{"id":774,"date":"2014-02-25T14:07:00","date_gmt":"2014-02-25T18:07:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-743","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=774","title":{"rendered":"Em: 25\/02\/2014 &agrave;s 14:07h por Jornal da Energia"},"content":{"rendered":"<div style=\"width:170px; float:left; margin-right:2px; margin-bottom:2px;\">\n<div style=\"float:left; clear:left;\"><a class=\"foto_ampliar\" href=\"http:\/\/www.sindenergia.com.br\/banco_de_fotos\/G104.jpg\" title=\"\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.sindenergia.com.br\/banco_de_fotos\/P104.jpg\" alt=\"Clique para ampliar\" title=\"Clique para ampliar\" style=\"float:left;\" \/><\/a><\/div>\n<\/p><\/div>\n<p>A Ag&ecirc;ncia Nacional de Energia El&eacute;trica (Aneel) negou nesta ter&ccedil;a-feira (25\/02) um pedido de reconsidera&ccedil;&atilde;o interposto pela empresa controladora da hidrel&eacute;trica de Jirau, a Energia Sustent&aacute;vel do Brasil (ESBR). A companhia pedia que a Aneel revesse uma decis&atilde;o de 10 de dezembro de 2013, com o objetivo de manter a decis&atilde;o de julho de 2013, a qual condicionava a eleva&ccedil;&atilde;o da cota (70,5 metros para 71,3 metros) operativa da hidrel&eacute;trica de Santo Ant&ocirc;nio &agrave; cess&atilde;o de 24,3MW m&eacute;dios de garantia f&iacute;sica em favor da ESBR.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>O argumento da ESBR era que houve omiss&atilde;o, contradi&ccedil;&atilde;o e falta de direito a ampla defesa na decis&atilde;o da diretoria da Aneel que resultou no Despacho 4.181\/13, que aprovou o projeto b&aacute;sico da UHE Santo Ant&ocirc;nio sem a condicionante vinculada a compensa&ccedil;&atilde;o &agrave; ESBR pelo afogamento da UHE Jirau.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>O representante da ESBR, Lucas Bagio, afirmou que o despacho tem problemas de ordem formal e material. &#8220;A decis&atilde;o proferida em pedido de reconsidera&ccedil;&atilde;o por Santo Antonio n&atilde;o poderia ter sido deferida por essa ag&ecirc;ncia em raz&atilde;o do esgotamento da esfera administrativa&#8221;, argumentou Bagio.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Al&eacute;m disso, ele explicou que o voto condutor do despacho 4.181 partiu de uma suposta diretriz pol&iacute;tica que obrigava a Santo Antonio a comercializar 95% da energia vinculada a expans&atilde;o no ambiente regulado. &#8220;O que n&atilde;o sobraria lastro suficiente para honrar a cess&atilde;o a Jirau, que teria que ser de 24MW m&eacute;dios&#8221;, detalhou, j&aacute; que s&oacute; sobrariam 10MW m&eacute;dios.<\/p>\n<p>Ainda advogando em causa pr&oacute;pria, o diretor-presidente da ESBR, Vitor Paranhos, buscou alertar para o risco ambiental que essa subida de cota pode causar na regi&atilde;o.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>&#8220;O que fica muito claro &eacute; que essa ag&ecirc;ncia [Aneel] e o Ibama foram induzidas ao erro. Na hora que Santo Antonio disse que 70,5 metros era igual a 70 metros, [a empresa] dizia que n&atilde;o existia nenhum impacto adicional, apenas um erro altim&eacute;trico que foi acertado. O que a gente v&ecirc; &eacute; Santo Antonio numa cota abaixo da 70 metros e o munic&iacute;pio de Jaci Paran&aacute; debaixo de &aacute;gua&#8221;, disse o executivo.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Paranhos se refere &agrave; autoriza&ccedil;&atilde;o que elevou a cota de Santo Antonio de 70 metros para 70,5. Por&eacute;m, ele alegou que s&oacute; isso j&aacute; est&aacute; causando problemas e que uma nova eleva&ccedil;&atilde;o para 71,3 metros iria agravar ainda mais a situa&ccedil;&atilde;o. &#8220;A subida da cota de 70 metros para 70,5 s&atilde;o mais de 73 km quadrados de &aacute;rea inundada. Na hora que vai para 71,3 metros, isso sobre para 155 km de &aacute;rea inundada. Ou seja, existe um impacto muito grande dessa subida de cota&rdquo;, afirmou o executivo.