{"id":715,"date":"2014-02-14T13:37:00","date_gmt":"2014-02-14T17:37:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-679","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=715","title":{"rendered":"Em: 14\/02\/2014 &agrave;s 13:37h por Em"},"content":{"rendered":"<p><span>O baixo volume dos reservat&oacute;rios das usinas hidrel&eacute;tricas brasileiras e a disparada do pre&ccedil;o do megawatt\/hora (MWh) no mercado livre transformou a energia em moeda para as ind&uacute;strias intensivas em eletricidade no Brasil. Com isso, grandes consumidores do insumo est&atilde;o reduzindo suas atividades operacionais para obter ganhos com a liquida&ccedil;&atilde;o da energia excedente junto &agrave; C&acirc;mara de Comercializa&ccedil;&atilde;o de Energia El&eacute;trica (CCEE). A onda atinge tamb&eacute;m as geradoras que t&ecirc;m sobra de energia, como a Companhia Energ&eacute;tica de Minas Gerais (Cemig) e Companhia Energ&eacute;tica de S&atilde;o Paulo (Cesp), e prossegue at&eacute; a produ&ccedil;&atilde;o de ferroligas.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span>Nesse segmento, boa parte das ind&uacute;strias paralisou temporariamente as opera&ccedil;&otilde;es e est&aacute; direcionando a energia que seria usada na produ&ccedil;&atilde;o para o mercado de curto prazo, onde ela &eacute; liquidada a R$ 822,83 o MWh, o valor mais alto da hist&oacute;ria. Na f&aacute;brica da Liasa em Pirapora, no Norte de Minas, a produ&ccedil;&atilde;o de sil&iacute;cio met&aacute;lico est&aacute; temporariamente paralisada desde 31 de janeiro. A energia que sobrou vem sendo liquidada na CCEE, mas a empresa n&atilde;o informa o volume por quest&otilde;es estrat&eacute;gicas. Segundo a empresa, n&atilde;o houve demiss&otilde;es e os 600 empregados est&atilde;o envolvidos em atividades de manuten&ccedil;&atilde;o e treinamento.<\/span><\/p>\n<p><span>Outra que paralisou a opera&ccedil;&atilde;o foi a unidade mais antiga do grupo Rima, lcoalizada em V&aacute;rzea da Palma, no Norte de Minas. A planta produz ferroligas especiais e costuma passar por manuten&ccedil;&otilde;es nos per&iacute;odos em que a energia est&aacute; mais cara no mercado livre. &ldquo;Na f&aacute;brica de V&aacute;rzea da Palma temos nossos fornos de menor capacidade e &agrave;s vezes &eacute; necess&aacute;rio trocar o refrat&aacute;rio, o que naturalmente implica em parada&rdquo;, explica Ricardo Voicentin, diretor-presidente da Rima. De acordo com ele, a ideia &eacute; gerir melhor a conta de energia no mercado livre, mas quando isso &eacute; feito n&atilde;o h&aacute; demiss&otilde;es. &ldquo;Estamos liquidando somente a energia dos fornos em manuten&ccedil;&atilde;o&rdquo;, explica. A redu&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o, segundo ele, foi inferior a 5% do faturamento do m&ecirc;s. A previs&atilde;o &eacute; que a f&aacute;brica normalize sua produ&ccedil;&atilde;o em mar&ccedil;o.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Segundo representantes de comercializadores e consumidores do insumo, o alto pre&ccedil;o da energia de curto prazo tende a ser um incentivo para que a ind&uacute;stria que &eacute; grande consumidora reduza suas atividades e aproveite o momento para obter ganhos com a venda de eletricidade excedente. Diante da expectativa de que sejam beneficiadas em suas negocia&ccedil;&otilde;es com energia em momento de pre&ccedil;o recorde de curto prazo, a&ccedil;&otilde;es das geradoras que t&ecirc;m sobra para venda est&atilde;o em alta.. Enquanto os pre&ccedil;os de curto prazo continuarem salgados por causa da forte gera&ccedil;&atilde;o termel&eacute;trica, o mesmo caminho tende a ser seguido por empresas de outros segmentos.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span><br \/><span>O Pre&ccedil;o de Liquida&ccedil;&atilde;o de Diferen&ccedil;as (PLD), que serve de base para os pre&ccedil;os de energia de curto prazo, est&aacute; a 822,83 reais MWh, teto regulat&oacute;rio determinado para o ano, para as regi&otilde;es Sudeste e Centro\/Oeste, por duas semanas consecutivas. O mesmo volume de energia adquirido no longo prazo tende a sair muito mais em conta. O valor mais alto do PLD at&eacute; agora tinha sido registrado em janeiro de 2008, quando o MWh foi comercializado a R$ 569,59. Para se ter uma ideia, o pre&ccedil;o m&eacute;dio do leil&atilde;o A-5, realizado pela Empresa de Planejamento Energ&eacute;tico (EPE) no fim do ano passado, ficou em R$ 139,20 por MWh. &ldquo;Com um PLD a R$ 822,83, h&aacute; diminui&ccedil;&atilde;o do consumo de consumidores eletrointensivos para aproveitar a alta. Isso tende a ocorrer&rdquo;, disse o coordenador do Grupo de Estudos do Setor de Energia El&eacute;trica (Gesel) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Nivalde de Castro.<\/span><br \/><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O baixo volume dos reservat&oacute;rios das usinas hidrel&eacute;tricas brasileiras e a disparada do pre&ccedil;o do megawatt\/hora (MWh) no mercado livre transformou a energia em moeda para as ind&uacute;strias intensivas em eletricidade no Brasil. 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