{"id":691,"date":"2014-02-04T10:45:00","date_gmt":"2014-02-04T14:45:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-654","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=691","title":{"rendered":"Em: 04\/02\/2014 &agrave;s 10:45h por Minas e Energia"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"ml-caption2\"><span>Edison Lob&atilde;o, ministro de Minas e Energia: o governo federal est&aacute; disposto a cobrir o rombo gerado nas distribuidoras.<\/span><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>O setor el&eacute;trico tem tudo para se transformar num dos maiores riscos fiscais de 2014. &Agrave;s v&eacute;speras de definir a meta de economia para as contas p&uacute;blicas desse ano, o governo se depara com um buraco que pode superar em mais de R$ 10 bilh&otilde;es os gastos previstos no Or&ccedil;amento para cobrir as despesas com o corte nas tarifas de energia feita em 2013 e a falta de chuvas, que continua mantendo os reservat&oacute;rios em n&iacute;veis baixos.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>A alternativa &agrave; press&atilde;o fiscal &eacute; o repasse dos custos de energia para as tarifas &#8211; um problema para a infla&ccedil;&atilde;o j&aacute; perto do teto da meta e tamb&eacute;m para o discurso do governo em ano eleitoral. O an&uacute;ncio da redu&ccedil;&atilde;o de 20% nas contas de luz foi feito pela presidente Dilma Rousseff em cadeia nacional de r&aacute;dio e televis&atilde;o.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>A estimativa &eacute; que o acionamento das t&eacute;rmicas custe cerca de R$ 18 bilh&otilde;es este ano, segundo c&aacute;lculos do engenheiro e consultor Humberto Viana Guimar&atilde;es. Reservadamente, as distribuidoras trabalham com n&uacute;meros muito parecidos, embora as empresas n&atilde;o confirmem essa estimativa. O coordenador do Grupo de Estudos do Setor de Energia El&eacute;trica (Gesel\/UFRJ), Nivalde de Castro, explica que &#8220;se [o regime de chuvas] continuar assim, o custo &eacute; de R$ 3 bilh&otilde;es por m&ecirc;s&#8221;. Nesse cen&aacute;rio, a energia de curto prazo permanece no teto regulat&oacute;rio, de R$ 822,83 por megawatt-hora (MWh) ao longo de fevereiro.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>Portanto, s&oacute; a cobertura das t&eacute;rmicas consumiria, na estimativa mais otimista, o dobro do que o governo tem previsto como despesas no Or&ccedil;amento. De sa&iacute;da, h&aacute; uma diferen&ccedil;a de R$ 9 bilh&otilde;es entre as estimativas de gastos do governo e do setor privado e com impacto direto sobre a meta de super&aacute;vit prim&aacute;rio de 2014.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>Al&eacute;m disso, a legisla&ccedil;&atilde;o que trata da participa&ccedil;&atilde;o da Uni&atilde;o no financiamento do setor el&eacute;trico, prev&ecirc; que o governo cubra outras despesas. Uma delas s&atilde;o as indeniza&ccedil;&otilde;es devidas &agrave;s usinas geradoras que aderiram &agrave; renova&ccedil;&atilde;o antecipada de suas concess&otilde;es em 2012.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>No ano passado, os R$ 13,2 bilh&otilde;es necess&aacute;rios a esses pagamentos sa&iacute;ram da Reserva Global de Revers&atilde;o (RGR). O problema &eacute; que esse fundo setorial terminou 2013 com saldo de apenas R$ 2,3 milh&otilde;es em caixa. A estimativa &eacute; que em 2014 a conta das indeniza&ccedil;&otilde;es caia bastante, mas ainda deve flutuar na casa dos R$ 3,4 bilh&otilde;es segundo c&aacute;lculos do setor privado.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>O Tesouro tamb&eacute;m tem que cobrir os subs&iacute;dios cruzados que garantem energia mais barata a fam&iacute;lias de baixa renda. O financiamento desses programas era feito via tarifa de energia, distribu&iacute;do entre todos os consumidores, mas mudou com a lei do setor el&eacute;trico aprovada em 2012.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>&Eacute; dif&iacute;cil estimar com precis&atilde;o o impacto dessas despesas sobre a meta de super&aacute;vit prim&aacute;rio. Uma melhora no cen&aacute;rio de chuvas reduzir&aacute; o gasto de R$ 18 bilh&otilde;es. Al&eacute;m disso, os fundos setoriais t&ecirc;m receitas pr&oacute;prias geradas a partir da contribui&ccedil;&atilde;o das empresas.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>At&eacute; a semana passada, o governo dizia que n&atilde;o iria socorrer as distribuidoras de energia el&eacute;trica que est&atilde;o mais uma vez com dificuldades de caixa por causa do alto custo da energia gerada pelas usinas t&eacute;rmicas, acionadas quase que em tempo integral devido &agrave; chuva escassa no Sul e Sudeste.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>Ontem, o ministro de Minas e Energia (MME), Edison Lob&atilde;o, anunciou a disposi&ccedil;&atilde;o do governo em cobrir o rombo que vem sendo gerado nas distribuidoras. Segundo ele, o Tesouro, a Casa Civil e o MME &#8220;estudam&#8221; o que fazer e o governo est&aacute; sempre pronto a &#8220;dar apoio&#8221; ao setor. &#8220;Encontraremos a melhor solu&ccedil;&atilde;o poss&iacute;vel, sempre procurando preservar a situa&ccedil;&atilde;o dos consumidores&#8221;, afirmou o ministro.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>O governo ter&aacute; que editar uma medida provis&oacute;ria, ou decreto, para autorizar o pagamento &agrave;s distribuidoras em 2014, uma vez que a permiss&atilde;o para esses pagamentos acabou em dezembro. No ano passado, foram gastos no total R$ 9,3 bilh&otilde;es.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>J&aacute; o ministro da Fazenda, Guido Mantega, reafirmou que a &aacute;rea econ&ocirc;mica mant&eacute;m a estimativa de gastos do Or&ccedil;amento. &#8220;Tem R$ 9 bilh&otilde;es para colocar na CDE este ano&#8221;, disse Mantega, lembrando que os gastos s&atilde;o apurados mensalmente e, portanto, ele n&atilde;o poderia informar o valor dos repasses mensais.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Edison Lob&atilde;o, ministro de Minas e Energia: o governo federal est&aacute; disposto a cobrir o rombo gerado nas distribuidoras. O setor el&eacute;trico tem tudo para se transformar num dos maiores riscos fiscais de 2014. &Agrave;s v&eacute;speras de definir a meta de economia para as contas p&uacute;blicas desse ano, o governo se depara com um buraco [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/691"}],"collection":[{"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=691"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/691\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=691"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=691"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=691"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}