{"id":808,"date":"2014-02-28T13:06:00","date_gmt":"2014-02-28T17:06:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-781","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=808","title":{"rendered":"Em: 28\/02\/2014 &agrave;s 13:06h por Jornal da Energia"},"content":{"rendered":"<p>A Renova Energia ter&aacute; que aguardar mais um tempo para saber se ser&aacute; ou n&atilde;o penalizada pelo atraso na entrada em opera&ccedil;&atilde;o de seis parques e&oacute;licos localizados na Bahia. A geradora entrou com um pedido de concatena&ccedil;&atilde;o dos cronogramas de gera&ccedil;&atilde;o com a transmiss&atilde;o, bem como o afastamento de penalidades regulat&oacute;rias e contratuais, alegando que o atraso n&atilde;o foi causado por inger&ecirc;ncia da empresa. Por&eacute;m, depois de muita discuss&atilde;o, o diretor-geral da Ag&ecirc;ncia Nacional de Energia El&eacute;trica (Aneel), Romeu Donizete Rufino, pediu vistas do processo que caminhava para atender ao pleito do empreendedor.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>&#8220;A verdade &eacute; que se exclui a responsabilidade de todos e quem paga a conta &eacute; o consumidor&#8221;, disse Rufino, demonstrando certo desconforto com os repetidos pedidos de agentes para concatenar prazo de empreendimentos de gera&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>A Renova Energia pediu a concatena&ccedil;&atilde;o dos cronogramas das e&oacute;licas Sera&iacute;ma (30MW), Tanque (24MW), Ventos do Nordeste (19,5MW), Prata (19,5MW), Ara&ccedil;&aacute;s (30MW) e Morr&atilde;o (30MW). Localizadas na Bahia, essas seis usinas foram licitadas no 3&ordm; Leil&atilde;o de Energia de Reserva de 2010 (LER 2010), com o compromisso de entregar energia a partir de 1&ordm; de setembro de 2013. Est&atilde;o prontas, mas sem transmiss&atilde;o para escoar a energia.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>De l&aacute; para c&aacute;, houve atrasos na emiss&atilde;o das outorgas e na celebra&ccedil;&atilde;o do contrato de energia de reserva (CER). Se n&atilde;o bastasse, as usinas tinham como ponto de conex&atilde;o as subesta&ccedil;&otilde;es Brumado II e Bom Jesus da Lapa II, que foi alterado, a pedido da Renova, para a Subesta&ccedil;&atilde;o Igapor&atilde; II. Brumado e Bom Jesus da Lapa ficaram prontas no prazo, mas Igapor&atilde;, de responsabilidade da Chesf, sequer foi energizada.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Ricardo de Lima Assaf, diretor jur&iacute;dico da Renova, argumentou que a altera&ccedil;&atilde;o n&atilde;o foi uma iniciativa do empreendedor e sim fruto de um acordo entre a Empresa de Pesquisa Energ&eacute;tica (EPE), Operador Nacional do Sistema (ONS) e o Minist&eacute;rio de Minas e Energia (MME) para melhorar escoamento da energia naquela regi&atilde;o, o que beneficiaria o sistema.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Acontece que essa altera&ccedil;&atilde;o demorou meses para ser autorizada pelo MME. No caso das e&oacute;licas Tanque, Prata e Ventos do Nordeste os processos ainda est&atilde;o em an&aacute;lise no minist&eacute;rio.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>&#8220;S&oacute; para mencionar quando se prop&ocirc;s a altera&ccedil;&atilde;o do ponto de conex&atilde;o, se imagina que ela [SE Igapor&atilde; II] estaria dispon&iacute;vel em prazo muito inferior ao que veio se confirmar na pr&aacute;tica&#8221;, disse Assaf. &#8220;Isso n&atilde;o foi um desejo do investidor para facilitar sua conex&atilde;o, mas sim um entendimento do ONS, em conson&acirc;ncia com a EPE e MME&#8221;, completou.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>A SE Igapor&atilde; est&aacute; prevista para ficar pronta em 28 de fevereiro, segundo os relat&oacute;rios oficiais. &#8220;Isso n&atilde;o vai ocorrer. Nossa expectativa &eacute; que isso se materialize em 31 de mar&ccedil;o&#8221;, disse o representante da Renova. &#8220;Torcemos muito que esta subesta&ccedil;&atilde;o esteja energizada, mas ainda parece um cronograma dif&iacute;cil&#8221;, completou.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>A &aacute;rea t&eacute;cnica da Aneel n&atilde;o aceitou a justificativa para o atraso, argumentando que, embora houvesse de fato uma demora do MME para sinalizar as altera&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas, o risco era do empreendedor.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>&#8220;Dessa forma n&atilde;o deve ser imputada a causa pelo atraso na implanta&ccedil;&atilde;o ao Poder Concedente, visto que os projetos constantes no contrato firmados em 2011 foram substitu&iacute;dos em 2012 com caracter&iacute;sticas totalmente diferentes&#8221;, justificou a Superintend&ecirc;ncia de Concess&otilde;es e Autoriza&ccedil;&otilde;es de Gera&ccedil;&atilde;o (SCG). &#8220;As altera&ccedil;&otilde;es no projeto ap&oacute;s a outorga s&atilde;o permitidas ao empreendedor. Entretanto, essa busca pelo aperfei&ccedil;oamento da usina se d&aacute; pela conta e risco do agente&#8221;, completou.