{"id":755,"date":"2014-02-21T12:52:00","date_gmt":"2014-02-21T16:52:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-722","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=755","title":{"rendered":"Em: 21\/02\/2014 &agrave;s 12:52h por Jornal da Energia"},"content":{"rendered":"<div style=\"width:170px; float:left; margin-right:2px; margin-bottom:2px;\">\n<div style=\"float:left; clear:left;\"><a class=\"foto_ampliar\" href=\"http:\/\/www.sindenergia.com.br\/banco_de_fotos\/G102.jpg\" title=\"\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.sindenergia.com.br\/banco_de_fotos\/P102.jpg\" alt=\"Clique para ampliar\" title=\"Clique para ampliar\" style=\"float:left;\" \/><\/a><\/div>\n<\/p><\/div>\n<p>A reportagem do&nbsp;<strong>Jornal da Energia<\/strong>&nbsp;teve acesso a um documento em que o cons&oacute;rcio construtor da usina de Jirau, Energia Sustent&aacute;vel do Brasil (ESBR), afirma que a hidrel&eacute;trica de Santo Ant&ocirc;nio (3.580MW) est&aacute; desrespeitando o limite operacional estabelecido pelo projeto e que isso est&aacute; ocasionados diversos impactos &agrave;s estruturas da UHE Jirau (3.750MW). As usinas est&atilde;o localizadas no rio Madeira, dentro do estado de Rond&ocirc;nia.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>A notifica&ccedil;&atilde;o, datada de 6 de fevereiro, foi endere&ccedil;ada ao presidente da Santo Ant&ocirc;nio Energia, Eduardo de Melo Pinto, com copia &agrave; Ag&ecirc;ncia Nacional de &Aacute;guas (ANA), ao Ibama, &agrave; Ag&ecirc;ncia Nacional de Energia El&eacute;trica (Aneel) e ao Operador Nacional do Sistema El&eacute;trico (ONS).<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Segundo a ESBR, a altura m&aacute;xima suportada por Jirau &eacute; de 74,8 metros em rela&ccedil;&atilde;o ao reservat&oacute;rio da usina de Santo Ant&ocirc;nio.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>&#8220;As estruturas da UHE Jirau foram projetadas considerando uma cota m&aacute;xima do remanso do reservat&oacute;rio da UHE Santo Ant&ocirc;nio de 74,8M a jusante do barramento da UHE Jirau&#8221;, detalha o documento. Esse n&iacute;vel de &aacute;gua garantiria o atendimento aos requisitos as normas t&eacute;cnicas brasileiras e aos crit&eacute;rios de projeto no que diz respeito &agrave; seguran&ccedil;a e estabilidade de Jirau.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Por&eacute;m, a UHE Santo Ant&ocirc;nio estaria operando com um reservat&oacute;rio que, no in&iacute;cio de fevereiro, estaria acima do limite autorizado na licen&ccedil;a de opera&ccedil;&atilde;o. Ao n&atilde;o respeitar esse limite, alega a ESBR, preju&iacute;zos estariam sendo causados ao empreendimento de Jirau.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>&#8220;Tal fato (&#8230;) est&aacute; ocasionando diversos impactos nas estruturas do empreendimento e demais existentes no canteiro de obras, incluindo infiltra&ccedil;&atilde;o na ensecadeira da 2&ordf; fase da casa de for&ccedil;a da margem direita e danos nos Sistemas de Transposi&ccedil;&atilde;o de Peixes, no atracadouro da margem esquerda, nos p&aacute;tios provis&oacute;rios de equipamentos, dentre outros&#8221;, afirma a ESBR.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>A ESBR alerta para o perigo eminente de se causar danos irrevers&iacute;veis a casa de for&ccedil;a da margem direita, onde est&atilde;o instaladas 28 unidades geradoras, caso ocorra o rompimento da ensecadeira &agrave; jusante, e consequente inunda&ccedil;&atilde;o de toda a casa de for&ccedil;a, devido &agrave; press&atilde;o a qual n&atilde;o est&aacute; dimensionada.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>&#8220;Em decorr&ecirc;ncia deste eminente perigo, de forma preventiva, nossos diretores e gerentes j&aacute; entraram em contato com seus gerentes e diretor para antecipar a&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias ao imediato deplecionamento do reservat&oacute;rio da UHE Santo Ant&ocirc;nio&#8221;, diz a notifica&ccedil;&atilde;o. &#8220;&Eacute; extremamente necess&aacute;rio que a opera&ccedil;&atilde;o da UHE Santo Ant&ocirc;nio respeite o estabelecido pelo Ibama e pela ANA, de forma a n&atilde;o causar impacto na UHE Jirau&#8221;, completa.