{"id":830,"date":"2014-03-06T13:22:00","date_gmt":"2014-03-06T17:22:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-805","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=830","title":{"rendered":"Em: 06\/03\/2014 &agrave;s 13:22h por PCH Portal"},"content":{"rendered":"<p><em>Por que gastamos bilh&otilde;es com termoel&eacute;tricas? Ser&aacute; que s&oacute; na Amaz&ocirc;nia existe potencial hidr&aacute;ulico? Estas e outras quest&otilde;es sobre a crise no setor el&eacute;trico<\/em><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Que o Brasil tem o maior potencial hidroel&eacute;trico aproveit&aacute;vel do mundo, isso j&aacute; sabemos todos. Mas por que n&atilde;o podemos aproveit&aacute;-lo? Por que gastamos 23 bilh&otilde;es de reais durante 2013 com termoel&eacute;tricas movidas a petr&oacute;leo e mesmo assim, sofremos apag&otilde;es? As d&uacute;vidas da popula&ccedil;&atilde;o sobre o setor el&eacute;trico s&atilde;o muitas. E h&aacute; muitas outras, tamb&eacute;m sem resposta.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Ser&aacute; que a culpa &eacute; dos &iacute;ndios, dos &oacute;rg&atilde;os ambientais e das ONGs? Ser&aacute; verdade que &eacute; s&oacute; na Amaz&ocirc;nia que existem novos potenciais hidr&aacute;ulicos, como afirmam algumas autoridades?<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Por que raz&atilde;o, tal como nos anos 1970, apenas &ldquo;mega-hidrel&eacute;tricas&rdquo;, de grande impacto ambiental, na Amaz&ocirc;nia, s&atilde;o leiloadas pelo governo? Por que elas n&atilde;o podem ter reservat&oacute;rios? Qual &eacute; a norma que prev&ecirc; essa proibi&ccedil;&atilde;o? Baseada em qual estudo foi ditada?<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Por que n&atilde;o se publicam dados sobre o potencial hidroenerg&eacute;tico brasileiro? Por que n&atilde;o discutimos a quest&atilde;o energ&eacute;tica com a popula&ccedil;&atilde;o, inclusive com os &iacute;ndios? Ser&aacute; imposs&iacute;vel usar de forma sustent&aacute;vel mais de 160 gigawatts remanescentes, que &eacute; 2,6 vezes maior do que os 61 gigawatts em opera&ccedil;&atilde;o? Por que os 40% deste total, que est&atilde;o fora da Amaz&ocirc;nia, nunca s&atilde;o leiloados pela ANEEL\/EPE? Quem escolhe por onde come&ccedil;ar essa an&aacute;lise de projetos feita pela ANEEL? A pr&oacute;pria ANEEL ou algum &oacute;rg&atilde;o ou autoridade? Existe alguma ordem de preferencia? Por que, at&eacute; agora, s&oacute; ficam prontos para leil&atilde;o apenas projetos na Amaz&ocirc;nia?<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Por que o governo federal, que desde 1941 j&aacute; realizou mais de 140 conferencias nacionais sobre sa&uacute;de, educa&ccedil;&atilde;o e meio Ambiente nunca realizou uma Conf&ecirc;rencia Nacional de Energia? Por que o governo n&atilde;o nomeia os dois conselheiros que representam a sociedade no Conselho de Monitoramento do Setor El&eacute;trico, criado em 2004, como manda a lei?<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Buscando algumas respostas, em 25 de abril de 2013, a Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Fomento &agrave;s Pequenas Centrais Hidroel&eacute;tricas (ABRAPCH) protocolou na ANEEL um relat&oacute;rio denunciando o atraso daquela ag&ecirc;ncia na an&aacute;lise dos projetos de 640 pequenas hidrel&eacute;tricas, conhecidas como PCHs, 95% deles situados fora da Amaz&ocirc;nia.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>O relat&oacute;rio apontou que, em vez &ldquo;problemas ambientais&rdquo;, na verdade s&atilde;o as exig&ecirc;ncias ilegais, impostas pela pr&oacute;pria ANEEL, as verdadeiras causas desse atraso injustificado, como concluiu a procuradoria federal do &oacute;rg&atilde;o, em v&aacute;rios processos.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Juntas, apesar de pequenas, as PCHs teriam aportado mais de 7.000 MW (meia Itaipu) e j&aacute; estariam prontas h&aacute; seis anos e seriam constru&iacute;das n&atilde;o na Amaz&ocirc;nia, onde o licenciamento ambiental &eacute; muito dif&iacute;cil, mas no sudeste e no centro\/sul, junto aos centros de carga, dispensando grandes linhas de transmiss&atilde;o.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Nos hor&aacute;rios de &ldquo;pico&rdquo;, as PCHs t&ecirc;m a grande vantagem de entregar ao sistema a energia que acumularam durante o dia em seus pequenos reservat&oacute;rios, aliviando a carga das linhas de transmiss&atilde;o de longa dist&acirc;ncia. Isso diminui o risco de problemas no percurso derrubarem o &ldquo;castelo-de-cartas&rdquo; que se tornou a rede el&eacute;trica do sudeste, estressada pelo crescimento da carga sem investimentos suficientes em gera&ccedil;&atilde;o de fonte h&iacute;drica na regi&atilde;o.