{"id":572,"date":"2013-04-30T12:35:00","date_gmt":"2013-04-30T16:35:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-518","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=572","title":{"rendered":"Em: 30\/04\/2013 &agrave;s 12:35h por Valor Economico"},"content":{"rendered":"<p><span>O sinal amarelo nos reservat&oacute;rios nesse in&iacute;cio do ano refor&ccedil;ou a import&acirc;ncia das termel&eacute;tricas movidas a g&aacute;s natural na matriz el&eacute;trica do pa&iacute;s. Respons&aacute;veis atualmente por cerca de 20% da energia consumida no Brasil, essas usinas dever&atilde;o refor&ccedil;ar seu papel no planejamento energ&eacute;tico dessa d&eacute;cada e in&iacute;cio da pr&oacute;xima. Em um cen&aacute;rio em que a oferta do insumo est&aacute; equilibrada com a demanda, isso pode representar um desafio para os grandes consumidores industriais que quiserem usar o produto em contratos firmes no m&eacute;dio e longo prazo.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>Hoje as t&eacute;rmicas est&atilde;o gerando a plena carga e respondendo por cerca de 20% do consumo nacional. Em fevereiro de 2012, quando os reservat&oacute;rios estavam em n&iacute;vel bem acima da curva de seguran&ccedil;a, o consumo de g&aacute;s natural para essas usinas chegou a seis milh&otilde;es de metros c&uacute;bicos di&aacute;rios, enquanto atualmente est&aacute; perto de 30 milh&otilde;es de metros c&uacute;bicos por dia. Para chegar a esse volume, ind&uacute;strias que tinham contrato de g&aacute;s interrupt&iacute;vel ou que tinham fornos bicombust&iacute;vel tiveram de trocar de insumo, enquanto contratos de G&aacute;s Natural Liquefeito (GNL) foram acelerados.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>No pr&oacute;ximo m&ecirc;s, em maio, fim do per&iacute;odo de chuvas, o governo dever&aacute; discutir quando elas ser&atilde;o desligadas. Apesar de ainda n&atilde;o haver uma posi&ccedil;&atilde;o sobre o assunto, especialistas acreditam que elas continuar&atilde;o acionadas at&eacute; dezembro, para assegurar maior seguran&ccedil;a do sistema em 2014, ano em que o Brasil receber&aacute; a Copa do Mundo de Futebol e em que ser&atilde;o realizadas elei&ccedil;&otilde;es presidenciais no segundo semestre. &#8220;Acredito que elas ter&atilde;o de funcionar at&eacute; o fim do ano com os reservat&oacute;rios nos n&iacute;veis mais baixos em dez anos&#8221;, afirma o presidente da Thymos Energia, Jo&atilde;o Carlos Mello.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>&#8220;O mercado de g&aacute;s natural deve permanecer com a oferta muito pouco alterada nos pr&oacute;ximos tr&ecirc;s ou quatro anos e o que poder&aacute; vir de acr&eacute;scimo dever&aacute; ter como prioridade o setor el&eacute;trico. Uma d&uacute;vida ao longo dos pr&oacute;ximos anos ser&aacute;: a oferta crescente ir&aacute; para as t&eacute;rmicas, para as ind&uacute;strias, para exporta&ccedil;&atilde;o? Haver&aacute; g&aacute;s para todos?&#8221;, diz Fernando Camargo, diretor da LCA Consultores. Camargo diz que sua consultoria trabalha em um estudo de viabilidade econ&ocirc;mica de uma empresa de qu&iacute;mica aplicada em semicondutores que est&aacute; interessada em abrir uma f&aacute;brica no Brasil. Os processos industriais dessa companhia consomem muita energia el&eacute;trica, enquanto ela tamb&eacute;m consome grande quantidade de g&aacute;s. &#8220;A competitividade do g&aacute;s &eacute; um entrave, assim como a quest&atilde;o da oferta, porque no curto e m&eacute;dio prazo &eacute; preciso estudar maneiras de driblar a escassez e alta do pre&ccedil;o, porque n&atilde;o se pode contar com certeza com o insumo, j&aacute; o g&aacute;s natural poder&aacute; ter uma presen&ccedil;a cada vez mais importante na gera&ccedil;&atilde;o de eletricidade&#8221;, diz Camargo.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>Publicada em mar&ccedil;o, a resolu&ccedil;&atilde;o n&uacute;mero 3 do Conselho Nacional de Pol&iacute;tica Energ&eacute;tica (CNPE) estabelece novas determina&ccedil;&otilde;es para o despacho das usinas t&eacute;rmicas no sistema interligado, o que tende a posicionar esse tipo de fonte em um patamar diferenciado. &#8220;Essa determina&ccedil;&atilde;o passa a valorizar mais a energia t&eacute;rmica, o que dever&aacute; fazer com que os grupos passem a adotar um planejamento hidrot&eacute;rmico mais vigoroso&#8221;, destaca Mello. &#8220;Grupos com maior presen&ccedil;a de energia hidrel&eacute;trica poder&atilde;o ter de investir mais em t&eacute;rmicas para fazer um mix nos seus portf&oacute;lios&#8221;, destaca Camargo.