{"id":660,"date":"2013-10-24T17:05:00","date_gmt":"2013-10-24T21:05:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-621","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=660","title":{"rendered":"Em: 24\/10\/2013 &agrave;s 17:05h por FIEMT"},"content":{"rendered":"<p><span>O governo dever&aacute; mesmo renovar, por um per&iacute;odo de at&eacute; 30 anos, as concess&otilde;es de 44 distribuidoras de energia que vencem entre 2015 e 2016. N&atilde;o est&aacute; prevista nenhuma redu&ccedil;&atilde;o adicional das contas de luz. A prorroga&ccedil;&atilde;o dos contratos, no entanto, n&atilde;o ser&aacute; um &#8220;cheque em branco&#8221; &agrave;s empresas. Pelo menos duas dezenas delas ultrapassam os indicadores m&iacute;nimos de qualidade do servi&ccedil;o estipulados pela Ag&ecirc;ncia Nacional de Energia El&eacute;trica (Aneel).<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>Para esses casos, a tend&ecirc;ncia &eacute; haver uma renova&ccedil;&atilde;o &#8220;condicionada&#8221; das concess&otilde;es. O governo pretende exigir a ado&ccedil;&atilde;o de planos de investimentos para colocar esses indicadores, como frequ&ecirc;ncia e dura&ccedil;&atilde;o dos apag&otilde;es, dentro das metas da Aneel. Caso haja descumprimento na execu&ccedil;&atilde;o dos planos, que v&atilde;o ter um r&iacute;gido acompanhamento anual, o contrato ser&aacute; encerrado e a concess&atilde;o ser&aacute; relicitada em seguida.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>A inten&ccedil;&atilde;o do governo, por&eacute;m, &eacute; evitar que isso realmente ocorra. Uma fonte com conhecimento das discuss&otilde;es diz que o processo de relicita&ccedil;&atilde;o das distribuidoras pode ser complicado e faz uma compara&ccedil;&atilde;o com a usina de Tr&ecirc;s Irm&atilde;os, da estatal paulista Cesp, que n&atilde;o teve sua concess&atilde;o prorrogada. &#8220;A hidrel&eacute;trica tem 80 funcion&aacute;rios na opera&ccedil;&atilde;o e na manuten&ccedil;&atilde;o. Uma distribuidora, &agrave;s vezes, tem mais de dez mil empregados. Como fica a estrutura gigantesca de uma empresa que perde a concess&atilde;o?&#8221;, questiona.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>O que tem atrasado o pacote de renova&ccedil;&atilde;o dos contratos das distribuidoras &eacute; o prazo a ser dado para esses planos de investimentos. H&aacute; quem fale em um per&iacute;odo de dois a cinco anos, mas n&atilde;o existe nenhuma defini&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>A Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Distribuidores de Energia El&eacute;trica (Abradee) pede um prazo de pelo menos tr&ecirc;s anos para adequa&ccedil;&atilde;o &agrave;s metas de qualidade e deixou claro, nos contatos com o governo, que um tempo inferior a esse pode ser inexequ&iacute;vel. As distribuidoras federalizadas da Eletrobras, a mineira Cemig, a goiana Celg e a brasiliense CEB est&atilde;o na lista de empresas que t&ecirc;m concess&otilde;es prestes a expirar e descumprem hoje as metas da Aneel.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>As distribuidoras j&aacute; s&atilde;o sujeitas a penalidades por cortes no fornecimento de eletricidade. Elas precisam reembolsar os consumidores afetados e podem sofrer san&ccedil;&otilde;es pelo mau desempenho. A diferen&ccedil;a &eacute; que, agora, o governo decidiu incluir cl&aacute;usulas nos contratos que facilitem a retomada das concess&otilde;es caso isso ocorra de forma cont&iacute;nua.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>Conforme esclareceu um auxiliar direto da presidente Dilma Rousseff, n&atilde;o h&aacute; previs&atilde;o de novas redu&ccedil;&otilde;es nas contas de luz. Ele fez quest&atilde;o de diferenciar o momento atual do processo vivido no ano passado, quando foram prorrogadas as concess&otilde;es de usinas hidrel&eacute;tricas e linhas de transmiss&atilde;o. No caso das distribuidoras, segundo esse funcion&aacute;rio, os investimentos amortizados j&aacute; t&ecirc;m seus efeitos &#8220;capturados&#8221; periodicamente pelas revis&otilde;es tarif&aacute;rias que ocorrem a cada quatro ou cinco anos. &#8220;O foco da renova&ccedil;&atilde;o das concess&otilde;es de distribuidoras &eacute; qualidade do servi&ccedil;o, e n&atilde;o tarifa&#8221;, ressaltou.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>Um decreto presidencial, provavelmente, ou uma portaria do Minist&eacute;rio de Minas e Energia definir&aacute; exatamente os crit&eacute;rios que ser&atilde;o analisados. Empresas como a paranaense Copel e a catarinense Celesc j&aacute; cumprem as metas fixadas pela Aneel e s&atilde;o candidatas a passar por um processo mais &aacute;gil de renova&ccedil;&atilde;o de seus contratos, sem condicionantes. Distribuidoras privatizadas nos anos 90, como a Eletropaulo (SP) e a Light (RJ), n&atilde;o t&ecirc;m concess&otilde;es vencendo agora e n&atilde;o ser&atilde;o diretamente afetadas por enquanto.