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Ambientalmente falando, as PCHs t&ecirc;m alagamento m&eacute;dio menor do que 15 campos de futebol e regularizam os rios, recomp&otilde;e a vegeta&ccedil;&atilde;o das margens em suas &aacute;reas de preserva&ccedil;&atilde;o permanente, diminuindo a eros&atilde;o, ajudando a evitar enchentes.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Sem qualquer resposta, um ano depois de nossa den&uacute;ncia, protocolamos na ANEEL, na semana passada, outro relat&oacute;rio. Desta vez, anexamos um pedido para a forma&ccedil;&atilde;o de uma comiss&atilde;o de sindic&acirc;ncia, para apurar os fatos e as responsabilidades.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Mostramos, com indicadores gerenciais da pr&oacute;pria ANEEL, que h&aacute; uma crescente na j&aacute; baix&iacute;ssima produ&ccedil;&atilde;o do &oacute;rg&atilde;o na aprova&ccedil;&atilde;o n&atilde;o apenas de projetos de hidrel&eacute;tricas grandes e pequenas, mas dos invent&aacute;rios de novos potenciais.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Segundo os n&uacute;meros, a ag&ecirc;ncia aprova menos de 35 projetos de pequenas usinas por ano, com uma m&eacute;dia de 268 MW. Nessa velocidade, para aprovar os projetos atuais, a ag&ecirc;ncia gastaria 22 anos.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>O relat&oacute;rio mostra que, devido aos derivados importados para as t&eacute;rmicas, o saldo da balan&ccedil;a comercial caiu de 19 bilh&otilde;es de d&oacute;lares em 2012 para 5,4 bilh&otilde;es em 2013, no sentido contr&aacute;rio aos esfor&ccedil;os para superar crise econ&ocirc;mica.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Mostramos tamb&eacute;m que se considerarmos o pa&iacute;s como um todo existe realmente uma &ldquo;folga&rdquo; na gera&ccedil;&atilde;o. Mas a situa&ccedil;&atilde;o &eacute; muito inst&aacute;vel na regi&atilde;o sudeste\/centro-oeste, devido ao seu d&eacute;ficit energ&eacute;tico que hoje &eacute; de 2100 MW, mas que vai chegar a 6.700 MW em 2018, quase meia Itaipu.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Foram simulados no trabalho mais de 10 mil cen&aacute;rios para todas as falhas simult&acirc;neas e poss&iacute;veis no nosso sistema, considerando caracter&iacute;sticas f&iacute;sicas e el&eacute;tricas o tempo de vida de cada uma das linhas de transmiss&atilde;o.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>O resultado &eacute; assustador e prev&ecirc; que em 2018, se nada continuar a ser feito no sudeste em termos de gera&ccedil;&atilde;o hidrel&eacute;trica remanescente, enfrentaremos 14,67 dias com eventos de perda severa de grandes cargas no Sistema Interligado Nacional. E que, ainda em 2014, devamos sofrer ainda 2,83 apag&otilde;es al&eacute;m do que ocorreu no dia 5 de fevereiro.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>&Eacute; preciso que a sociedade conhe&ccedil;a mais sobre esses assuntos e ajude a abrir mais essa &ldquo;caixa-preta&rdquo;. Acessar nossos relat&oacute;rios, escritos em linguagem bem acess&iacute;vel, pode ser uma boa alternativa individual. Mas difundir a necessidade de uma Confer&ecirc;ncia Nacional de Energia assinando nossa peti&ccedil;&atilde;o &ldquo;on-line&rdquo; &eacute; uma atitude bastante coerente. Para ajudar, visite a www.abrapch.org.br e conhe&ccedil;a mais sobre o setor el&eacute;trico brasileiro e suas estranhas perguntas sem resposta. O resultado &eacute; sempre um s&oacute;: gastar mais derivados de petr&oacute;leo importados, caros e poluentes.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><em>(Ivo Pugnaloni &eacute; engenheiro eletricista, presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Fomento &agrave;s Pequenas Centrais Hidrel&eacute;tricas &ndash; ABRAPCH e do Grupo ENERCONS, tendo sido diretor da COPEL)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por que gastamos bilh&otilde;es com termoel&eacute;tricas? Ser&aacute; que s&oacute; na Amaz&ocirc;nia existe potencial hidr&aacute;ulico? Estas e outras quest&otilde;es sobre a crise no setor el&eacute;trico Que o Brasil tem o maior potencial hidroel&eacute;trico aproveit&aacute;vel do mundo, isso j&aacute; sabemos todos. Mas por que n&atilde;o podemos aproveit&aacute;-lo? 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