{"id":687,"date":"2014-01-22T14:16:00","date_gmt":"2014-01-22T18:16:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-650","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=687","title":{"rendered":"Em: 22\/01\/2014 &agrave;s 14:16h por Jornal da Energia"},"content":{"rendered":"<p>Em franca expans&atilde;o, o consumo de eletricidade por resid&ecirc;ncias e estabelecimentos comerciais no Brasil tem criado problemas para as distribuidoras de energia brasileiras. Impulsionada pelo aumento da renda da popula&ccedil;&atilde;o, a compra de eletrodom&eacute;sticos, notadamente aparelhos de ar condicionado, fez o consumo residencial e comercial disparar no pa&iacute;s, com alta de 31% em cinco anos. As distribuidoras reconhecem que o novo perfil de consumo demanda maiores investimentos, mas alegam que est&atilde;o sem recursos em caixa para modernizar as redes.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>&ldquo;O ar condicionado &eacute; o novo chuveiro el&eacute;trico&rdquo;, compara o presidente da Associa&ccedil;&atilde;o das Empresas Distribuidoras de Energia El&eacute;trica (Abradee), Nelson Leite. At&eacute; pouco tempo considerado o maior vil&atilde;o do setor el&eacute;trico brasileiro, respons&aacute;vel pelos chamado hor&aacute;rio de pico no consumo de energia &ndash; no in&iacute;cio da noite, quando as pessoas chegam em casa ap&oacute;s o trabalho-o chuveiro el&eacute;trico perdeu posi&ccedil;&atilde;o na escala de preocupa&ccedil;&otilde;es do setor. Com o aumento das vendas de ar condicionado nos &uacute;ltimos anos, vem ficando cada vez maior a diferen&ccedil;a entre os n&iacute;veis de consumo nas diversas esta&ccedil;&otilde;es do ano.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>O recorde de consumo residencial de energia foi atingido em janeiro de 2013, com 10,9 mil gigawatts-hora (GWh), segundo dados da EPE, quando as altas temperaturas levaram a grande uso de aparelhos de ar condicionado &ndash; e muitos transtornos com falhas no suprimento em grandes cidades brasileiras. Em julho do mesmo ano, o consumo do segmento caiu para 10 mil GWh. Em novembro, j&aacute; com a volta do calor, ultrapassou os 10,6 mil GWh. &ldquo;No ver&atilde;o, est&aacute; havendo uma super demanda em um hor&aacute;rio ruim, no meio da tarde, que tem afetado o servi&ccedil;o das distribuidoras&rdquo;, diz Jo&atilde;o Carlos de Mello, presidente da consultoria Thymos Energia.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Os &iacute;ndices de qualidade do fornecimento de energia apontam que as empresas temtido problemas para se adequar a essa nova demanda. No Rio, Light e Ampla est&atilde;o com indicadores de interrup&ccedil;&atilde;o no fornecimento acima da meta estabelecida pela Ag&ecirc;ncia Nacional de Energia El&eacute;trica (Aneel) e encabe&ccedil;am uma s&eacute;rie de reclama&ccedil;&otilde;es sobre falhas pontuais no abastecimento &ndash; os chamados apaguinhos. Em geral, no Brasil, a percep&ccedil;&atilde;o sobre o servi&ccedil;o caiu na virada da d&eacute;cada, segundo dados da pr&oacute;pria ag&ecirc;ncia reguladora.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>&ldquo;As redes de energia nos principais centros consumidores est&atilde;o saturadas&rdquo;, afirma o professor Edmilson Moutinho dos Santos, presidente do Programa de P&oacute;s Gradua&ccedil;&atilde;o em Energia da Universidade de S&atilde;o Paulo (USP). Leite, da Abradee, diz que as empresas t&ecirc;m investido uma m&eacute;dia de R$ 13 bilh&otilde;es ao ano, mas reconhece que o novo perfil do consumo demanda mudan&ccedil;as na gest&atilde;o das redes. &ldquo;Estamos preparando um programa de moderniza&ccedil;&atilde;o para apresentar &agrave; Aneel&rdquo;, diz ele. &ldquo;O maior consumo demanda um redimensionamento da rede para atender os poucos de consumo, sen&atilde;o vai haver uma deteriora&ccedil;&atilde;o da estrutura instalada&rdquo;, completa.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>A Abradee, por&eacute;m, alega que as empresas foram penalizadas no &uacute;ltimo ciclo de revis&atilde;o tarif&aacute;ria da Aneel e est&atilde;o sem recursos para os investimentos necess&aacute;rios. Equerem sensibilizar a Aneel e a &aacute;rea econ&ocirc;mica do governo que os custos precisam ser compartilhados com os consumidores e com institui&ccedil;&otilde;es financeiras estatais, sob a forma de financiamentos com taxas de juros menores. &ldquo;A capacidade de investimento do setor est&aacute; cada vez mais estrangulada&rdquo;, argumenta o executivo. O plano ser&aacute; apresentado &agrave; Aneel para discuss&atilde;o no pr&oacute;ximo ciclo de revis&atilde;o tarif&aacute;ria. A ag&ecirc;ncia, enquanto isso, tenta endurecer as penalidades contra as falhas no fornecimento de energia, com uma proposta de regulamenta&ccedil;&atilde;o hoje em consulta p&uacute;blica.