{"id":508,"date":"2013-01-08T08:46:00","date_gmt":"2013-01-08T12:46:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-448","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=508","title":{"rendered":"Em: 08\/01\/2013 &agrave;s 08:46h por Valor"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A garantia de queda m&eacute;dia de 20% na conta de luz, promessa do governo que inicialmente foi abalada pela queda-de-bra&ccedil;os com as concession&aacute;rias de energia, est&aacute; agora amea&ccedil;ada pela natureza. Sem chuvas, a meta de redu&ccedil;&atilde;o do pre&ccedil;o da conta de luz j&aacute; come&ccedil;a a ser comprometida. At&eacute; o momento, 2 pontos percentuais dessa queda j&aacute; foram engolidos pelo alto custo da energia gerada pelas usinas t&eacute;rmicas, que est&atilde;o a pleno vapor desde novembro para entregar a gera&ccedil;&atilde;o que as hidrel&eacute;tricas j&aacute; n&atilde;o t&ecirc;m, por causa do baixo n&iacute;vel de seus reservat&oacute;rios. At&eacute; mar&ccedil;o, se forem mantidas as condi&ccedil;&otilde;es meteorol&oacute;gicas, esse impacto poder&aacute; chegar a 5 pontos, segundo avalia&ccedil;&atilde;o da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Distribuidores de Energia El&eacute;trica (Abradee).<\/p>\n<p>O alto custo de opera&ccedil;&atilde;o das t&eacute;rmicas j&aacute; ser&aacute; sentido pelos consumidores a partir de fevereiro, durante os primeiros reajustes tarif&aacute;rios das distribuidoras de energia. Esse per&iacute;odo coincide com o momento em que o governo prev&ecirc; a redu&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia de 20% das tarifas, garantido a partir das novas condi&ccedil;&otilde;es impostas &agrave;s concession&aacute;rias com a renova&ccedil;&atilde;o dos contratos de concess&atilde;o do setor.<\/p>\n<p>Nos dois &uacute;ltimos meses de 2012, o custo da opera&ccedil;&atilde;o das t&eacute;rmicas foi de R$ 800 milh&otilde;es ao m&ecirc;s. Esses valores superaram a estimativa mais pessimista da Abradee. &#8220;A situa&ccedil;&atilde;o piorou porque, at&eacute; o fim do ano, nossa preocupa&ccedil;&atilde;o se baseava em um custo mensal de R$ 650 milh&otilde;es&#8221;, diz Nelson Fonseca Leite.<\/p>\n<p>Com a mudan&ccedil;a de expectativa sobre o custo das t&eacute;rmicas, o c&aacute;lculo para reajuste da conta de luz atrelado &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o das t&eacute;rmicas j&aacute; saltou de 0,8 ponto percentual no fim do ano passado para 1 ponto percentual, atualmente. Leite considera que a situa&ccedil;&atilde;o de escassez de &aacute;gua nas hidrel&eacute;tricas, percebida desde novembro, pode perdurar at&eacute; mar&ccedil;o. &#8220;Pelo que podemos observar, a redu&ccedil;&atilde;o de 20% programada pelo governo n&atilde;o ter&aacute; um efeito t&atilde;o duradouro quanto o imaginado&#8221;, ressaltou Leite. Diferentemente da meta de redu&ccedil;&atilde;o das tarifas obtida com a renova&ccedil;&atilde;o dos contratos, a alta do custo da energia ser&aacute; aplicada a partir dos reajustes tarif&aacute;rios praticados separadamente por cada distribuidora, ao longo do ano.<\/p>\n<p>A Abradee tamb&eacute;m est&aacute; de olho nos custos das t&eacute;rmicas em raz&atilde;o do seu impacto sobre o caixa das concession&aacute;rias de distribui&ccedil;&atilde;o. A entidade estima que o custo mensal de opera&ccedil;&atilde;o das t&eacute;rmicas, no patamar de R$ 800 milh&otilde;es, j&aacute; compromete mais de 50% do lucro l&iacute;quido mensal das distribuidoras, calculado em R$ 1,5 bilh&atilde;o.