{"id":815,"date":"2014-03-05T12:32:00","date_gmt":"2014-03-05T16:32:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-790","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=815","title":{"rendered":"Em: 05\/03\/2014 &agrave;s 12:32h por RDNEWS"},"content":{"rendered":"<p>Mesmo com o tradicional calor de Cuiab&aacute; que costuma beirar os 40&deg;, com os raios solares ardendo a pele, a energia solar n&atilde;o &eacute; uma op&ccedil;&atilde;o vi&aacute;vel. A situa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; s&oacute; na Capital, mas se estende para todo o Mato Grosso e o Brasil. A inviabilidade se deve ao custo muito alto das placas denominadas fotovoltaicas respons&aacute;veis por transformar os raios em energia. Se deve tamb&eacute;m ao armazenamento do que foi capturado durante todo o dia, pois as baterias s&atilde;o caras e t&ecirc;m vida &uacute;til de apenas 2 anos.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Conforme os professores da UFMT mestre Danilo Ferreira de Souza e doutor Evandro Soares da Silva, o material &eacute; importado e, por isso, se torna caro. Ademais, s&oacute; seria usado para gastos considerados leves dentro de casa, excluindo ar-condicionado e chuveiro el&eacute;trico. &ldquo;S&oacute; para o chuveiro teria que colocar placas no telhado inteiro&rdquo;, explica Evandro.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Uma placa custa R$ 4 mil. Um casa popular precisaria investir pelo menos R$ 80 mil no sistema &ndash; sem considerar as baterias para armazenagem. Sem elas, s&oacute; seria poss&iacute;vel usar a energia de dia, pois a noite dependeria da distribuidora normal. O vil&atilde;o do alto custo, nesse caso, seria a carga tribut&aacute;ria de importa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Essas placas, contudo, n&atilde;o s&atilde;o as mesmas que costuma-se ver nos telhados das casas de Cuiab&aacute;. Essas s&atilde;o as placas isolantes t&eacute;rmicas. Elas sim podem colaborar na redu&ccedil;&atilde;o da conta de energia, pois atua justamente no aquecimento da &aacute;gua do chuveiro, um dos principais culpados no alto valor da conta. Segundo os professores, se todas as casas do pa&iacute;s utilizassem as placas, uma usina hidrel&eacute;trica na dimens&atilde;o da Itaipu &ndash; maior do pa&iacute;s &#8211; seria poupada. Para utilizar essa forma de energia &eacute; preciso, al&eacute;m da placa, que custa entre R$ 2 mil e R$ 4 mil, um reservat&oacute;rio e mudan&ccedil;a no sistema hidr&aacute;ulico para temperar a &aacute;gua na hora do banho. O retorno do valor investido demora entre 2 e 3 anos.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Outra forma de esquentar a &aacute;gua do banho seria por g&aacute;s (butano, conhecido como g&aacute;s de cozinha), com aquecedor de passagem, vi&aacute;vel para quem mora em pr&eacute;dio. O aparelho, muito usado no exterior, esquenta a &aacute;gua com chamas. &ldquo;N&atilde;o d&aacute; para saber o quanto, mas, mesmo com o pre&ccedil;o do g&aacute;s, a conta fica mais barata&rdquo;, garante Danilo.&nbsp;<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>Termel&eacute;trica e e&oacute;lica<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p>N&atilde;o &eacute; s&oacute; a energia solar que n&atilde;o &eacute; vi&aacute;vel no Estado. Estudos realizados h&aacute; alguns anos mostraram que a e&oacute;lica tamb&eacute;m n&atilde;o funcionaria, devido &agrave; velocidade do vento muito baixa. Conforme Evandro, &agrave; &eacute;poca, os captadores mediam 50 metros, e hoje eles j&aacute; chegam a 120 metros. Por isso, seria necess&aacute;rio outro estudo para saber se a condi&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica nessa altitude &eacute; mais favor&aacute;vel. &ldquo;Na UFMT, por exemplo, a velocidade do vento &eacute; de 2 a 3 metros por segundo. Para um gerador e&oacute;lico funcionar em baixa pot&ecirc;ncia eu preciso de pelo menos 8 metros por segundo e em condi&ccedil;&otilde;es ideais 12 ou 14&rdquo;, esclarece Danilo.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>J&aacute; a energia t&eacute;rmica &eacute; a segunda op&ccedil;&atilde;o existente em Mato Grosso e uma das alternativas que vem salvando o pa&iacute;s de racionamento. Depois da hidrel&eacute;trica, respons&aacute;vel por cerca de 70% da gera&ccedil;&atilde;o, existem 47 termel&eacute;tricas (UTE) e 1 est&aacute; sendo constru&iacute;da. Elas s&atilde;o respons&aacute;veis por 28,9% da pot&ecirc;ncia no Estado, mas a maioria produz o bastante s&oacute; para suprir necessidades pr&oacute;prias. A mais potente, a M&aacute;rio Covas, est&aacute; localizada na Capital e gera 529 mil kW, movida a g&aacute;s natural, vindo da Bol&iacute;via. Essa sim gera para abastecer a demanda geral. Al&eacute;m do g&aacute;s, as mat&eacute;rias-primas das UTEs do Estado s&atilde;o &oacute;leo diesel, baga&ccedil;o de cana de a&ccedil;&uacute;car, res&iacute;duos de madeira e casca de arroz. Esse tipo de gera&ccedil;&atilde;o &eacute; mais cara e poluente que as hidrel&eacute;tricas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mesmo com o tradicional calor de Cuiab&aacute; que costuma beirar os 40&deg;, com os raios solares ardendo a pele, a energia solar n&atilde;o &eacute; uma op&ccedil;&atilde;o vi&aacute;vel. A situa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; s&oacute; na Capital, mas se estende para todo o Mato Grosso e o Brasil. A inviabilidade se deve ao custo muito alto das placas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/815"}],"collection":[{"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=815"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/815\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=815"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=815"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=815"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}