{"id":839,"date":"2014-03-07T12:51:00","date_gmt":"2014-03-07T16:51:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-815","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=839","title":{"rendered":"Em: 07\/03\/2014 &agrave;s 12:51h por G1"},"content":{"rendered":"<p>Representantes de 15 associa&ccedil;&otilde;es do setor el&eacute;trico entregaram no final da tarde desta quinta-feira (6) uma carta ao ministro de Minas e Energia, Edison Lob&atilde;o, em que classificam como &ldquo;delicada&rdquo; a situa&ccedil;&atilde;o dos principais reservat&oacute;rios de hidrel&eacute;tricas do pa&iacute;s, que est&atilde;o com o n&iacute;vel mais baixo desde 2001 devido &agrave; falta de chuvas. No documento, elas pedem para serem ouvidas pelo governo nas discuss&otilde;es sobre medidas a serem adotadas para enfrentar esse problema.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>A carta &eacute; assinada por entidades como a Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira das Empresas Geradoras de Energia El&eacute;trica (Abrage), a Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace), a Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Geradoras Termel&eacute;tricas (Abraget) e a Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira dos Investidores em Autoprodu&ccedil;&atilde;o de Energia (Abiape). As entidades tamb&eacute;m pedem para fazer parte do Comit&ecirc; de Monitoramento do Setor El&eacute;trico (CMSE), formado por representantes do governo na &aacute;rea de energia.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>&ldquo;Nesse cen&aacute;rio de escassez de recursos hidr&aacute;ulicos e de recursos t&eacute;rmicos com capacidade instalada limitada, em nossa opini&atilde;o, a situa&ccedil;&atilde;o merece cautela. Qualquer proposi&ccedil;&atilde;o deve ser tecnicamente embasada para que se possa encontrar, em conjunto com os agentes, solu&ccedil;&otilde;es para fazer frente ao atual quadro de dificuldades&rdquo;, diz a carta.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>No final da tarde desta quinta, o ministro Edison Lob&atilde;o esteve reunido com a presidente Dilma Rousseff para tratar da situa&ccedil;&atilde;o dos reservat&oacute;rios.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>N&iacute;vel baixo<\/strong><br \/>De acordo com o Operador Nacional do Sistema El&eacute;trico (ONS), na quarta-feira (5), dado mais atual, o armazenamento de &aacute;gua nos reservat&oacute;rios de hidrel&eacute;tricas do Sudeste e Centro-Oeste estava em 34,6%, o mais baixo desde 2001, ano em que foi decretado o racionamento de energia. As represas dessas duas regi&otilde;es, que para o ONS formam um &uacute;nico subsistema, respondem por cerca de 70% da capacidade do pa&iacute;s de gerar energia.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>O n&iacute;vel daqueles reservat&oacute;rios vem caindo desde o in&iacute;cio do ano por conta da falta de chuvas. O problema &eacute; que isso ocorre justamente na &eacute;poca &uacute;mida, quando eles deveriam encher para garantir o fornecimento de energia ao pa&iacute;s durante a &eacute;poca seca.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Por conta disso, nos &uacute;ltimos meses o ONS vem autorizando a produ&ccedil;&atilde;o de uma quantidade maior de energia por meio de usinas termel&eacute;tricas, que funcionam por meio da queima de combust&iacute;veis como &oacute;leo, g&aacute;s, carv&atilde;o e biomassa. Ao acionar essas termel&eacute;tricas, as hidrel&eacute;tricas geram menos energia para atender &agrave; demanda do pa&iacute;s e, com isso, poupa-se &aacute;gua dos reservat&oacute;rios.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Entretanto, a energia das termel&eacute;tricas &eacute; mais cara e esse custo a mais &eacute; repassado aos consumidores brasileiros via conta de luz.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>Risco de racionamento<\/strong><br \/>Mesmo com a piora na situa&ccedil;&atilde;o dos reservat&oacute;rios, o Minist&eacute;rio de Minas e Energia afirma que n&atilde;o h&aacute; risco de faltar energia no pa&iacute;s neste ano. A expectativa &eacute; que as chuvas se intensifiquem at&eacute; o final de abril, quando termina o per&iacute;odo &uacute;mido. Segundo o ONS, at&eacute; l&aacute; os reservat&oacute;rios do Sudeste e Centro-Oeste precisam atingir 43% de armazenamento para que o atendimento da demanda esteja garantido sem dificuldades.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Na semana passada, o ONS divulgou relat&oacute;rio em que prev&ecirc; que as represas do SE e CO devem receber durante o m&ecirc;s de mar&ccedil;o mais &aacute;gua que nos dois meses anteriores, por&eacute;m ainda em quantidades abaixo da m&eacute;dia hist&oacute;rica. De acordo com o documento, deve chegar a esses lagos, durante o m&ecirc;s de mar&ccedil;o, uma quantidade de &aacute;gua equivalente a 67% da m&eacute;dia hist&oacute;rica.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Esse resultado, se confirmado, representa uma melhora em rela&ccedil;&atilde;o ao verificado nos meses de janeiro e fevereiro, em que a chamada aflu&ecirc;ncia ficou, respectivamente, em 54% e 39% da m&eacute;dia hist&oacute;rica naquelas regi&otilde;es. O &iacute;ndice de fevereiro &eacute; o segundo pior para o m&ecirc;s em 84 anos. O de janeiro foi o terceiro pior em igual per&iacute;odo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Representantes de 15 associa&ccedil;&otilde;es do setor el&eacute;trico entregaram no final da tarde desta quinta-feira (6) uma carta ao ministro de Minas e Energia, Edison Lob&atilde;o, em que classificam como &ldquo;delicada&rdquo; a situa&ccedil;&atilde;o dos principais reservat&oacute;rios de hidrel&eacute;tricas do pa&iacute;s, que est&atilde;o com o n&iacute;vel mais baixo desde 2001 devido &agrave; falta de chuvas. 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