{"id":669,"date":"2013-11-25T11:10:00","date_gmt":"2013-11-25T15:10:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-631","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=669","title":{"rendered":"Em: 25\/11\/2013 &agrave;s 11:10h por Canal Energia"},"content":{"rendered":"<p>Durante a audi&ecirc;ncia p&uacute;blica realizada nesta quinta-feira (21\/11) pela Comiss&atilde;o de Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado os debatedores chegaram a conclus&atilde;o de que, para ocorrer a integra&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica na Am&eacute;rica do Sul ser&aacute; necess&aacute;rio tratados internacionais entre os pa&iacute;ses envolvidos. De acordo com o secret&aacute;rio de Planejamento do Minist&eacute;rio de Minas e Energia, Altino Ventura Filho, h&aacute; a inten&ccedil;&atilde;o do governo brasileiro em fortalecer a integra&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica da Am&eacute;rica do Sul.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>&ldquo;N&oacute;s queremos promover a integra&ccedil;&atilde;o sul-americana. Para isso, temos que deixar as regras bem estabelecidas. O Minist&eacute;rio de Minas e Energia defende que tenhamos tratados entre os pa&iacute;ses, para definir com clareza os benef&iacute;cios e os custos&rdquo;, afirmou Ventura. Ainda de acordo com o secret&aacute;rio, ao construir linhas de transmiss&atilde;o entre os pa&iacute;ses da Am&eacute;rica do Sul ser&aacute; poss&iacute;vel aumentar em 20% a produ&ccedil;&atilde;o conjunta de eletricidade, uma vez que o pa&iacute;s com abund&acirc;ncia de &aacute;gua em determinado momento pode transferir energia para outro pa&iacute;s onde o clima estiver mais seco.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>&ldquo;Tal possibilidade &eacute; favorecida pelo fato de os rios da Am&eacute;rica do Sul apresentarem diversidade hidrol&oacute;gica&rdquo;, acrescentou Ventura, durante o debate. A hidrel&eacute;trica binacional de Itaipu, constru&iacute;da a partir de um tratado bilateral entre o Brasil e o Paraguai, foi citado como um exemplo bem sucedido de coopera&ccedil;&atilde;o sul-americana para a produ&ccedil;&atilde;o de eletricidade pelo secret&aacute;rio.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Segundo o ex-diretor geral da Ag&ecirc;ncia Nacional de Energia El&eacute;trica (Aneel), Nelson Hubner, &eacute; necess&aacute;rio construir marcos legais que permitam de fato essa integra&ccedil;&atilde;o. &ldquo;N&atilde;o basta a vontade de um, o interesse tem que ser dos dois (pa&iacute;ses envolvidos). E precisamos quebrar um pouco essas desconfian&ccedil;as, at&eacute; mirando exemplos que j&aacute; aconteceram, como o caso de Itaipu, do gasoduto e isso s&oacute; leva desenvolvimento. Ent&atilde;o acho que tem como adaptar os modelos regulat&oacute;rios e legais dos pa&iacute;ses para permitir o desenvolvimento comum&rdquo;, ressaltou Hubner.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>J&aacute; o embaixador Samuel Guimar&atilde;es ressaltou a necessidade de uma s&oacute;lida base jur&iacute;dica para que a integra&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica aconte&ccedil;a. Para Guimar&atilde;es, essa &eacute; uma quest&atilde;o a ser tratada pelo executivo como priorit&aacute;ria. &ldquo;&Eacute; muito importante que haja o convencimento do mais alto n&iacute;vel do governo de que h&aacute; uma prioridade, porque dentro do Brasil s&atilde;o tantas as dificuldades, tanto os desafios que as quest&otilde;es nacionais tendem a atrair mais a aten&ccedil;&atilde;o dos ministros todos, naturalmente. Ent&atilde;o as quest&otilde;es que se referem ao exterior, para que avancem, &eacute; necess&aacute;rio que haja uma press&atilde;o permanente, at&eacute; por parte da presidente&rdquo;, explicou.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>O coordenador-geral do Grupo de Estudos do Setor El&eacute;trico (Gesel) da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Nivalde de Castro, disse que a integra&ccedil;&atilde;o traz benef&iacute;cios sem precedentes ao pa&iacute;s. Todavia, concordou que ainda falta uma decis&atilde;o por parte do governo. &ldquo;Basta olhar o que Itaipu representa para o Brasil e para o Paraguai, estabilidade pol&iacute;tica, crescimento econ&ocirc;mico. Com base nisso, porque o Brasil n&atilde;o tem uma estrat&eacute;gia de integra&ccedil;&atilde;o? Porque falta uma decis&atilde;o de Estado. Porque se n&oacute;s ficarmos discutindo isso s&oacute; no &acirc;mbito do setor el&eacute;trico, n&atilde;o vamos tomar decis&atilde;o de grandes projetos, ter uma vis&atilde;o de longo prazo, porque n&oacute;s temos um potencial interno energ&eacute;tico muito grande&rdquo;, destacou<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Por fim, o gerente de Prospec&ccedil;&atilde;o de Novos Neg&oacute;cios da Eletrobras, Pedro Jatob&aacute;, afirmou que a Eletrobras juntamente com o Bando Interamericano de Desenvolvimento (BID) &ndash; e as empresas el&eacute;tricas da Guiana Francesa, Suriname e Guiana &ndash;, possuem um acordo de coopera&ccedil;&atilde;o no qual o BID financiar&aacute; os estudos para analisar os benef&iacute;cios e a viabilidade de integra&ccedil;&atilde;o dos mercados energ&eacute;ticos desse pa&iacute;ses, atrav&eacute;s de um arco de transmiss&atilde;o que atravessa todos eles. O estudo, de acordo com gerente, custar&aacute; em torno R$ 1,9 milh&atilde;o. &ldquo;A expectativa &eacute; de que comece em janeiro e no primeiro trimestre de 2015 j&aacute; esteja conclu&iacute;do, j&aacute; com uma avalia&ccedil;&atilde;o macroecon&ocirc;mica desses benef&iacute;cios&rdquo;, finalizou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante a audi&ecirc;ncia p&uacute;blica realizada nesta quinta-feira (21\/11) pela Comiss&atilde;o de Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado os debatedores chegaram a conclus&atilde;o de que, para ocorrer a integra&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica na Am&eacute;rica do Sul ser&aacute; necess&aacute;rio tratados internacionais entre os pa&iacute;ses envolvidos. 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