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>A Abradee pede uma defini&ccedil;&atilde;o sobre o assunto ainda neste ano e gostaria de evitar a proximidade das elei&ccedil;&otilde;es presidenciais para contornar qualquer tipo de politiza&ccedil;&atilde;o. A maioria das empresas com contratos prestes a expirar &eacute; controlada por governos estaduais. &#8220;S&atilde;o quest&otilde;es estritamente t&eacute;cnicas&#8221;, frisa o presidente da associa&ccedil;&atilde;o, Nelson Fonseca Leite.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>O executivo lamenta, entretanto, a falta de informa&ccedil;&otilde;es sobre o processo. &#8220;N&atilde;o temos uma defini&ccedil;&atilde;o clara e nem sabemos o que est&aacute; acontecendo&#8221;, diz Leite, que se reuniu pela &uacute;ltima vez, com o ministro Edison Lob&atilde;o, h&aacute; um m&ecirc;s.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>Em 2012, ap&oacute;s a publica&ccedil;&atilde;o da Medida Provis&oacute;ria 579, todas as distribuidoras com contratos vencendo manifestaram formalmente &agrave; Aneel o interesse em renovar suas concess&otilde;es. Apesar de j&aacute; ter a base legal, o governo concluiu apenas o processo de prorroga&ccedil;&atilde;o das concess&otilde;es de gera&ccedil;&atilde;o e de transmiss&atilde;o, que tiveram suas tarifas reduzidas, com impacto positivo para os consumidores residenciais e industriais.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>De acordo com Leite, a demora tem feito com que muitas distribuidoras estejam enfrentando dificuldades para tomar novos empr&eacute;stimos banc&aacute;rios ou para renovar linhas j&aacute; existentes. Ele n&atilde;o confirma, mas o <strong>Valor<\/strong> apurou que um dos casos problem&aacute;ticos envolve a pr&oacute;pria Eletrobras e seus financiamentos na Caixa Econ&ocirc;mica Federal. O pr&oacute;prio banco estatal tem restri&ccedil;&otilde;es a aceitar receb&iacute;veis das distribuidoras da Eletrobras por entender que n&atilde;o h&aacute; garantias sobre o fluxo de caixa futuro das empresas. De forma gen&eacute;rica, Leite diz que os agentes financeiros querem saber se as concess&otilde;es ser&atilde;o prorrogadas ou n&atilde;o.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>Segundo ele, a Abradee v&ecirc; positivamente a ideia de renova&ccedil;&otilde;es &#8220;condicionadas&#8221; dos contratos, mas alerta que os planos de investimentos devem ser &#8220;realistas&#8221; com o prazo de adequa&ccedil;&atilde;o &agrave;s metas da Aneel. &#8220;Falo isso com a viv&ecirc;ncia de quem trabalha h&aacute; 32 anos no setor. A resposta n&atilde;o &eacute; imediata. Eu diria que demora, no m&iacute;nimo, tr&ecirc;s anos para haver mudan&ccedil;a do patamar [de indicadores]. &Eacute; preciso estudar a log&iacute;stica, preparar a&ccedil;&otilde;es estruturais.&#8221;<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>Um &#8220;paper&#8221; do Gesel, o grupo de estudos do setor el&eacute;trico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), avalia que a possibilidade de prorroga&ccedil;&atilde;o das concess&otilde;es &eacute; um &#8220;consenso quase un&acirc;nime&#8221; entre os agentes e alega que &#8220;n&atilde;o haveria praticamente nenhum ganho&#8221; com a relicita&ccedil;&atilde;o das distribuidoras. O texto, assinado pelos professores Nivalde de Castro e Roberto Brand&atilde;o, afirma que uma proposta &#8220;mais pragm&aacute;tica&#8221; &eacute; exigir um &#8220;compromisso s&eacute;rio e temporalmente consistente de melhoria operacional&#8221; por parte das concession&aacute;rias com indicadores ruins.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>O descumprimento dos planos, segundo os dois acad&ecirc;micos, pode facilitar a retomada das concess&otilde;es e minimizar press&otilde;es pol&iacute;ticas e judiciais contra eventuais relicita&ccedil;&otilde;es. Eles defendem ainda a exist&ecirc;ncia de cl&aacute;usulas, nos novos contratos, para viabilizar um mecanismo &#8220;formal e rotineiro&#8221; de acompanhamento da sa&uacute;de econ&ocirc;mica das distribuidoras. Castro e Brand&atilde;o avaliam que &eacute; importante facilitar a atua&ccedil;&atilde;o preventiva da Aneel em situa&ccedil;&otilde;es de desequil&iacute;brio financeiro.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O governo dever&aacute; mesmo renovar, por um per&iacute;odo de at&eacute; 30 anos, as concess&otilde;es de 44 distribuidoras de energia que vencem entre 2015 e 2016. N&atilde;o est&aacute; prevista nenhuma redu&ccedil;&atilde;o adicional das contas de luz. A prorroga&ccedil;&atilde;o dos contratos, no entanto, n&atilde;o ser&aacute; um &#8220;cheque em branco&#8221; &agrave;s empresas. 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