{"id":5385,"date":"2015-04-08T17:38:00","date_gmt":"2015-04-08T17:38:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"Publica\u00e7\u00e3o MME -2015-04-08 17:38:00","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=5385","title":{"rendered":"Brasil est\u00e1 mais longe de qualquer risco de racionamento, diz Braga"},"content":{"rendered":"<p><img src='http:\/\/www.mme.gov.br\/image\/journal\/article?img_id=2192077&#038;t=1429137790836'\/> <\/p>\n<div class='container-imagem'> <img src='\/image\/journal\/article?img_id=2192077&#038;t=1429137790836' class='imagem-principal' \/> <\/p>\n<p>Cr\u00e9dito: Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><p> O risco de o Brasil enfrentar um d\u00e9ficit de energia se reduziu em abril, em compara\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior, de acordo com dados apresentados pelo Ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, a senadores durante audi\u00eancia na Comiss\u00e3o de Infraestrutura do Senado nesta quarta-feira (08\/4).<\/p>\n<p> O Brasil vive em equil\u00edbrio estrutural do Setor El\u00e9trico, temos capacidade estrutural de atender o sistema. A cada dia estamos nos afastando confiavelmente e celeremente de qualquer situa\u00e7\u00e3o de racionamento, disse Braga.<\/p>\n<p> No in\u00edcio deste m\u00eas, o risco de d\u00e9ficit de energia el\u00e9trica nas regi\u00f5es Sudeste e Centro-Oeste caiu para 4,9%, dentro do risco estrutural o sistema el\u00e9trico, contra os 6,1% registrados em mar\u00e7o. Para a regi\u00e3o Nordeste, Braga afirmou que o risco se mant\u00e9m em 1,2%.<\/p>\n<p> Braga comparou os dados de armazenamento atuais dos reservat\u00f3rios com os de 2001. E mostrou embora exista menos \u00e1gua, n\u00e3o tivemos racionamento, pois foram ampliadas as linhas de transmiss\u00e3o e fontes de gera\u00e7\u00e3o que n\u00e3o dependem da hidrologia.<\/p>\n<p> O ministro destacou que sua pasta refor\u00e7ou o acompanhamento de projetos priorit\u00e1rios de gera\u00e7\u00e3o e transmiss\u00e3o de energia, com o objetivo de evitar atrasos em obras. Entre esses projetos est\u00e1 a linha Manais-Boa Vista, que aguarda apenas a comunica\u00e7\u00e3o de anu\u00eancia da Funai, esperada h\u00e1 mais de um ano.<\/p>\n<p> O ministro apresentou aos senadores os principais projetos da pasta, como o incentivo \u00e0 gera\u00e7\u00e3o distribu\u00edda &#8211; quando a gera\u00e7\u00e3o da energia \u00e9 feita em escalas menores pr\u00f3ximas do consumo, at\u00e9 mesmo pelos pr\u00f3prios consumidores. Braga afirmou que no segundo semestre deste ano ser\u00e1 lan\u00e7ado um grande programa de est\u00edmulo a esses projetos.<\/p>\n<p> Entre os esfor\u00e7os para estimular a gera\u00e7\u00e3o distribu\u00edda, o ministro destacou a proposta de desonerar&nbsp;essa energia, tanto por parte dos Estados, no ICMS, por meio de conv\u00eanio que ser\u00e1 debatido pelas secretarias de Fazenda no Confaz em reuni\u00e3o no dia 10 deste m\u00eas, quanto pelo governo federal, com redu\u00e7\u00e3o do impacto do PIS e Cofins.<br \/> &nbsp;<\/p>\n<p> <strong>Energia Solar Fotovoltaica<\/strong><br \/> &nbsp;<\/p>\n<p> A ado\u00e7\u00e3o de novas tecnologias para gerar energia el\u00e9trica est\u00e1 entre as prioridades do MME, explicou Braga aos senadores. O ministro detalhou o projeto de instalar flutuadores nos reservat\u00f3rios das usinas hidrel\u00e9tricas com placas coletoras solares para gera\u00e7\u00e3o de energia fotovoltaica, e apresentou iniciativas similares j\u00e1 em curso em outros pa\u00edses. A expectativa \u00e9 que com a tecnologia seja poss\u00edvel gerar energia em quantidade similar ao que \u00e9 produzido por uma grande usina hidrel\u00e9trica nova.<\/p>\n<p> Segundo o ministro, o projeto-piloto de instala\u00e7\u00e3o desses flutuadores ser\u00e1 feito nas hidrel\u00e9tricas de Balbina (AM) e Sobradinho (BA), e deve utilizar apenas cerca de 1% da superf\u00edcie dos reservat\u00f3rios para coloca\u00e7\u00e3o das placas.