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Paranhos trouxe ainda o tema do deplecionamento do reservat&oacute;rio de Santo Ant&ocirc;nio para a discuss&atilde;o, acusando, com base em dados t&eacute;cnicos, que UHE Santo Ant&ocirc;nio vem desrespeitando o seu limite operacional estabelecido no projeto.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>&#8220;Se Santo Ant&ocirc;nio tivesse come&ccedil;ado a deplecionar o reservat&oacute;rio em janeiro como se tinha acertado com essa ag&ecirc;ncia, hoje a situa&ccedil;&atilde;o seria bem mais calma&#8221;, disse o executivo, que finalizou: &#8220;Se &eacute; invi&aacute;vel na cota 70,5,em 71,3 &eacute; absolutamente invi&aacute;vel sem uma grande interven&ccedil;&atilde;o social, de engenharia, e sem acertar a perda existente em Jirau&#8221;.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Logo de cara, o representante da Santo Antonio Energia, Gustavo Assis de Oliveira, acusou os representantes de Jirau de tentar desviar o foco da delibera&ccedil;&atilde;o desta ter&ccedil;a-feira (25\/02), que era esclarecer o direto (ou n&atilde;o) a cess&atilde;o de lastro em favor da ESBR.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>&#8220;A pr&oacute;pria apresenta&ccedil;&atilde;o dos representantes da ESBR mostra que o prop&oacute;sito &eacute; de se discutir os internos intr&iacute;nsecos do despacho, com o objetivo de reabrir a discuss&atilde;o. E mais um al&eacute;m, para inserir discuss&otilde;es de &acirc;mbito ambiental que n&atilde;o devem ser tratadas nesse momento&#8221;, disse Oliveira. Ele rebateu todas as alega&ccedil;&otilde;es apresentadas pela ESBR. &#8220;N&atilde;o h&aacute; omiss&atilde;o ou contradi&ccedil;&atilde;o de quem analisou exaustivamente o processo e sim um inconformismo com o teor da decis&atilde;o&#8221;, provocou.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Diante dos argumentos, o relator do processo, o diretor Andr&eacute; Pepitone, tamb&eacute;m enfatizou que o motivo da delibera&ccedil;&atilde;o era discutir a cess&atilde;o de lastro, e que outros assuntos devem ser oportunamente enfrentados pelo colegiado em outra ocasi&atilde;o.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Pepitone disse que n&atilde;o havia raz&otilde;es para mudar o Despacho n&ordm; 4.181\/2013 &#8211; que apenas condicionada a ela&ccedil;&atilde;o da cota de Santo Antonio a uma aprova&ccedil;&atilde;o do Ibama &#8211; e negou o provimento do pedido feito pela ESBR. Todos os diretores acompanharam o voto do relator.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>&#8220;Esse &eacute; um processo por deveras conhecido por esse colegiado&#8221;, disse Pepitone, demonstrando um certo desconforto com as constantes repeti&ccedil;&otilde;es que o tema vem retornando &agrave; ag&ecirc;ncia.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>A hidrel&eacute;trica de Jirau tem 3.750 MW de pot&ecirc;ncia instalada. J&aacute; Santo Ant&ocirc;nio, em seu projeto inicial, tinha 3.150MW que com a aprova&ccedil;&atilde;o do novo projeto b&aacute;sico elevar&aacute; essa capacidade para 3.580MW, aumentando a rentabilidade do empreendimento. Acontece que Jirau alega que ter&aacute; preju&iacute;zos caso a eleva&ccedil;&atilde;o da cota ocorra. Ambas as usinas est&atilde;o instaladas no Rio Madeira, dentro do estado de Rond&ocirc;nia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Ag&ecirc;ncia Nacional de Energia El&eacute;trica (Aneel) negou nesta ter&ccedil;a-feira (25\/02) um pedido de reconsidera&ccedil;&atilde;o interposto pela empresa controladora da hidrel&eacute;trica de Jirau, a Energia Sustent&aacute;vel do Brasil (ESBR). 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