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>Em road shows para investidores, realizados no Brasil e no exterior, o governo estima, nos pr&oacute;ximos cinco anos, a contrata&ccedil;&atilde;o de 1.500 MW de t&eacute;rmicas a g&aacute;s natural, o que poderia render um investimento de R$ 2,9 bilh&otilde;es. Um n&uacute;mero que pode aumentar caso novas descobertas sejam realizadas. &#8220;Hoje temos um gargalo na oferta de g&aacute;s, mas h&aacute; perspectivas de g&aacute;s n&atilde;o convencional, o que poderemos ver na rodada de leil&otilde;es de blocos de &oacute;leo e g&aacute;s a ser feita pela Ag&ecirc;ncia Nacional do Petr&oacute;leo (ANP) nesse ano&#8221;, diz Tolmasquim.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>Hoje a maior parte da expans&atilde;o do segmento &eacute; feita pela contrata&ccedil;&atilde;o de G&aacute;s Natural Liquefeito (GNL), muito mais cara que outras fontes tradicionais. Enquanto nos Estados Unidos, o g&aacute;s de xisto custa US$ 3 por milh&atilde;o de BTU, o GNL chega a custar cinco vezes mais. &#8220;O g&aacute;s do pr&eacute;-sal ainda est&aacute; distante e poder&aacute; ser caro, j&aacute; que est&aacute; em locais distantes da costa brasileira, o que aumenta o custo de transporte e explora&ccedil;&atilde;o, mas o g&aacute;s n&atilde;o convencional poder&aacute; sair a pre&ccedil;os muito mais competitivos&#8221;, diz Tolmasquim.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>O governo est&aacute; otimista tamb&eacute;m com o potencial de g&aacute;s n&atilde;o convencional, como g&aacute;s de xisto (shale gas), g&aacute;s de folhelho e &#8220;tight&#8221;, outro tipo de rocha. &#8220;Com o desenvolvimento dessa fronteira, poderemos ter pre&ccedil;os menores para abastecer t&eacute;rmicas e ind&uacute;strias&#8221;, disse o secret&aacute;rio de petr&oacute;leo e g&aacute;s do Minist&eacute;rio de Minas e Energia, Marco Ant&ocirc;nio Martins Almeida, em recente evento a investidores.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>A tecnologia de explora&ccedil;&atilde;o de g&aacute;s n&atilde;o convencional exige o fraturamento das rochas no subsolo e pode provocar danos ambientais irrevers&iacute;veis. Para evitar problemas, o governo estuda impor exig&ecirc;ncias regulat&oacute;rias e ambientais maiores para as empresas que decidirem investir no segmento. Nos Estados Unidos, problemas no in&iacute;cio da explora&ccedil;&atilde;o do g&aacute;s de xisto causaram preju&iacute;zos para a ind&uacute;stria e quase levaram ao fracasso da tecnologia, hoje a maior respons&aacute;vel pelo g&aacute;s nos Estados Unidos ser oferecido a US$ 3 o milh&atilde;o de BTU para ind&uacute;strias. &#8220;Temos de ter empresas preparadas e temos de conciliar crescimento com risco ambiental planejado para evitar que tenhamos problemas, o que poderia inviabilizar logo no in&iacute;cio um nicho bastante interessante de explora&ccedil;&atilde;o de energia&#8221;, afirmou o secret&aacute;rio.<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><span>Para incentivar a instala&ccedil;&atilde;o de t&eacute;rmicas para aproveitar as descobertas de g&aacute;s natural que poder&atilde;o surgir com a 12&ordf; Rodada da ANP, que dever&aacute; ser realizada no segundo semestre, o governo dever&aacute; indicar para os investidores o trajeto das linhas de transmiss&atilde;o existentes. O objetivo &eacute; estimular o uso do energ&eacute;tico para a produ&ccedil;&atilde;o de energia a partir de novas termel&eacute;tricas. A ideia &eacute; baseada na experi&ecirc;ncia do empres&aacute;rio Eike Batista, que est&aacute; construindo um complexo termel&eacute;trico em parceria da OGX e MPX com a Petra Energia, para utilizar o g&aacute;s natural descoberto e produzido na bacia do Parna&iacute;ba (MA).<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O sinal amarelo nos reservat&oacute;rios nesse in&iacute;cio do ano refor&ccedil;ou a import&acirc;ncia das termel&eacute;tricas movidas a g&aacute;s natural na matriz el&eacute;trica do pa&iacute;s. Respons&aacute;veis atualmente por cerca de 20% da energia consumida no Brasil, essas usinas dever&atilde;o refor&ccedil;ar seu papel no planejamento energ&eacute;tico dessa d&eacute;cada e in&iacute;cio da pr&oacute;xima. 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