{"id":813,"date":"2014-03-05T12:27:00","date_gmt":"2014-03-05T16:27:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-788","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=813","title":{"rendered":"Em: 05\/03\/2014 &agrave;s 12:27h por RDNews"},"content":{"rendered":"<p>O Estado aproveita apenas 9% da capacidade h&iacute;drica, ficando atr&aacute;s da m&eacute;dia nacional em 38% e de Estados, como S&atilde;o Paulo, que usa 75% do que os rios podem oferecer. Conforme dados do Sindicato da Constru&ccedil;&atilde;o, Gera&ccedil;&atilde;o, Transmiss&atilde;o e Distribui&ccedil;&atilde;o de Energia El&eacute;trica e G&aacute;s de Mato Grosso (Sindenergia), entre os entraves apontados para a implanta&ccedil;&atilde;o de novas hidrel&eacute;tricas no Estado est&aacute; a lentid&atilde;o do processo de licenciamento, que demora entre 2 e 3 anos.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>O presidente em exerc&iacute;cio do Sindenergia, Jos&eacute; Ant&ocirc;nio de Mesquita, conta que o tipo mais vi&aacute;vel de hidrel&eacute;trica seria a Pequena Central Hidrel&eacute;trica (PCH), pois o impacto ambiental &eacute; menor. O custo para a constru&ccedil;&atilde;o de uma PCH est&aacute; em R$ 6 milh&otilde;es por megawatt (MW). Assim, como uma tem capacidade entre 1 e 30 MW, a execu&ccedil;&atilde;o do projeto pode chegar a R$ 180 milh&otilde;es. A Usina Hidrel&eacute;trica (UHE), por sua vez, teria custo reduzido, mas o impacto &eacute; superior, pois alagaria uma &aacute;rea bem maior, o que resultaria em mais desapropria&ccedil;&otilde;es e desmatamento e outros danos &agrave; natureza.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Mais de 70% da energia gerada em Mato Grosso &eacute; proveniente de hidrel&eacute;tricas. Hoje, no Estado, est&atilde;o em opera&ccedil;&atilde;o, conforme dados da Ag&ecirc;ncia Nacional de Energia El&eacute;trica (Aneel), 9 UHE, 62 PCHs e 40 centrais geradoras hidrel&eacute;tricas (CGH). Elas s&atilde;o respons&aacute;veis pela produ&ccedil;&atilde;o de 1,9 milh&atilde;o de kW. Apesar do n&uacute;mero parecer volumoso, o percentual equivale a 1,5% do que &eacute; gerado no pa&iacute;s.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Est&aacute; prevista para os pr&oacute;ximos anos uma adi&ccedil;&atilde;o de 2,4 milh&otilde;es de kW na capacidade de gera&ccedil;&atilde;o do Estado, oriundo dos 10 empreendimentos do setor hidrel&eacute;trico atualmente em constru&ccedil;&atilde;o e mais 16 com outorga assinada. Desse montante, 1,8 milh&atilde;o de kW vir&aacute; da UHE do rio Teles Pires, em Parana&iacute;ta, que ser&aacute; a maior do Estado.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>O consumo no Estado em 2012 foi de 6,7 mil Gigawatt (GW) &ndash; equivalente a 6,7 bilh&otilde;es de kW. A produ&ccedil;&atilde;o, por outro lado, foi de 10,5 mil GW. Vale lembrar que a eletricidade produzida por todas as geradoras n&atilde;o ficam em seus respectivos Estados.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Assim, a eletricidade gerada na Usina de Manso, por exemplo, cai na rede e vai para os consumidores sem saber exatamente quem est&aacute; usando. Esse sistema &eacute; um dos mais avan&ccedil;ados do mundo. Isso permite que haja um equil&iacute;brio na distribui&ccedil;&atilde;o. Quando os reservat&oacute;rios estiverem baixos no Nordeste, por exemplo, Mato Grosso pode estar com quantidade suficiente para &ldquo;suprir&rdquo; a demanda. O professor da UFMT, doutor Dorival Gon&ccedil;alves, explica que toda eletricidade vai para o Sistema Integrado Nacional e distribu&iacute;da em todo territ&oacute;rio brasileiro por meio de linhas de transmiss&atilde;o.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>A tend&ecirc;ncia &eacute; que Mato Grosso cres&ccedil;a na implanta&ccedil;&atilde;o de novas hidrel&eacute;tricas, j&aacute; que ainda existe 90% de capacidade nos rios para ser aproveitado. Dorival explica que h&aacute; lei que regulamenta a &#8220;obriga&ccedil;&atilde;o&#8221; de explorar as bacias ao m&aacute;ximo para a gera&ccedil;&atilde;o de energia. A regra, contudo, pode fazer com que n&atilde;o s&oacute; os recursos h&iacute;dricos, como a fauna, flora, a cultura ind&iacute;gena e os ribeirinhos sejam prejudicados, j&aacute; que impacta direta ou indiretamente nessa realidade.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Estado aproveita apenas 9% da capacidade h&iacute;drica, ficando atr&aacute;s da m&eacute;dia nacional em 38% e de Estados, como S&atilde;o Paulo, que usa 75% do que os rios podem oferecer. 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