{"id":692,"date":"2014-02-04T10:46:00","date_gmt":"2014-02-04T14:46:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-655","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=692","title":{"rendered":"Em: 04\/02\/2014 &agrave;s 10:46h por Minas e Energia"},"content":{"rendered":"<p><span>O risco de d&eacute;ficit de energia el&eacute;trica nas regi&otilde;es Sul, Sudeste e Centro-Oeste j&aacute; chega a mais de 20% neste ano. A metodologia usada pelo pr&oacute;prio governo para definir a opera&ccedil;&atilde;o do sistema interligado nacional aponta que esse &eacute; o risco de que falte pelo menos um megawatt de eletricidade para atender &agrave; demanda ao longo de 2014.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>Caso esse desequil&iacute;brio seja pequeno, n&atilde;o h&aacute; nenhuma necessidade de decretar racionamento e &eacute; poss&iacute;vel reduzir a entrega de energia aos consumidores por meio de medidas &#8220;sujas&#8221; na opera&ccedil;&atilde;o, conforme explicou ao <strong><span>Valor<\/span><\/strong> um t&eacute;cnico com longa experi&ecirc;ncia na &aacute;rea.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>Em condi&ccedil;&otilde;es normais, o governo considera um risco de 5% como aceit&aacute;vel e desenha toda a opera&ccedil;&atilde;o levando em conta esse limite. A situa&ccedil;&atilde;o atual indica, no m&iacute;nimo, que o uso das termel&eacute;tricas dever&aacute; ser mais intenso do que o planejado nos pr&oacute;ximos meses. Em janeiro do ano passado, quando os reservat&oacute;rios baixaram demais e for&ccedil;aram o governo a prolongar o acionamento das usinas t&eacute;rmicas, o risco era de 18,6% nas regi&otilde;es Sudeste e Centro-Oeste (que constituem um &uacute;nico submercado em termos operacionais) e de 18,7% na regi&atilde;o Sul. Hoje, &eacute; de 20,2% e 20,75%, respectivamente.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>Na quinta-feira da semana passada, dia em que foi atingida uma demanda recorde no sistema interligado, o pico alcan&ccedil;ou 83.962 MW. Para d&eacute;ficits de mil MW ou 2 mil MW, de acordo com esse t&eacute;cnico, &eacute; fact&iacute;vel adotar medidas que reduzam a tens&atilde;o no sistema. Assim, consegue-se fazer uma administra&ccedil;&atilde;o &#8220;suja&#8221; da demanda, reduzindo a quantidade de energia levada aos consumidores. Os efeitos s&atilde;o relativamente sutis: l&acirc;mpadas podem acender com voltagem inferior, transformadores s&atilde;o usados no limite, a ind&uacute;stria eletrointensiva pode sofrer &#8220;apaguinhos&#8221; de mil&eacute;simos de segundo. Evitam-se, no entanto, medidas de restri&ccedil;&atilde;o ao consumo (racionamento) ou &#8220;apag&otilde;es&#8221; de maior escala.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>H&aacute; mais chances do que o desej&aacute;vel, no entanto, de um d&eacute;ficit igual ou superior a 5% da carga total de eletricidade. Com esse n&iacute;vel de desequil&iacute;brio, j&aacute; n&atilde;o se pode &#8220;administrar&#8221; a demanda e um racionamento torna-se praticamente inevit&aacute;vel. O risco de um d&eacute;ficit de tal dimens&atilde;o j&aacute; alcan&ccedil;a 5,9% nas regi&otilde;es Sudeste e Centro-Oeste, que constituem um &uacute;nico submercado em termos operacionais, e 5,35% no Sudeste. No Nordeste, &eacute; &iacute;nfimo.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>Esses n&uacute;meros foram calculados pela C&acirc;mara de Comercializa&ccedil;&atilde;o de Energia El&eacute;trica (CCEE) a partir da aplica&ccedil;&atilde;o do Newave, um programa de computador que define a opera&ccedil;&atilde;o mensal do sistema, usando um modelo matem&aacute;tico para definir a melhor pol&iacute;tica de gera&ccedil;&atilde;o (o mix entre energia hidr&aacute;ulica e t&eacute;rmica).<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>O presidente da Empresa de Pesquisa Energ&eacute;tica (EPE), Maur&iacute;cio Tolmasquim, considera &#8220;prematuro&#8221; fazer &#8220;especula&ccedil;&otilde;es&#8221; em torno de medidas para conter a demanda. Segundo ele, o sistema passa por uma &#8220;grande prova de fogo&#8221;, devido ao baixo volume de chuvas. &#8220;Em outras &eacute;pocas, n&atilde;o se teria passado por uma situa&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica t&atilde;o adversa sem racionamento&#8221;, disse.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>Tolmasquim lembrou que o sistema el&eacute;trico atravessou a pior seca das &uacute;ltimas oito d&eacute;cadas, em 2013, no Nordeste. Em janeiro, no Sudeste\/Centro-Oeste, o volume de precipita&ccedil;&otilde;es foi o mais baixo para o m&ecirc;s desde 1954. &#8220;Mesmo assim, o n&iacute;vel dos reservat&oacute;rios est&aacute; acima do ano passado, temos oferta de energia entrando, estamos segurando [o sistema]&#8221;, afirmou o executivo.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>A perspectiva, no entanto, &eacute; desfavor&aacute;vel. O Operador Nacional do Sistema El&eacute;trico (ONS), em relat&oacute;rio divulgado na sexta-feira, prev&ecirc; que o volume de &aacute;gua que chegar&aacute; aos reservat&oacute;rios em fevereiro vai ficar em apenas 55% da m&eacute;dia hist&oacute;rica no Sudeste e no Centro-Oeste. Com isso, a tend&ecirc;ncia &eacute; que o armazenamento nos reservat&oacute;rios termine o m&ecirc;s abaixo de igual per&iacute;odo de 2013.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>O estoque de &aacute;gua estava em 45,5% da capacidade m&aacute;xima, no Sudeste\/Centro-Oeste, no fim de fevereiro do ano passado. A previs&atilde;o atual do ONS &eacute; que, dessa vez, o n&iacute;vel esteja em 41,5%. Diante do cen&aacute;rio hidrol&oacute;gico ruim, os pre&ccedil;os da energia no mercado de curto prazo j&aacute; bateram recorde.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O risco de d&eacute;ficit de energia el&eacute;trica nas regi&otilde;es Sul, Sudeste e Centro-Oeste j&aacute; chega a mais de 20% neste ano. 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