<\/p>\n<p> A iniciativa ser\u00e1 submetida a testes em 120 dias, e caso seja comprovada sua viabilidade, afirmou o ministro, poder\u00e1 ser implantada com baixo custo a longo prazo, com aproveitamento das linhas de transmiss\u00e3o j\u00e1 existentes nas usinas hidrel\u00e9tricas, atualmente com capacidade ociosa devido ao regime hidrol\u00f3gico de poucas chuvas.<\/p>\n<p> &#8216;Essa \u00e9 uma tecnologia que tem menos de tr\u00eas anos. Estamos fazendo v\u00e1rios testes e acompanhando iniciativas similares pelo mundo&#8217;, disse Braga. &#8216;Queremos fazer um projeto de 5 MW, para termos certeza do fator de capacidade, da incid\u00eancia dos raios solares e da umidade, e da capacidade de produzir e transmitir a energia&#8217;, completou.<\/p>\n<p> <strong>Energia nuclear<\/strong><br \/> &nbsp;<\/p>\n<p> O ministro enfatizou ainda na audi\u00eancia p\u00fablica que o Brasil n\u00e3o pode abrir m\u00e3o da energia nuclear, tanto como parte do esfor\u00e7o de diversifica\u00e7\u00e3o da matriz energ\u00e9tica, quanto na luta para reduzir os custos da energia. Aos senadores, Braga afirmou que a expectativa \u00e9 que at\u00e9 2030 quatro novas usinas nucleares sejam instaladas. E reafirmou a meta de que Angra 3 inicie a opera\u00e7\u00e3o em 2018.<\/p>\n<p> Vinte e um s\u00edtios j\u00e1 foram estudados e est\u00e1 sendo aprofundado para definir os quatro primeiros. At\u00e9 2050, teremos Angra 1, Angra 2 e Angra 3, mais quatro usinas e mais oito, com gera\u00e7\u00e3o total de 15 mil MW, disse.<br \/> &nbsp;<\/p>\n<p> <strong>Petr\u00f3leo<\/strong><\/p>\n<p> O ministro Eduardo Braga defendeu no Senado a manuten\u00e7\u00e3o do modelo de partilha na explora\u00e7\u00e3o do pr\u00e9-sal e a pol\u00edtica de conte\u00fado nacional, que obriga as empresas petroleiras a contratarem fornecedores nacionais. Em resposta a um questionamento do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), que criticou as atuais pol\u00edticas.<\/p>\n<p> Segundo Braga, os modelos devem ser mantidos, embora possam ser revisitados, ap\u00f3s todas as discuss\u00f5es e avalia\u00e7\u00f5es que est\u00e3o em curso no setor de petr\u00f3leo. A pol\u00edtica de conte\u00fado nacional obrigou a Petrobras a parar de importar a qualquer custo e pre\u00e7o e isso criou muitos empregos no Pa\u00eds. Mas isso n\u00e3o quer dizer que n\u00e3o devemos revisitar a politica do conte\u00fado local. N\u00e3o podemos confundir isso com reserva de mercado ou brecha para a corrup\u00e7\u00e3o, disse.<\/p>\n<p> Tamb\u00e9m argumentou que o regime de partilha precisa ser revisitado, com a l\u00f3gica de que a Petrobr\u00e1s deve ser operadora sempre que for de interesse, n\u00e3o de obrigatoriedade, pois n\u00e3o podemos obrigar a empresa sem que tenha capacidade. Estamos iniciando o debate de uma quest\u00e3o muito grande, afirmou.<\/p>\n<p> Segundo o ministro, ainda em abril ser\u00e3o anunciados os blocos que ser\u00e3o licitados na 13\u00aa rodada de petr\u00f3leo, no p\u00f3s-sal.<\/p>\n<p> &nbsp;<\/p>\n<p> Veja a <a href='\/documents\/10584\/0\/Apresentacao_CI_SENADO_VF.pdf\/06f32916-8288-402e-b047-855225b13123'>apresenta\u00e7\u00e3o do Ministro Eduardo Braga aos senadores<\/a><\/p>\n<p> Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o Social<br \/> Minist\u00e9rio de Minas e Energia<br \/> (61) 2032-5620\/5588 <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cr\u00e9dito: Divulga\u00e7\u00e3o O risco de o Brasil enfrentar um d\u00e9ficit de energia se reduziu em abril, em compara\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior, de acordo com dados apresentados pelo Ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, a senadores durante audi\u00eancia na Comiss\u00e3o de Infraestrutura do Senado nesta quarta-feira (08\/4). 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