{"id":512,"date":"2013-01-10T08:21:00","date_gmt":"2013-01-10T12:21:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-452","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=512","title":{"rendered":"Em: 10\/01\/2013 &agrave;s 08:21h por Valor"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O acionamento das usinas t&eacute;rmicas alimentadas a g&aacute;s natural e a carv&atilde;o deveria ser apenas uma medida emergencial, como acontece neste momento em todo pa&iacute;s, em que a gera&ccedil;&atilde;o hidrel&eacute;trica do pa&iacute;s mingua por conta da escassez de chuvas nas principais bacias hidrogr&aacute;ficas. Os planos para as t&eacute;rmicas, no entanto, s&atilde;o outros.<\/p>\n<p>Apesar de o governo ter sinalizado ontem que, assim que os reservat&oacute;rios voltarem a n&iacute;veis normais, vai desligar gradativamente as t&eacute;rmicas, o plano do Minist&eacute;rio de Minas e Energia (MME) &eacute; fazer com que, no m&eacute;dio prazo, essas usinas passem a fazer parte constante da gera&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s. Isso significa que as t&eacute;rmicas entrar&atilde;o para a base do sistema nacional e funcionar&atilde;o durante todo o ano, 24 horas por dia, sendo paralisadas somente para manuten&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Ao incluir as t&eacute;rmicas na base da gera&ccedil;&atilde;o, o governo quer garantir a seguran&ccedil;a energ&eacute;tica, embora isso signifique, no m&eacute;dio prazo, aumento no custo de energia e maior impacto ambiental. A decis&atilde;o pode resultar em uma reviravolta entre os projetos de t&eacute;rmicas movidas a carv&atilde;o mineral, um tipo de gera&ccedil;&atilde;o que desde 2009 n&atilde;o tem nenhum empreendimento inclu&iacute;do em leil&otilde;es de energia, por causa de compromissos ambientais assumidos pelo Brasil.<\/p>\n<p>No MME, a meta &eacute; diversificar a matriz de energia. Hoje, mais de 70% da gera&ccedil;&atilde;o nacional est&aacute; baseada em aproveitamento hidrel&eacute;trico. No longo prazo, mesmo com os novos empreendimentos planejados ou em constru&ccedil;&atilde;o, essa participa&ccedil;&atilde;o cair&aacute; para cerca de 50%. Cerca de 30% ficar&aacute; por conta de fontes renov&aacute;veis como e&oacute;lica e biomassa. Os demais 20% sair&atilde;o das t&eacute;rmicas, principalmente aquelas movidas a g&aacute;s e carv&atilde;o, j&aacute; que os novos projetos nucleares n&atilde;o t&ecirc;m data pra sair da gaveta.<\/p>\n<p>O plano de inclus&atilde;o permanente das t&eacute;rmicas na matriz energ&eacute;tica foi confirmado pelo secret&aacute;rio de planejamento e desenvolvimento energ&eacute;tico do MME, Altino Ventura Filho. &#8220;At&eacute; hoje as t&eacute;rmicas foram contratadas como usinas de complementa&ccedil;&atilde;o, mas elas passar&atilde;o a ser contratadas como usinas de base. Como acontece hoje com a usina nuclear de Angra, que fornece o tempo todo, acontecer&aacute; com usinas a carv&atilde;o e tamb&eacute;m com aquelas alimentadas por g&aacute;s, isso se o pre&ccedil;o do g&aacute;s favorecer&#8221;, disse Ventura ao Valor.<\/p>\n<p>A utiliza&ccedil;&atilde;o ininterrupta das t&eacute;rmicas, segundo Ventura, n&atilde;o dever&aacute; incluir a gera&ccedil;&atilde;o baseada em biodiesel ou derivados de petr&oacute;leo, pelo fato desses serem ainda mais caros que o g&aacute;s e o carv&atilde;o.<\/p>\n<p>&#8220;Hoje n&atilde;o se habilita t&eacute;rmicas a carv&atilde;o, porque o Brasil assumiu um compromisso de baixa emiss&atilde;o de carbono. Mas n&oacute;s teremos novos projetos no futuro&#8221;, comentou Ventura. &#8220;Nosso sistema &eacute; hidrot&eacute;rmico, n&atilde;o baseado apenas em hidrel&eacute;trica. Eu n&atilde;o consigo atender o mercado s&oacute; com os 75% de participa&ccedil;&atilde;o que as hidrel&eacute;tricas oferecem. E n&oacute;s n&atilde;o estamos proibidos de fazer usinas a carv&atilde;o, o que houve &eacute; uma sinaliza&ccedil;&atilde;o do governo de n&atilde;o fazer. Mas nossa legisla&ccedil;&atilde;o n&atilde;o nos pro&iacute;be disso.