{"id":822,"date":"2014-03-06T13:08:00","date_gmt":"2014-03-06T17:08:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-797","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=822","title":{"rendered":"Em: 06\/03\/2014 &agrave;s 13:08h por RDNEWS"},"content":{"rendered":"<div style=\"width:170px; float:left; margin-right:2px; margin-bottom:2px;\">\n<div style=\"float:left; clear:left;\"><a class=\"foto_ampliar\" href=\"http:\/\/www.sindenergia.com.br\/banco_de_fotos\/G109.jpg\" title=\"\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.sindenergia.com.br\/banco_de_fotos\/P109.jpg\" alt=\"Clique para ampliar\" title=\"Clique para ampliar\" style=\"float:left;\" \/><\/a><\/div>\n<\/p><\/div>\n<p><span>Quando o assunto &eacute; energia, tenho sido convidado a escrever sobre o tema por trabalhar no setor e por ser diretor do Sindenergia. Entre os anos 1999 e 2002 tive a oportunidade de atuar como secret&aacute;rio de Ind&uacute;stria, Com&eacute;rcio e Minera&ccedil;&atilde;o do Estado de Mato Grosso, e, em 2001, convivi com a realidade do apag&atilde;o e todos os seus efeitos negativos sobre a nossa sociedade. Entretanto, importa relembrar que naquele momento o nosso Estado, depois das reformas estruturantes implementadas pelo Governo Dante, encontrava-se na condi&ccedil;&atilde;o de exportador de energia. Mas o car&aacute;ter de &acirc;mbito nacional do apag&atilde;o acabou nos obrigando, ainda que autossuficientes, a adotar como medida o racionamento. Os pre&ccedil;os aumentaram para inibir o consumo e as ind&uacute;strias, com&eacute;rcio e produtores foram obrigados a conviver com as cotas mensais.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Uma das consequ&ecirc;ncias disso foi que contratos n&atilde;o puderam ser cumpridos, o que resultou em grandes preju&iacute;zos e, em muitos casos, os empres&aacute;rios tiveram que adotar f&eacute;rias coletivas ocorrendo, assim, a inevit&aacute;vel e prejudicial paralisa&ccedil;&atilde;o das produ&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>Hoje estamos assistindo o in&iacute;cio de um novo per&iacute;odo de incertezas. Afirmo isso respaldado na minha experi&ecirc;ncia e avalizado pela opini&atilde;o dos especialistas, segundo os quais o risco de apag&atilde;o &eacute; de 18%. N&atilde;o precisamos de um olhar mais atento para confirmar isso, j&aacute; que temos convivido com falta de energia, falta esta que ocorre e ocorreu por v&aacute;rias vezes em diferentes Estados nos &uacute;ltimos tempos. E qual &eacute; a explica&ccedil;&atilde;o do governo para cada interrup&ccedil;&atilde;o de energia? Culpam as tempestades, os raios, quando na verdade a falta de planejamento do setor el&eacute;trico e as medidas populistas, adotados pelo governo petista, &eacute; que s&atilde;o os grandes vil&otilde;es dessa hist&oacute;ria.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>N&atilde;o tenho d&uacute;vidas de que a sociedade brasileira precisa participar dessa discuss&atilde;o, e fa&ccedil;o aqui algumas pondera&ccedil;&otilde;es. Nos &uacute;ltimos anos temos assistido uma verdadeira guerra contra a gera&ccedil;&atilde;o de energia el&eacute;trica atrav&eacute;s das Pequenas Centrais Hidrel&eacute;tricas (PCHs), e confesso que n&atilde;o consigo entender o verdadeiro motivo destas a&ccedil;&otilde;es, e explico o porqu&ecirc; dessa minha incompreens&atilde;o, vejamos.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>A energia el&eacute;trica &eacute; indispens&aacute;vel para a nossa exist&ecirc;ncia, para o funcionamento de hospitais, de suas UTIs, das escolas, resid&ecirc;ncias, apartamentos, ou seja, v&aacute;rios aspectos da rotina de nossas vidas est&atilde;o intimamente ligados &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o, ao consumo da eletricidade.&nbsp;E para atender a essa demanda precisamos gerar energia e as alternativas para tanto s&atilde;o conhecidas, cabe &agrave; sociedade definir onde os governos e os empres&aacute;rios dever&atilde;o investir; a decis&atilde;o &eacute; nossa.&nbsp;As PCHs geram energia limpa, n&atilde;o poluem, possuem baixo impacto ambiental, baixo custo de produ&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m de serem reconhecidas pelo Protocolo de Kyoto. N&atilde;o utilizar a gera&ccedil;&atilde;o h&iacute;drica significa optar por alternativas.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>Quanto a estas, vale lembrar que o Brasil optou nos &uacute;ltimos anos por investir em t&eacute;rmicas as quais ficam aguardando serem despachadas, ou seja, s&atilde;o utilizadas quando falta energia a qual tem faltado. Sem contar que as t&eacute;rmicas s&atilde;o majoritariamente movidas a diesel, combust&iacute;vel f&oacute;ssil altamente poluente e muito mais caro. S&oacute; no ano passado gastamos R$ 11 bilh&otilde;es e este ano a previs&atilde;o &eacute; de R$ 19 bilh&otilde;es somente para que entrem em funcionamento.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>N&atilde;o discuto que temos outras op&ccedil;&otilde;es como g&aacute;s natural e as usinas e&oacute;licas, mas estas n&atilde;o s&atilde;o suficientes para atender a atual demanda. No que se refere &agrave; op&ccedil;&atilde;o da utiliza&ccedil;&atilde;o da energia nuclear, sobre esta me recuso a discutir ap&oacute;s o tsunami do Jap&atilde;o e as consequ&ecirc;ncias decorrentes do acidente.&nbsp;Sendo assim, sugiro que o caminho que deve ser adotado pela sociedade, governos, empres&aacute;rios, universidades, cientistas e pela classe pol&iacute;tica &eacute; o da uni&atilde;o pela viabiliza&ccedil;&atilde;o e utiliza&ccedil;&atilde;o do maior potencial hidroel&eacute;trico do mundo, o qual se encontra justamente no Brasil, isso sem deixar de respeitar a legisla&ccedil;&atilde;o ambiental e a regulamenta&ccedil;&atilde;o do setor el&eacute;trico nacional que, indiscutivelmente, s&atilde;o bastante r&iacute;gidas.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong><em><span>Carlos Avalone J&uacute;nior &eacute; deputado estadual pelo PSDB, diretor do Sindicato da Constru&ccedil;&atilde;o, Gera&ccedil;&atilde;o, Transmiss&atilde;o e Distribui&ccedil;&atilde;o de Energia El&eacute;trica e G&aacute;s no Estado de Mato Grosso (Sindenergia) e presidente do Instituto A&ccedil;&atilde;o Verde<\/span><\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando o assunto &eacute; energia, tenho sido convidado a escrever sobre o tema por trabalhar no setor e por ser diretor do Sindenergia. 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