{"id":783,"date":"2014-02-25T14:12:00","date_gmt":"2014-02-25T18:12:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-752","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=783","title":{"rendered":"Em: 25\/02\/2014 &agrave;s 14:12h por Jornal da Energia"},"content":{"rendered":"<p>A 3&ordf; C&acirc;mara de Coordena&ccedil;&atilde;o e Revis&atilde;o do Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal (consumidor e ordem econ&ocirc;mica) quer que a Ag&ecirc;ncia Nacional de Energia El&eacute;trica (Aneel) explique a redu&ccedil;&atilde;o do prazo de prescri&ccedil;&atilde;o para a devolu&ccedil;&atilde;o de valores cobrados indevidamente pelas concession&aacute;rias, que passou de cinco para tr&ecirc;s anos. A decis&atilde;o do colegiado de revis&atilde;o tamb&eacute;m pede explica&ccedil;&otilde;es sobre a diverg&ecirc;ncia com o prazo previsto no C&oacute;digo Civil em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; cobran&ccedil;a indevida de tarifas de &aacute;gua e esgoto, que &eacute; de dez anos.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>De acordo com a representa&ccedil;&atilde;o de um consumidor que chegou ao MPF em S&atilde;o Paulo, a Resolu&ccedil;&atilde;o n&ordm; 414\/2010 da Aneel revogou o ato normativo anteriormente vigente e diminuiu o prazo prescricional para devolu&ccedil;&atilde;o aos consumidores dos valores cobrados indevidamente pelas concession&aacute;rias de energia el&eacute;trica. Oficiada, a Aneel manifestou-se sucintamente ressaltando que a &ldquo;norma &eacute; claramente mais ben&eacute;fica ao consumidor e traz uma simetria com os prazos para devolu&ccedil;&atilde;o de faturamento a maior&rdquo;.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Para o relator do caso e coordenador da 3&ordf; C&acirc;mara, Antonio Fonseca, em que pese a simetria de tratamento entre consumidor e concession&aacute;ria, entende-se que a redu&ccedil;&atilde;o do prazo para devolu&ccedil;&atilde;o das quantias cobradas a maior privilegia muito mais a concession&aacute;ria do que o consumidor, haja vista que grande parte dos erros de faturamento s&atilde;o decorrentes de lan&ccedil;amentos indevidos por parte das concession&aacute;rias e n&atilde;o dos usu&aacute;rios do servi&ccedil;o p&uacute;blico.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Ele tamb&eacute;m explica que, em consulta &agrave; jurisprud&ecirc;ncia dos tribunais p&aacute;trios, constata-se que o Superior Tribunal de Justi&ccedil;a entendeu que o prazo prescricional aplic&aacute;vel &agrave; hip&oacute;tese de repeti&ccedil;&atilde;o de ind&eacute;bito no que tange &agrave; cobran&ccedil;a de tarifas de &aacute;gua e esgoto &eacute; aquele previsto no C&oacute;digo Civil, ou seja, de dez anos. Segundo Fonseca, o julgado motivou a edi&ccedil;&atilde;o da S&uacute;mula n&ordm; 412 (&ldquo;A a&ccedil;&atilde;o de repeti&ccedil;&atilde;o de ind&eacute;bito de tarifas de &aacute;gua e esgoto sujeita-se ao prazo prescricional estabelecido no C&oacute;digo Civil&rdquo;) e tal entendimento vem sendo aplicado para a hip&oacute;tese de cobran&ccedil;a irregular de tarifas de energia el&eacute;trica.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Diante dessas considera&ccedil;&otilde;es, ele entendeu necess&aacute;ria nova oitiva da Aneel a fim de que explique as raz&otilde;es que motivaram a redu&ccedil;&atilde;o do prazo de prescri&ccedil;&atilde;o para a devolu&ccedil;&atilde;o ao consumidor da quantia faturada a maior, bem como se manifeste sobre a poss&iacute;vel diverg&ecirc;ncia entre o prazo previsto no artigo 113, inciso II, da Resolu&ccedil;&atilde;o n&ordm; 414\/2010 e aquele que vem sendo aplicado pelo STJ. O voto foi seguido pelo colegiado e se tornou decis&atilde;o durante a sess&atilde;o realizada no dia 17 de fevereiro.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 3&ordf; C&acirc;mara de Coordena&ccedil;&atilde;o e Revis&atilde;o do Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal (consumidor e ordem econ&ocirc;mica) quer que a Ag&ecirc;ncia Nacional de Energia El&eacute;trica (Aneel) explique a redu&ccedil;&atilde;o do prazo de prescri&ccedil;&atilde;o para a devolu&ccedil;&atilde;o de valores cobrados indevidamente pelas concession&aacute;rias, que passou de cinco para tr&ecirc;s anos. 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