&#8221;<\/p>\n<p>O Brasil tem hoje 121 mil megawatts (MW) de capacidade instalada. Desse parque, 85 mil MW saem de hidrel&eacute;tricas e 15,9 mil MW de fontes alternativas, como e&oacute;lica e biomassa. Os demais 20,7 mil MW s&atilde;o gerados pelas chamadas t&eacute;rmicas n&atilde;o renov&aacute;veis, movidas por ur&acirc;nio, g&aacute;s natural, carv&atilde;o, &oacute;leo combust&iacute;vel e &oacute;leo diesel. Na matriz, essas fontes n&atilde;o renov&aacute;veis respondem hoje por 17% de todo o parque instalado, com o g&aacute;s natural na lideran&ccedil;a de fornecimento (8,5%), seguido pelo &oacute;leo combust&iacute;vel (2,9%), carv&atilde;o (2,3%), ur&acirc;nio (1,6%) e &oacute;leo diesel (1,1%).<\/p>\n<p>O presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Carv&atilde;o Mineral (ABCM), Fernando Zancan, disse que, atualmente, existes projetos de t&eacute;rmicas a carv&atilde;o j&aacute; licenciados ambientalmente, mas que est&atilde;o aguardando novos leil&otilde;es. &#8220;Essa &eacute; uma riqueza que temos em abund&acirc;ncia, mas mesmo assim estamos com todos os projetos parados&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Para ele, a disputa deve ocorrer com fontes similares, como g&aacute;s natural e &oacute;leo. &#8220;N&atilde;o h&aacute; chances de sucesso se colocarmos o carv&atilde;o mineral para competir com as e&oacute;licas, que s&atilde;o totalmente subsidiadas pelo governo&#8221;. Uma vantagem apontada pelo presidente da ABCM seria o custo da energia gerada a partir das t&eacute;rmicas a carv&atilde;o, que t&ecirc;m um valor do megawatt-hora (MWh) entre R$ 50 e R$ 130.<\/p>\n<p>Zancan afirmou que o Brasil tem autossufici&ecirc;ncia de carv&atilde;o mineral para suprir as usinas atuais e novos projetos que precisarem ser constru&iacute;dos. &#8220;As pesquisas geol&oacute;gicas mais antigas mostram que temos reservas para gerar uma Itaipu de energia a carv&atilde;o&#8221;, disse Zancan, ao fazer analogia &agrave; pot&ecirc;ncia da hidrel&eacute;trica binacional de Itaipu, a segunda maior do mundo. Ele ressaltou que, com novos leil&otilde;es, o setor poderia assegurar uma adi&ccedil;&atilde;o de 18 mil MW a 20 mil MW de capacidade de gera&ccedil;&atilde;o nos pr&oacute;ximos anos. &#8220;H&aacute; reservas de carv&atilde;o no Brasil e uma fila de investidores aguardando um sinal para entrar no nosso mercado.&#8221;<\/p>\n<p>Segundo ele, as tecnologias do setor t&ecirc;m avan&ccedil;ado em alternativas com menor emiss&atilde;o de CO2, minimizando a maior queixa dessa gera&ccedil;&atilde;o: seu pesado impacto ao ambiente. Zancan informou que, neste per&iacute;odo de seca nos reservat&oacute;rios das hidrel&eacute;tricas, o Brasil colocou toda a sua capacidade de t&eacute;rmicas a carv&atilde;o mineral, de 1.752 megawatt (MW) de pot&ecirc;ncia, em plena opera&ccedil;&atilde;o. Segundo ele, isso ocorreu sem nenhum custo adicional para o consumidor, pois as usinas j&aacute; tinham um estoque de 500 toneladas contratadas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O acionamento das usinas t&eacute;rmicas alimentadas a g&aacute;s natural e a carv&atilde;o deveria ser apenas uma medida emergencial, como acontece neste momento em todo pa&iacute;s, em que a gera&ccedil;&atilde;o hidrel&eacute;trica do pa&iacute;s mingua por conta da escassez de chuvas nas principais bacias hidrogr&aacute;ficas. Os planos para as t&eacute;rmicas, no entanto, s&atilde;o outros. 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