{"id":662,"date":"2013-11-07T17:50:00","date_gmt":"2013-11-07T21:50:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-624","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=662","title":{"rendered":"Em: 07\/11\/2013 &agrave;s 17:50h por G1"},"content":{"rendered":"<h2><span>Falta de chuvas fez governo ligar usinas mais caras em outubro.<br \/> Se fosse cobrada hoje, conta levaria a alta m&eacute;dia de 8% na conta de luz.&nbsp;<\/span><\/h2>\n<p><\/p>\n<p><span><br \/><\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>Os consumidores brasileiros v&atilde;o ter que pagar uma conta de pelo menos R$ 8,6 bilh&otilde;es pelo acionamento das usinas t&eacute;rmicas devido &agrave; queda no n&iacute;vel dos reservat&oacute;rios das hidrel&eacute;tricas no ver&atilde;o passado, aponta levantamento da Ag&ecirc;ncia Nacional de Energia El&eacute;trica (<a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/topico\/aneel\/\">Aneel<\/a>). Se fosse cobrada hoje, e de uma s&oacute; vez, essa conta levaria a um aumento m&eacute;dio de cerca de 8% na tarifa de luz.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>A fatura come&ccedil;ou a se formar em outubro de 2012, quando o governo determinou que fossem ligadas centenas de termel&eacute;tricas no pa&iacute;s devido &agrave; previs&atilde;o de queda no volume de chuvas para os meses seguintes. A previs&atilde;o se confirmou: quando terminou o m&ecirc;s de abril, e chegou ao fim o per&iacute;odo &uacute;mido de 2012\/2013, as represas registravam o n&iacute;vel mais baixo desde 2001, quando foi preciso decretar o racionamento.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>A situa&ccedil;&atilde;o dos reservat&oacute;rios n&atilde;o &eacute; mais grave porque as termel&eacute;tricas agiram para substituir parte da gera&ccedil;&atilde;o hidrel&eacute;trica e, com isso, ajudaram a poupar &aacute;gua. Mas como as termel&eacute;tricas funcionam por meio da queima de combust&iacute;veis, como g&aacute;s e &oacute;leo, a energia que produzem costuma ser muito mais cara &ndash; e a conta &eacute; repassada ao consumidor.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>O diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, admite que o custo gerado pela necessidade de usar as t&eacute;rmicas &eacute; alto e que o impacto para o consumidor &eacute; forte. Ele apontou, por&eacute;m, que esse valor &eacute; resultado de um &ldquo;cen&aacute;rio mais desfavor&aacute;vel&rdquo; do que o esperado pelo governo, se referindo ao volume baixo de chuvas no final de 2012 e in&iacute;cio de 2013. E que a presen&ccedil;a das t&eacute;rmicas evitou um novo racionamento no pa&iacute;s.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>&ldquo;[A conta pelo uso das termel&eacute;tricas] &eacute; muito dinheiro, o impacto &eacute; significativo. Sempre dissemos: as t&eacute;rmicas s&atilde;o um seguro, n&oacute;s torcemos muito para n&atilde;o ter que acion&aacute;-las porque custa caro&rdquo;, disse Rufino.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>&ldquo;Mas sempre comparo com 2000, quando n&atilde;o havia as t&eacute;rmicas para recorrer e teve racionamento. Agora tivemos um regime hidrol&oacute;gico muito desfavor&aacute;vel, mas ainda bem que t&iacute;nhamos as t&eacute;rmicas&rdquo;, completou.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>As t&eacute;rmicas s&atilde;o um seguro, n&oacute;s torcemos muito para n&atilde;o ter que acion&aacute;-las porque custa caro&#8221;<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>Romeu Rufino, diretor-geral da Anee<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong><span>Como a conta se formou<\/span><\/strong><span><br \/> Os R$ 8,6 bilh&otilde;es s&atilde;o o resultado preliminar dos gastos apurados entre 2012 e agosto de 2013 com a opera&ccedil;&atilde;o das termel&eacute;tricas devido &agrave; falta de chuvas. Como grande parte dessas usinas ainda est&aacute; ligada &ndash; e deve continuar pelos pr&oacute;ximos meses &ndash;, &eacute; certo que o valor vai aumentar.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>Dessa conta, cerca de R$ 5,5 bilh&otilde;es, gastos entre janeiro e agosto de 2013, est&atilde;o sendo financiados pelo governo que, depois, vai repassar aos consumidores. Nesse valor est&atilde;o inclu&iacute;dos os Encargos de Servi&ccedil;os do Sistema (ESS), cobrados quando as t&eacute;rmicas s&atilde;o acionadas para garantir a seguran&ccedil;a do abastecimento; e um custo extra gerado pela n&atilde;o ades&atilde;o da Cesp, da <a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/topico\/cemig\/\">Cemig<\/a> e da <a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/topico\/copel\/\">Copel<\/a> ao plano de barateamento de energia do governo federal.