{"id":514,"date":"2013-01-17T08:54:00","date_gmt":"2013-01-17T12:54:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-454","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=514","title":{"rendered":"Em: 17\/01\/2013 &agrave;s 08:54h por Valor"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O calv&aacute;rio dos parques e&oacute;licos que entram em opera&ccedil;&atilde;o, mas n&atilde;o possuem linhas de transmiss&atilde;o para fornecer energia ao sistema, deve aumentar em 2013. De acordo com levantamento feito pela Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Energia E&oacute;lica (Abee&oacute;lica), 50 projetos do tipo est&atilde;o previstos para entrar em opera&ccedil;&atilde;o ao longo do ano, mas os respectivos sistemas de transmiss&atilde;o possuem atrasos de seis a 17 meses, dependendo do caso. Essas usinas respondem por 1,4 mil MW, ou 69%, dos 2,1 mil MW de capacidade instalada adicional de e&oacute;licas prevista para 2013.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os 1,4 mil MW relativos a esses projetos, cuja transmiss&atilde;o est&aacute; comprometida, correspondem a 15% dos 9 mil MW de capacidade instalada prevista para entrar em opera&ccedil;&atilde;o neste ano, segundo a Empresa de Pesquisa Energ&eacute;tica (EPE). Para a presidente da Abee&oacute;lica, Elbia Melo, por&eacute;m, alguns parques poder&atilde;o ter o cronograma adiado, reduzindo o impacto do atraso pela transmiss&atilde;o.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As 50 usinas ser&atilde;o conectadas a cinco esta&ccedil;&otilde;es coletoras &#8211; como s&atilde;o chamados esses sistemas de transmiss&atilde;o, que recebem a energia dos parques e enviam para o restante do pa&iacute;s. As cinco instala&ccedil;&otilde;es pertencem &agrave; Chesf, subsidi&aacute;ria da Eletrobras no Nordeste, e est&atilde;o localizadas na Bahia, Cear&aacute; e Rio Grande do Norte.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Parte dos atrasos, segundo a estatal, &eacute; causada pelo ac&uacute;mulo de obras sob responsabilidade da empresa e pela demora na emiss&atilde;o das licen&ccedil;as pelos &oacute;rg&atilde;os ambientais estaduais e pelo Instituto do Patrim&ocirc;nio Hist&oacute;rico e Art&iacute;stico Nacional (Iphan).<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J&aacute; os parques pertencem a diversos grupos nacionais e estrangeiros. Entre as companhias brasileiras, est&atilde;o CPFL Renov&aacute;veis, Renova Energia (bra&ccedil;o da Light e Cemig no setor e&oacute;lico), a mineira Energisa e a Neoenergia. Entre as empresas internacionais, est&atilde;o a argentina Impsa, a espanhola Iberdrola e a italiana Enel.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar de n&atilde;o fornecerem energia ao sistema, as geradoras s&atilde;o remuneradas normalmente, por lei, logo ap&oacute;s a conclus&atilde;o dos parques e&oacute;licos. &#8220;Embora n&atilde;o estejamos registrando preju&iacute;zo, gostar&iacute;amos de ver esses parques operando&#8221;, disse a presidente da associa&ccedil;&atilde;o, salientando que a ind&uacute;stria e&oacute;lica brasileira ainda est&aacute; em fase de amadurecimento.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje, existem 26 parques (622 MW) prontos, na Bahia e no Rio Grande do Norte, mas que n&atilde;o fornecem um megawatt sequer para o sistema, por falta de linhas de transmiss&atilde;o, tamb&eacute;m de responsabilidade da Chesf. Se as usinas estivessem operando, seria poss&iacute;vel evitar R$ 150 milh&otilde;es por m&ecirc;s de gastos com o acionamento das termel&eacute;tricas de reserva. A capacidade instalada desses parques tamb&eacute;m se assemelha &agrave; pot&ecirc;ncia instalada da termel&eacute;trica AES Uruguaiana, a g&aacute;s natural, na fronteira com a Argentina, que o governo tenta, urgentemente, acionar.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O presidente da EPE, Maur&iacute;cio Tolmasquim, minimiza o problema. Segundo ele, esses 622 MW representariam aumento de apenas 1 ponto percentual no n&iacute;vel m&eacute;dio de armazenamento dos reservat&oacute;rios hidrel&eacute;tricos. &#8220;N&atilde;o tem muito o que fazer agora. Existe um tempo natural de se fazer as coisas. &Eacute; como uma fornada de p&atilde;es, agora tem que esperar assar&#8221;, explicou Elbia, ressaltando que &eacute; preciso aguardar as obras dos sistemas de transmiss&atilde;o serem conclu&iacute;das.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo a executiva, o problema ocorre por um descasamento entre os cronogramas de gera&ccedil;&atilde;o e transmiss&atilde;o, problema j&aacute; apontado pelo Operador Nacional do Sistema El&eacute;trico (ONS) em outras ocasi&otilde;es. Normalmente, os leil&otilde;es dos sistemas de transmiss&atilde;o ocorrem cerca de um ano ap&oacute;s a licita&ccedil;&atilde;o dos parques e&oacute;licos.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao contr&aacute;rio do que ocorre com as hidrel&eacute;tricas, em que o governo j&aacute; sabe onde precisa construir a transmiss&atilde;o, com base na localiza&ccedil;&atilde;o dos rios, hoje a EPE espera a defini&ccedil;&atilde;o dos projetos e&oacute;licos vencedores dos leil&otilde;es para determinar os empreendimentos de transmiss&atilde;o.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A expectativa inicial era que os sistemas de transmiss&atilde;o levassem 24 meses para ficarem prontos, desde a licita&ccedil;&atilde;o do projeto at&eacute; a conclus&atilde;o. Mas, na pr&aacute;tica, esse prazo chega a ser de 36 meses, em m&eacute;dia.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A EPE sinalizou aos empreendedores que estuda modifica&ccedil;&otilde;es no planejamento. A ideia &eacute; que exista uma previs&atilde;o do sistema de transmiss&atilde;o antes do leil&atilde;o dos parques e&oacute;licos. Esse modelo pode ser implementado j&aacute; nos leil&otilde;es de energia deste ano. Outra medida em estudo pelo governo &eacute; a elimina&ccedil;&atilde;o de futuras esta&ccedil;&otilde;es coletoras. Nesse caso, os investidores e&oacute;licos ser&atilde;o respons&aacute;veis pela conex&atilde;o dos parques com as subesta&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O calv&aacute;rio dos parques e&oacute;licos que entram em opera&ccedil;&atilde;o, mas n&atilde;o possuem linhas de transmiss&atilde;o para fornecer energia ao sistema, deve aumentar em 2013. 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