{"id":843,"date":"2014-03-10T13:24:00","date_gmt":"2014-03-10T17:24:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-820","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=843","title":{"rendered":"Em: 10\/03\/2014 &agrave;s 13:24h por Jornal da Energia"},"content":{"rendered":"<p>Apesar do cen&aacute;rio deteriorado, repleto de indefini&ccedil;&otilde;es, especialistas avaliam que as empresas do setor el&eacute;trico devem repetir o movimento de 2013 e continuar apostando em fus&otilde;es e aquisi&ccedil;&otilde;es para ampliar atua&ccedil;&atilde;o n&atilde;o apenas no Brasil, mas tamb&eacute;m no exterior.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Levantamento da KPMG, divulgado na &uacute;ltima semana, aponta para um crescimento de 10% no n&uacute;mero de opera&ccedil;&otilde;es em 2013. No total, foram 33 negocia&ccedil;&otilde;es, sendo 21 dom&eacute;sticas, ou seja, envolvendo empresas de capital estrangeiro.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>De acordo com Paulo Guilherme Coimbra, s&oacute;cio da KPMG. O n&uacute;mero surpreendeu. &#8220;Levando-se em conta todas as mudan&ccedil;as que aconteceram no final de 2012, o setor deu uma resposta muito&nbsp;<br \/>r&aacute;pida&#8221;, disse.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Coimbra acredita que os movimentos devem se intensificar nos pr&oacute;ximos dois ou tr&ecirc;s anos.&#8221;O que prevemos &eacute; um processo de consolida&ccedil;&atilde;o, mesmo sem n&uacute;meros t&atilde;o grandes de transa&ccedil;&otilde;es&#8221;, disse.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Ao analisar segmento por segmento, Guilherme Valle, s&oacute;cio da PwC Brasil, acredita que o de energias renov&aacute;veis deve registrar o maior n&uacute;mero de opera&ccedil;&otilde;es. &#8220;O atual cen&aacute;rio, de instabilidade h&iacute;drica, favorece o aquecimento do mercado de outras fontes, como as e&oacute;licas, por exemplo&#8221;, disse.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>A maior transa&ccedil;&atilde;o de 2014 at&eacute; o momento aconteceu dentro deste escopo. A CPFL Renov&aacute;veis incorporou 100% dos ativos da Dobrev&ecirc; Energias Renov&aacute;veis, o que fez seu portf&oacute;lio saltar para 2.117,4 MW em capacidade total contratada, aumento de 19%.&nbsp;<a href=\"http:\/\/jornaldaenergia.com.br\/ler_noticia.php?id_noticia=16141&amp;id_secao=17\">Saiba mais.<\/a><\/p>\n<p><\/p>\n<p>A empresa, que no final do ano passado anunciou em meados do ano passado a compra de e&oacute;licas da Rosa dos Ventos, promete manter o apetite. &#8220;Continuamos de olho nas oportunidades do mercado&#8221;, disse o presidente Andr&eacute; Dorf&#8221;, disse. Dinheiro para gastar &eacute; o que n&atilde;o falta. A companhia realizou sua oferta p&uacute;blica inicial de a&ccedil;&otilde;es no ano passado e captou mais de R$1 bilh&atilde;o junto ao mercado.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/jornaldaenergia.com.br\/ler_noticia.php?id_noticia=16249&amp;id_secao=17\">A Braxenergy anunciou recentemente que est&aacute; no mercado. A empresa quer vender todos os seus ativos de gera&ccedil;&atilde;o para focar em transmiss&atilde;o.<\/a>&nbsp;Helcio Camarinha, diretor executivo da companhia, apontou a instabilidade econ&ocirc;mica e regulat&oacute;ria pela qual est&aacute; passando o setor el&eacute;trico brasileiro est&aacute; passando como a principal motivo para a mudan&ccedil;a.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Para Valle, as transa&ccedil;&otilde;es envolvendo distribuidoras devem ficar em stand by no momento. &#8220;O movimento da Energisa (que comprou o Grupo Rede) foi muito pontual. Sem a defini&ccedil;&atilde;o do marco regulat&oacute;rio, fica dif&iacute;cil de imaginar o que pode acontecer&#8221;, disse, referindo-se &agrave; renova&ccedil;&atilde;o das concess&otilde;es, cuja defini&ccedil;&atilde;o dever&aacute; ser anunciada pelo governo nos pr&oacute;ximos meses.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Em transmiss&atilde;o, Coimbra disse que muitas transa&ccedil;&otilde;es foram realizadas em um passado recente, o que deixa pouco espa&ccedil;o para novas iniciativas.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Tamb&eacute;m deve ganhar for&ccedil;a em 2014 a internacionaliza&ccedil;&atilde;o de empresas brasileiras. &#8220;O Brasil tem muitas empresas competentes na constru&ccedil;&atilde;o de grandes projetos, capitalizadas, que podem liderar esse movimento. Isso j&aacute; aconteceu em outras &aacute;reas, como a de frigor&iacute;ficos e minera&ccedil;&atilde;o. A Cemig &eacute; um grupo que merece destaque&#8221;, afirmou o s&oacute;cio da KPMG.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Recentemente, a empresa mineira admitiu ao mercado interesse em participar do processo de privatiza&ccedil;&atilde;o da colombiana Isagem, que possui um portf&oacute;lio de 2212MW, sendo 1912MW de hidrel&eacute;tricas e 200MW de t&eacute;rmicas. &#8220;Esta oportunidade se insere na estrat&eacute;gia de desenvolvimento delineada pelo Plano Diretor da Cemig, que busca um crescimento equilibrado, nos segmentos de gera&ccedil;&atilde;o, transmiss&atilde;o e distribui&ccedil;&atilde;o de energia el&eacute;trica, tanto por via org&acirc;nica atrav&eacute;s de novos projetos quanto por via de fus&otilde;es e aquisi&ccedil;&otilde;es, tendo como principal compromisso o crescimento sustent&aacute;vel e a agrega&ccedil;&atilde;o de valor para os acionistas no longo prazo&#8221;, disse o diretor de Finan&ccedil;as e Rela&ccedil;&otilde;es com Investidores da companhia, Luiz Fernando Rolla, em comunicado publicado pela empresa.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Movimentos contr&aacute;rios, ou seja, de estrangeiros apostando no setor el&eacute;trico brasileiro, tamb&eacute;m devem ser registrados. Valle destaca a for&ccedil;a das chinesas. &#8220;A State Grid &eacute; um player que veio para ficar&#8221;, disse.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Outra empresa que est&aacute; ganhando espa&ccedil;o &eacute; a China Three Gorges (Tr&ecirc;s Gargantas), que recentemente adquiriu participa&ccedil;&otilde;es da EDP Energias do Brasil nas hidrel&eacute;tricas S&atilde;o Manoel (700MW, rec&eacute;m-arrematada), Cachoeira Caldeir&atilde;o (219MW) e Santo Ant&ocirc;nio do Jari (373,4MW). A companhia chinesa &eacute; acionista da Energias de Portugal (EDP), controladora da empresa brasileira.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apesar do cen&aacute;rio deteriorado, repleto de indefini&ccedil;&otilde;es, especialistas avaliam que as empresas do setor el&eacute;trico devem repetir o movimento de 2013 e continuar apostando em fus&otilde;es e aquisi&ccedil;&otilde;es para ampliar atua&ccedil;&atilde;o n&atilde;o apenas no Brasil, mas tamb&eacute;m no exterior. 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