<\/p>\n<p>&#8220;&Eacute; uma situa&ccedil;&atilde;o complicada. Hoje a sociedade est&aacute; impregnada da informa&ccedil;&atilde;o de que sua energia ficar&aacute; mais barata, mas isso contrasta com o fato de que est&aacute; faltando energia&#8221;, diz Claudio Sales, presidente do Instituto Acende Brasil.<\/p>\n<p>Se o cen&aacute;rio se agravar, avalia Sales, o governo s&oacute; ter&aacute; duas op&ccedil;&otilde;es para ampliar a oferta: acionar usinas que est&atilde;o paradas (como a usina ga&uacute;cha de Uruguaiana, que depende de g&aacute;s da Argentina), ou trazer energia nova com medidas emergenciais, como usinas t&eacute;rmicas instaladas em balsas, op&ccedil;&atilde;o que j&aacute; chegou a ser utilizada em 2002. &#8220;A muni&ccedil;&atilde;o que o setor disp&otilde;e para enfrentar esse problema j&aacute; est&aacute; sendo usada. Do lado do consumidor, a &uacute;ltima sa&iacute;da seria o racionamento&#8221;, comenta Sales.<\/p>\n<p>Segundo um especialista ouvido pelo Valor, o custo do Encargo de Servi&ccedil;os de Sistema (ESS), pago pelo consumidor para remunerar principalmente a gera&ccedil;&atilde;o adicional termel&eacute;trica, estimado em R$ 2,5 bilh&otilde;es em 2012, ter&aacute; um efeito de R$ 6 por MWh na tarifa de energia. O efeito ser&aacute; sentido a partir do reajuste tarif&aacute;rio de cada distribuidora de energia. Em novembro, ap&oacute;s a resposta das empresas que aceitaram a proposta de renova&ccedil;&atilde;o antecipada das concess&otilde;es, o governo previu uma queda de 16,7% nas tarifas de energia dos consumidores residenciais. Considerando o valor m&eacute;dio da tarifa de energia residencial da Ag&ecirc;ncia Nacional de Energia El&eacute;trica (Aneel), de R$ 280 o MWh, sem impostos, a redu&ccedil;&atilde;o seria de R$ 46,7 por MWh. Aplicando R$ 6 por MWh proveniente de gera&ccedil;&atilde;o termel&eacute;trica adicional, o valor final de redu&ccedil;&atilde;o ser&aacute; de R$ 40,7 o MWh, o que corresponde a 14,5% de queda na tarifa de energia.<\/p>\n<p>O custo da opera&ccedil;&atilde;o das t&eacute;rmicas pode ser ainda maior para os consumidores. Isso porque outro especialista calcula que o efeito para o cliente residencial ser&aacute; de R$ 10 o MWh. Tamb&eacute;m contribui para esse efeito a perspectiva de que as termel&eacute;tricas continuar&atilde;o operando este ano at&eacute; o enchimento dos reservat&oacute;rios. Um integrante da equipe energ&eacute;tica da presidente Dilma Rousseff admitiu que a opera&ccedil;&atilde;o das termel&eacute;tricas afetar&aacute; os benef&iacute;cios do pacote de redu&ccedil;&atilde;o das tarifas. Ele, no entanto, disse que esse efeito ser&aacute; &#8220;conjuntural&#8221;, enquanto os benef&iacute;cios do pacote ser&atilde;o &#8220;estruturais&#8221;.<\/p>\n<p>Para a Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace), a ind&uacute;stria poder&aacute; avaliar a possibilidade de reduzir sua demanda por energia neste momento devido aos elevados pre&ccedil;os do insumo no mercado livre. O Pre&ccedil;o de Liquida&ccedil;&atilde;o das Diferen&ccedil;as (PLD), que &eacute; utilizado para liquida&ccedil;&atilde;o de contratos no mercado dispon&iacute;vel de energia el&eacute;trica, atingiu R$ 555 por MWh nesta semana, um dos seus mais altos patamares e que se aproxima dos n&iacute;veis alcan&ccedil;ados em per&iacute;odos de crise de fornecimento.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A garantia de queda m&eacute;dia de 20% na conta de luz, promessa do governo que inicialmente foi abalada pela queda-de-bra&ccedil;os com as concession&aacute;rias de energia, est&aacute; agora amea&ccedil;ada pela natureza. Sem chuvas, a meta de redu&ccedil;&atilde;o do pre&ccedil;o da conta de luz j&aacute; come&ccedil;a a ser comprometida. 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