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>O entendimento do relator do processo, diretor Andr&eacute; Pepitone, &eacute; outro. &#8220;Acerta a SCG que o risco de opera&ccedil;&atilde;o do projeto pertence ao outorgado. Contudo, o risco por ele enfrentado &eacute; implantar o projeto no prazo remanescente ao previsto. Assim, um projeto cuja conclus&atilde;o se faz em 24 meses, havendo uma redefini&ccedil;&atilde;o de escopo na metade, tem-se que o agente ter&aacute; 12 meses. Por outro lado, se os atos do Poder P&uacute;blico comprometerem seis meses da execu&ccedil;&atilde;o do projeto, n&atilde;o ser&aacute; a redefini&ccedil;&atilde;o que deslocar&aacute; a responsabilidade atinente ao Poder P&uacute;blico ao empreendedor&#8221;.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Apesar do entendimento de Pepitone, o diretor preferiu concentrar sua fundamenta&ccedil;&atilde;o nos atrasos que ocorreram na emiss&atilde;o da outorga e na assinatura dos contratos de comercializa&ccedil;&atilde;o, que por si s&oacute; j&aacute; daria provimento para que houvesse a concatena&ccedil;&atilde;o do cronograma, sem penalidades para a Renova.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Diante disso, Pepitone reconheceu a excludente de responsabilidade em 170 dias para EOL Ara&ccedil;&aacute;, 185 dias para Sera&iacute;ma e 200 dias para Morr&atilde;o. No caso de Prata, Tanque e Ventos do Nordeste foram exclu&iacute;dos mais de 220 dias. Os prazos, por&eacute;m, v&atilde;o al&eacute;m da entrada em opera&ccedil;&atilde;o da subesta&ccedil;&atilde;o Igapor&atilde; 2, por isso o diretor resolveu concatenar o prazo das geradoras com a transmiss&atilde;o, excluir a penalidades do agente e deslocar o per&iacute;odo de suprimento dos contratos.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Tudo parecia sair como a Renova desejava. Contundo, na fase de discuss&atilde;o, os diretores Reive Barros, Jos&eacute; Juhrosa e Rufino se mostram desconfort&aacute;veis com a frequ&ecirc;ncia que esse tipo de pedido vem surgindo na pauta da Aneel.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>&#8220;&Eacute; recorrente essa solicita&ccedil;&atilde;o de excludente por conta de altera&ccedil;&atilde;o de caracter&iacute;sticas t&eacute;cnicas&#8221;, questionou Barros. &#8220;Est&aacute; se levando mais tempo para se analisar uma mudan&ccedil;a de caracter&iacute;sticas t&eacute;cnicas do que muitas vezes implantar um aerogerador. Acho que a gente deve tratar junto com o MME para ver qual &eacute; a grande dificuldade que se tem nesse processo.&rdquo;<\/p>\n<p><\/p>\n<p>&#8220;Tamb&eacute;m tenho essa preocupa&ccedil;&atilde;o na linha do que do doutor Reive colocou&#8221;, disse Rufino. &#8220;Tem ocorrido tantos eventos que corroboram com a ideia de atraso no empreendimento. S&oacute; com golpe de sorte que os empreendimentos entram na data. &Eacute; mudan&ccedil;a de caracter&iacute;stica t&eacute;cnica, atraso na outorga, demora na assinatura de contrato, mudan&ccedil;a do ponto de conex&atilde;o, quest&otilde;es ambientais. Tantas coisas que tem influenciado no cumprimento desses prazos e isso n&atilde;o &eacute; absolutamente indiferente. Isso causa um impacto muito grande no momento atual com o n&iacute;vel de PLD que temos&#8221;, completou o diretor-geral da Aneel.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Rufino lembrou que a n&atilde;o entrega de uma energia comprada no prazo resulta numa exposi&ccedil;&atilde;o da distribuidora ao PLD, que num momento atual est&aacute; &#8220;exageradamente alto&#8221;.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>&#8220;N&atilde;o estou absolutamente convencido de que todos esses aspectos est&atilde;o t&atilde;o pac&iacute;ficos que sejam excludentes de responsabilidade&#8221;, disse Rufino. &#8220;Por exemplo, quem assina o CCEAR? A distribuidora e a CCEE. Ent&atilde;o por que demorou? A culpa &eacute; da CCEE, que &eacute; um agente regulado, ou do empreendedor? Acho que deve ter uma investiga&ccedil;&atilde;o bem exaustiva para ver onde est&aacute; o problema.&#8221;<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Rufino desabafou: &#8220;No que est&aacute; ao alcance do Poder P&uacute;blico n&oacute;s temos que resolver. N&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel que a gente n&atilde;o consiga&rdquo;. Em outro trecho disse: &ldquo;Se estamos colocando um prazo que n&atilde;o &eacute; realista, estamos nos enganando&#8221;.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Na fase de vota&ccedil;&atilde;o, durante a reuni&atilde;o que aconteceu nesta ter&ccedil;a-feira (25\/02), Rufino pediu vistas do processo e adiou a decis&atilde;o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Renova Energia ter&aacute; que aguardar mais um tempo para saber se ser&aacute; ou n&atilde;o penalizada pelo atraso na entrada em opera&ccedil;&atilde;o de seis parques e&oacute;licos localizados na Bahia. 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