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Mello, da Thymos Energia, destaca que os segmentos residencial e industrial impulsionaram o consumo de energia no pa&iacute;s nos &uacute;ltimos anos, enquanto o segmento industrial apresenta pouco avan&ccedil;o. Segundo dados da EPE, a classe residencial teve alta de 29% no consumo de eletricidade no per&iacute;odo de cinco anos iniciado em novembro de 2008. J&aacute; a classe comercial registrou aumento de 34%. &ldquo;S&atilde;o justamente os segmentos que d&atilde;o mais dificuldades &agrave;s distribuidoras, pela sua capilaridade&rdquo;, comenta ele. As empresas t&ecirc;m experimentado grande volume de pedidos de altera&ccedil;&atilde;o de carga por resid&ecirc;ncias e com&eacute;rcio que adquiriram novos aparelhos de ar condicionado ou trocaram por modelos mais potentes.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>&ldquo;A percep&ccedil;&atilde;o &eacute; que as distribuidoras ter&atilde;o que ter um cuidado operacional maior. E, claro, investir. N&atilde;o adianta fingir que o problema n&atilde;o existe&rdquo;, conclui Mello. A tend&ecirc;ncia &eacute; que o segmento residencial continue em expans&atilde;o nos pr&oacute;ximos anos, uma vez que o consumo per capita no Brasil ainda &eacute; baixo se comparado a pa&iacute;ses desenvolvidos. &ldquo;H&aacute; um potencial de crescimento muito grande&rdquo;, reconhece Leite.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><em>&lsquo;Governo caiu na armadilha da infla&ccedil;&atilde;o&rsquo;&nbsp;<\/em><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Para o professor Edmilson Moutinho dos Santos, presidente do Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Energia da Universidade de S&atilde;o Paulo (USP), o governo &ldquo;perdeu o foco&rdquo; com rela&ccedil;&atilde;o a pol&iacute;ticas de efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica, que poderiam minimizar os gargalos da rede de distribui&ccedil;&atilde;o. Pelo contr&aacute;rio, acrescenta o especialista, a redu&ccedil;&atilde;o das tarifas tem ampliado o incentivo ao consumo de eletricidade no pa&iacute;s. &ldquo;O governo caiu na armadilha da infla&ccedil;&atilde;o. Mas a pior maneira de controlar a infla&ccedil;&atilde;o &eacute; segurar o pre&ccedil;o de um bem que tende &agrave; escassez&rdquo;, analisa Santos. No in&iacute;cio do ano, as tarifas de eletricidade foram reduzidas a partir de ganhos obtidos coma renova&ccedil;&atilde;o antecipada das concess&otilde;es de gera&ccedil;&atilde;o de energia. O desconto, por&eacute;m, est&aacute; sendo mantido &agrave;s custas de repasses do Tesouro para o setor el&eacute;trico, com subs&iacute;dios para evitar o repasse dos custos de gera&ccedil;&atilde;o das usinas t&eacute;rmicas que foram acionadas no ano passado para poupar &aacute;gua nos reservat&oacute;rios das hidrel&eacute;tricas.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Para Santos, pre&ccedil;os altos tendem a levar o usu&aacute;rio a buscar redu&ccedil;&atilde;o do consumo, para economizar na conta de luz. Al&eacute;m disso, ele defende pol&iacute;ticas de substitui&ccedil;&atilde;o da eletricidade emdeterminados tipos de consumo. &ldquo;As redes de g&aacute;s das distribuidoras est&atilde;o ociosas e poderiam ser usadas para reduzir o consumo com chuveiros el&eacute;tricos e refrigera&ccedil;&atilde;o, por exemplo&rdquo;, explica.Omaior acesso aaparelhos de ar condicionado &eacute; apontado como um dos fatores que impulsionam o consumo de energia por resid&ecirc;ncias e estabelecimentos comerciais. Dados da Empresa de Pesquisa Energ&eacute;tica (EPE) apontam que o Nordeste impulsionou o crescimento do consumo residencial no pa&iacute;s em2013, com alta acumulada de 11,4% at&eacute; novembro, por conta da &ldquo;aquisi&ccedil;&atilde;o de mais eletrodom&eacute;sticos pelas fam&iacute;lias&rdquo;. &ldquo;Nos dois maiores mercados da regi&atilde;o, Bahia e Pernambuco, que correspondem a 45%do consumo residencial, as vendas de eletrodom&eacute;sticos t&ecirc;m superado a m&eacute;dia nacional&rdquo;, conclui a Resenha Mensal do Mercado de Energia El&eacute;trica.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>EM ALTA<\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>R$13 bi<\/strong>&nbsp;|&nbsp;Volume de investimentos em distribui&ccedil;&atilde;o de energia no pa&iacute;s em 2013, segundo dados da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira das Distribuidoras de Energia El&eacute;trica.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>31%<\/strong>&nbsp;&nbsp;|&nbsp;Crescimento do consumo de energia por resid&ecirc;ncia e estabelecimento comercial no Brasil, de novembro de 2008 at&eacute; igual m&ecirc;s de 2013.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em franca expans&atilde;o, o consumo de eletricidade por resid&ecirc;ncias e estabelecimentos comerciais no Brasil tem criado problemas para as distribuidoras de energia brasileiras. 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