diretor-executivo da Safira Energia.<\/span><\/p>\n<p><span>Ele lembra que pelo menos metade do custo extra da eletricidade t&eacute;rmica prevista para 2014, um total de quase R$ 20 bilh&otilde;es, j&aacute; est&aacute; sendo bancada pelo Tesouro. &ldquo;Falta definir como compensar a outra metade, se ser&aacute; paga pelo consumidor direta ou indiretamente&rdquo;, resumiu o drama. Pelos c&aacute;lculos da sua consultoria, se essa diferen&ccedil;a ca&iacute;sse diretamente no bolso do cidad&atilde;o, as tarifas teriam de ter aumento m&eacute;dio adicional de 18%, para um per&iacute;odo de 12 meses a contar da data fixada pela Ag&ecirc;ncia Nacional de Energia El&eacute;trica (Aneel) de reajuste anual.<\/span><\/p>\n<p><strong>Temor&nbsp;<\/strong><span>Diante desse cerco que se fecha, empres&aacute;rios do setor est&atilde;o temerosos com a movimenta&ccedil;&atilde;o do governo na dire&ccedil;&atilde;o de um pre&ccedil;o m&eacute;dio da energia de curto prazo para as distribuidoras expostas ao mercado. A a&ccedil;&atilde;o reduziria a necessidade de aportes do Tesouro para ajudar essas companhias. Defensores da medida lembram que h&aacute; um grande descompasso entre o custo operacional da energia t&eacute;rmica, em torno de R$ 400 por megawatt\/hora (MWh), e os valores que ela alcan&ccedil;ou no mercado livre, atualmente de R$ 822.<\/span><\/p>\n<p><span>&ldquo;Muito preocupado com o impacto do estresse hidrol&oacute;gico de 2014 sobre o setor el&eacute;trico, o governo tem como prioridade o controle inflacion&aacute;rio. Por isso, acredito que ele dever&aacute; alterar o modelo de c&aacute;lculo do Pre&ccedil;o de Liquida&ccedil;&atilde;o das Diferen&ccedil;as (PLD), que mede o valor da energia no curto prazo e que hoje &eacute; mais do dobro do&nbsp; custo efetivo da gera&ccedil;&atilde;o t&eacute;rmica&rdquo;, explicou Nivalde de Castro, coordenador no Grupo de Estudos do Setor El&eacute;trico (Gesel) da UFRJ.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>Ele ressaltou que o Banco Central (BC) estipulou o reajuste m&eacute;dio das tarifas de energia em 7,5% este ano, &ldquo;considerando este percentual o teto para n&atilde;o provocar novo impulso &agrave; infla&ccedil;&atilde;o e, por tabela, dos juros&rdquo;. O professor tamb&eacute;m lembrou que os 4,5% de reajuste sugeridos pela Aneel para cobrir a diferen&ccedil;a n&atilde;o prevista pelo Or&ccedil;amento com as despesas da Conta de Desenvolvimento Energ&eacute;tico (CDE) s&atilde;o &ldquo;apenas um c&aacute;lculo&rdquo;.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><strong>Incertezas<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p>As incertezas s&oacute; se ampliam quando s&atilde;o levados em conta o custo mensal das t&eacute;rmicas j&aacute; beirando R$ 3 bilh&otilde;es e os rombos acumulados desde 2012, que ainda n&atilde;o foram totalmente equacionados pelo governo. Na avalia&ccedil;&atilde;o de Castro, o problema est&aacute; apenas na dist&acirc;ncia epis&oacute;dica do custo da energia e seu pre&ccedil;o de mercado. A multiplica&ccedil;&atilde;o por cinco da capacidade do parque t&eacute;rmico &ndash; movido a &oacute;leo, g&aacute;s, carv&atilde;o e biomassa &ndash; nos &uacute;ltimos 12 anos foi, para ele, a garantia para n&atilde;o haver racionamento como o de 2001. &ldquo;N&atilde;o choveu, ent&atilde;o usa-se a energia mais cara. Simples assim&rdquo;, pontuou.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Adilson Oliveira, do Instituto de Economia, tamb&eacute;m da UFRJ, discorda e v&ecirc; abusos do governo ao lan&ccedil;ar m&atilde;o do parcelamento em cinco anos dos custos extras desde 2012. Para ele, a libera&ccedil;&atilde;o de R$ 1,2 bilh&atilde;o &agrave;s distribuidoras, prevista para hoje, quando acaba o prazo para realizarem o aporte de garantias referente &agrave;s opera&ccedil;&otilde;es no mercado de curto prazo, est&aacute; longe de ser al&iacute;vio. &ldquo;Editar MP para baixar o pre&ccedil;o do PLD &eacute; algo fora de prop&oacute;sito, al&eacute;m de ser mais um disparate da m&aacute; gest&atilde;o do setor&rdquo;, sublinhou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bras&iacute;lia&nbsp;&ndash; Para evitar um tarifa&ccedil;o de 18% na conta de luz entre este ano e o pr&oacute;ximo, com impacto direto na infla&ccedil;&atilde;o e nos seus &iacute;ndices de popularidade, a presidente Dilma Rousseff avalia mexer, novamente, nas regras do setor el&eacute;trico. 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