{"id":577,"date":"2013-04-30T12:45:00","date_gmt":"2013-04-30T16:45:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-524","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=577","title":{"rendered":"Em: 30\/04\/2013 &agrave;s 12:45h por De Brasilia"},"content":{"rendered":"<p>Os pr&oacute;ximos meses reservam dois cap&iacute;tulos importantes para os projetos de linhas de transmiss&atilde;o de energia. O primeiro &eacute; a conclus&atilde;o, no pr&oacute;ximo m&ecirc;s, da primeira fase do chamado &#8220;Linh&atilde;o do Madeira&#8221;, rede que ligar&aacute; as hidrel&eacute;tricas de Jirau e Santo Ant&ocirc;nio, em constru&ccedil;&atilde;o em Porto Velho (RO), &agrave; cidade de Araraquara, em S&atilde;o Paulo. O segundo diz respeito ao linh&atilde;o que vai escoar a energia da usina de Belo Monte, que est&aacute; sendo erguida no rio Xingu, na regi&atilde;o de Altamira (PA).<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Com 2.420 quil&ocirc;metros de extens&atilde;o, a malha dupla do linh&atilde;o do Madeira tem or&ccedil;amento de R$ 3,2 bilh&otilde;es. &Eacute; um dos projetos mais atrasados no planejamento de linhas de transmiss&atilde;o. Leiloado em novembro de 2008, o linh&atilde;o tinha previs&atilde;o de ser energizado at&eacute; fevereiro de 2012. Hoje, a hidrel&eacute;trica de Santo Ant&ocirc;nio j&aacute; gera energia, mas tem que usar uma rede local e de menor capacidade para distribuir seus megawatts.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p>No caso do linh&atilde;o de Belo Monte, a expectativa da Ag&ecirc;ncia Nacional de Energia El&eacute;trica (Aneel) &eacute; realizar um leil&atilde;o para contratar a obra no segundo semestre do ano. Segundo Edvaldo Alves de Santana, diretor e conselheiro da ag&ecirc;ncia, a licita&ccedil;&atilde;o dever&aacute; ser exclusiva para atender o projeto da hidrel&eacute;trica. O linh&atilde;o principal de Belo Monte tem extens&atilde;o de 2.140 quil&ocirc;metros e previs&atilde;o de movimentar R$ 4 bilh&otilde;es de investimentos. Sua estrutura parte de Altamira (PA) e avan&ccedil;a at&eacute; a regi&atilde;o do Tri&acirc;ngulo Mineiro (MG).<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Essa rede ser&aacute; usada para escoar a carga de Belo Monte a partir de 2017. Antes disso, por&eacute;m, uma rede preliminar e de menor alcance j&aacute; estar&aacute; em opera&ccedil;&atilde;o, j&aacute; que as primeiras turbinas da hidrel&eacute;trica t&ecirc;m previs&atilde;o de serem acionadas a partir de fevereiro de 2015. No fim do ano passado, a empresa Abengoa e o cons&oacute;rcio liderado pela chinesa State Grid venceram os principais lotes dessa rede de transmiss&atilde;o, que apoiar&aacute; o escoamento de Belo Monte.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Na semana passada, a Empresa de Pesquisa Energ&eacute;tica (EPE) divulgou seu Programa de Expans&atilde;o da Transmiss&atilde;o (PET), relativo ao per&iacute;odo de 2013 a 2017. Segundo a empresa, os projetos atrelados a linhas de transmiss&atilde;o v&atilde;o receber investimentos de R$ 14,6 bilh&otilde;es nos pr&oacute;ximos cinco anos. Desse total, R$ 8,4 bilh&otilde;es ser&atilde;o empregados para a constru&ccedil;&atilde;o de 10,5 mil quil&ocirc;metros de linhas e R$ 6,2 bilh&otilde;es em 21 novas subesta&ccedil;&otilde;es. O risco de atraso na execu&ccedil;&atilde;o dessas obras &eacute; o que preocupa o governo. O hist&oacute;rico, at&eacute; agora, justifica a apreens&atilde;o.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Balan&ccedil;o feito no ano passado, pela superintend&ecirc;ncia da Aneel que fiscaliza os servi&ccedil;os de eletricidade, indicou que pelo menos 117 empreendimentos de transmiss&atilde;o tinham obras atrasadas em mais de 180 dias. O relat&oacute;rio revelou ainda que, de 259 instala&ccedil;&otilde;es de transmiss&atilde;o conclu&iacute;das nos &uacute;ltimos tr&ecirc;s anos, 57% (149 projetos) tiveram atraso m&eacute;dio de quase um ano e meio. Foi esse o cen&aacute;rio que levou a ag&ecirc;ncia a adotar as primeiras medidas para tentar barrar companhia com projetos muito atrasados.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Santana defende uma proposta que, se levada adiante, causaria pol&ecirc;mica. &#8220;Acho que a solu&ccedil;&atilde;o para acabar com esses atrasos &eacute; muito simples. Basta vincular o cronograma dessas obras ao sal&aacute;rio que &eacute; pago aos diretores das empresas. Se o desempenho na constru&ccedil;&atilde;o cai, tamb&eacute;m cai a remunera&ccedil;&atilde;o dos diretores. Pronto, eu duvido que esses projetos teriam tanto atraso como vemos hoje&#8221;, disse.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Em janeiro, a diretoria colegiada da Aneel homologou o resultado do leil&atilde;o de transmiss&atilde;o realizado em dezembro do ano passado. A concorr&ecirc;ncia terminou com um des&aacute;gio m&eacute;dio de 21,7% frente ao valor originalmente proposto. As novas instala&ccedil;&otilde;es v&atilde;o demandar investimentos de R$ 4,3 bilh&otilde;es em 11 Estados, com gera&ccedil;&atilde;o de aproximadamente 8,6 mil empregos diretos.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>O prazo previsto para conclus&atilde;o das obras varia entre 22 e 36 meses e os contratos de concess&atilde;o s&atilde;o de 30 anos. Foram licitadas 15 linhas de transmiss&atilde;o e oito subesta&ccedil;&otilde;es, nos Estados de Tocantins, Goi&aacute;s, Acre, Piau&iacute;, Maranh&atilde;o, Bahia, Cear&aacute;, Para&iacute;ba, Rio Grande do Norte, Minas Gerais e S&atilde;o Paulo.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>O governo comemorou o des&aacute;gio, por conta do forte interesse das empresas nos projetos e do volume de propostas que foram apresentadas. Um das preocupa&ccedil;&otilde;es da Aneel em n&atilde;o restringir tanto o acesso de empresas nos novos leil&otilde;es &#8211; mesmo que tenham obras muitas atrasadas &#8211; &eacute; garantir um grande n&uacute;mero de ofertas. <strong>(AB)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os pr&oacute;ximos meses reservam dois cap&iacute;tulos importantes para os projetos de linhas de transmiss&atilde;o de energia. 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