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Esta situa&ccedil;&atilde;o traz &agrave; tona a disputa entre os dois cons&oacute;rcios na Aneel, em que ambos exigem o aumento da cota de seus reservat&oacute;rios e o que garante, para um ou para outro, uma receita extra ao longo de suas concess&otilde;es. Por&eacute;m, o aumento da cota da UHE de Santo Ant&ocirc;nio diminuiria a gera&ccedil;&atilde;o de energia da usina de Jirau.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Procurada pela reportagem, a ESBR preferiu n&atilde;o manifestar sobre o assunto.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>J&aacute; a Santo Ant&ocirc;nio Energia informa que&nbsp; hidrel&eacute;trica est&aacute; sendo operada na cota m&aacute;xima de 70,5 metros,&nbsp;respeitando rigorosamente todas as condi&ccedil;&otilde;es e determina&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas e atendendo&nbsp;plenamente a Licen&ccedil;a de Opera&ccedil;&atilde;o.&nbsp;&#8220;Desta forma, n&atilde;o existe nenhum fundamento t&eacute;cnico ou legal que ampare ou resguarde a&nbsp;afirma&ccedil;&atilde;o da Energia Sustent&aacute;vel do Brasil, concession&aacute;ria respons&aacute;vel pela implanta&ccedil;&atilde;o e&nbsp;opera&ccedil;&atilde;o da usina Jirau, que aponta irregularidades na opera&ccedil;&atilde;o do nosso reservat&oacute;rio&#8221;, argumenta a companhia, em nota.&nbsp;<\/p>\n<p><\/p>\n<p>A empresa diz que se coloca &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o da Aneel, da ANA e do ONS para prestar qualquer outra informa&ccedil;&atilde;o adicional sobre sua opera&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>MAB acusa usinas de afetar o comportamento do Rio Madeira&nbsp;<br \/><\/strong>No &uacute;ltimo dia 13 de fevereiro foi decretado &ldquo;estado de emerg&ecirc;ncia&rdquo; no munic&iacute;pio de Porto Velho devido &agrave;s chuvas intensas e a grande cheia no rio Madeira. Com previs&otilde;es de m&eacute;dias hist&oacute;ricas, esta pode ser a maior enchente dos &uacute;ltimos 100 anos, de acordo com o prefeito, Mauro Nassif.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Diversos moradores tiveram que sair de suas casas por causa do alagamento. O Corpo de Bombeiros, junto com a Defesa Civil e o Ex&eacute;rcito, continuam com trabalho intenso de retirada das fam&iacute;lias em &aacute;reas de risco.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Al&eacute;m do excesso de chuvas, o Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB) afirma que as usinas de Jirau e Santo Antonio est&atilde;o afetando o comportamento do Rio Madeira<\/p>\n<p><\/p>\n<p>&ldquo;A acumula&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua nos reservat&oacute;rios e o aumento da vaz&atilde;o dos vertedouros das usinas de Santo Ant&ocirc;nio e Jirau potencializam os alagamentos naturais do per&iacute;odo e mais &aacute;reas, que antes n&atilde;o sofriam alagamento, s&atilde;o atingidas&rdquo;, diz o MAB. &ldquo;Al&eacute;m disso, a velocidade e amplitude das inunda&ccedil;&otilde;es est&atilde;o muito maiores, alegam moradores de todas as comunidades.&rdquo;<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Durante a reuni&atilde;o sobre a situa&ccedil;&atilde;o da cheia do Rio Madeira, na quarta-feira (12\/2), entre representantes de &oacute;rg&atilde;os de seguran&ccedil;a de Porto Velho, o gerente de opera&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o do cons&oacute;rcio Santo Ant&ocirc;nio Energia, Amauri Alvarez, negou responsabilidade dos cons&oacute;rcios, afirmando que: &#8220;n&atilde;o h&aacute; como comprovar constru&ccedil;&atilde;o da usina de Santo Ant&ocirc;nio com a cheia do rio Madeira&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A reportagem do&nbsp;Jornal da Energia&nbsp;teve acesso a um documento em que o cons&oacute;rcio construtor da usina de Jirau, Energia Sustent&aacute;vel do Brasil (ESBR), afirma que a hidrel&eacute;trica de Santo Ant&ocirc;nio (3.580MW) est&aacute; desrespeitando o limite operacional estabelecido pelo projeto e que isso est&aacute; ocasionados diversos impactos &agrave;s estruturas da UHE Jirau (3.750MW). 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