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>Como as tr&ecirc;s empresas n&atilde;o aceitaram a oferta do governo para renovar concess&otilde;es de usinas hidrel&eacute;tricas, ficou faltando uma parte da energia necess&aacute;ria para a redu&ccedil;&atilde;o da conta de luz nos patamares desejados pela presidente <a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/topico\/dilma\/\">Dilma Rousseff<\/a>.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>Nos R$ 3,1 bilh&otilde;es restantes da conta est&atilde;o inclu&iacute;das diferen&ccedil;as entre o que foi previsto pela Aneel e o que realmente foi pago pelas distribuidoras, ao longo de 2012, em ESS e na compra de energia para atender aos consumidores &ndash; o valor da energia aumentou no pa&iacute;s devido &agrave; queda no volume dos reservat&oacute;rios e acionamento das t&eacute;rmicas.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong><span>Pagamento da conta<\/span><\/strong><span><br \/> A conta j&aacute; come&ccedil;ou a ser paga por uma parcela dos consumidores, atendidos por aquelas distribuidoras de energia que passaram pelo processo de reajuste tarif&aacute;rio em 2013. Mas quem arca com grande parte do custo das t&eacute;rmicas neste primeiro momento &eacute; o governo federal, inclusive com recursos do Tesouro.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>Uma decis&atilde;o tomada pela Aneel permitiu ao governo, al&eacute;m de financiar o acionamento das t&eacute;rmicas, repassar essa fatura aos consumidores apenas a partir de 2014 e em at&eacute; cinco parcelas anuais.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>Com essa sa&iacute;da, o governo, de um lado, socorreu as distribuidoras de energia &ndash; que, pela regra, deveriam pagar pelo uso das termel&eacute;tricas e depois serem ressarcidas no reajuste tarif&aacute;rio mas alegaram n&atilde;o ter caixa suficiente para cobrir os valores &ndash;; e, de outro, evitou a cobran&ccedil;a de uma vez aos consumidores, o que comprometeria o plano adotado no in&iacute;cio do ano que levou ao barateamento da conta de luz.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong><span>Resposta do minist&eacute;rio<\/span><\/strong><span><br \/> O <strong>G1 <\/strong>questionou o Minist&eacute;rio de Minas e Energia sobre o custo preliminar de R$ 8,6 bilh&otilde;es pelo uso das termel&eacute;tricas. Em nota, o minist&eacute;rio afirmou que &ldquo;o modelo brasileiro de gera&ccedil;&atilde;o de energia pressup&otilde;e o uso das t&eacute;rmicas j&aacute; h&aacute; muitos anos&rdquo; e, por isso, a tarifa el&eacute;trica &ldquo;sempre contemplou uma parcela para pagamento dessa gera&ccedil;&atilde;o.&rdquo; Mas apontou que, em 2013, o gasto &eacute; maior que o previsto.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>&ldquo;O que aconteceu em 2013 foi que a necessidade de gera&ccedil;&atilde;o t&eacute;rmica foi superior &agrave;quela prevista&rdquo;, diz a nota. O minist&eacute;rio tamb&eacute;m aponta que n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel confirmar o aumento m&eacute;dio de 8% nas tarifas, j&aacute; que os reajustes das distribuidoras s&atilde;o diferentes uns dos outros.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>Na nota, o minist&eacute;rio tamb&eacute;m lembra que, a partir de setembro, passou a funcionar uma nova metodologia para o despacho das t&eacute;rmicas que pretende &ldquo;reduzir os custos com encargos devido &agrave; gera&ccedil;&atilde;o&rdquo; de energia por essas usinas.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>Na pr&aacute;tica, esse novo sistema inclui mecanismos de avers&atilde;o a risco de falta de chuva que v&atilde;o tornar mais comum o acionamento de termel&eacute;tricas mais baratas. O resultado &eacute; o que o pre&ccedil;o m&eacute;dio da energia no Brasil vai subir mas, espera o governo, reduzem-se as chances de acionar as termel&eacute;tricas mais caras, de maneira emergencial &ndash; que &eacute; o que mais contribui para o aumento da conta.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>O governo tamb&eacute;m alterou neste ano o rateio das despesas com o uso das termel&eacute;tricas: reduziu a parcela que recai sobre consumidores residenciais e empresas, e incluiu no custeio os comercializadores e geradores de energia. Essa decis&atilde;o, por&eacute;m, est&aacute; sendo questionada na Justi&ccedil;a por associa&ccedil;&otilde;es do setor.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span><br \/><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Falta de chuvas fez governo ligar usinas mais caras em outubro. 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