{"id":501,"date":"2012-12-10T14:42:00","date_gmt":"2012-12-10T18:42:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-439","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=501","title":{"rendered":"Em: 10\/12\/2012 &agrave;s 14:42h por Victor Humberto Maizman &#8211; Consultor Jur\u00eddico da FIEMT"},"content":{"rendered":"<div style=\"width:170px; float:left; margin-right:2px; margin-bottom:2px;\">\n<div style=\"float:left; clear:left;\"><a class=\"foto_ampliar\" href=\"http:\/\/www.sindenergia.com.br\/banco_de_fotos\/G89.jpg\" title=\"\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.sindenergia.com.br\/banco_de_fotos\/P89.jpg\" alt=\"Clique para ampliar\" title=\"Clique para ampliar\" style=\"float:left;\" \/><\/a><\/div>\n<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar ainda esse ano, conforme informa&ccedil;&atilde;o colhida no gabinete do ministro Teori Zavascki, um Agravo de Instrumento no Recurso Extraordin&aacute;rio interposto pela Federa&ccedil;&atilde;o das Ind&uacute;strias no Estado de Mato Grosso (Fiemt) em face da A&ccedil;&atilde;o Direta de Inconstitucionalidade proposta por essa entidade (cujos efeitos t&ecirc;m o cond&atilde;o de atingir todos os consumidores e n&atilde;o apenas os industriais).<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Fiemt defende com respaldo inclusive atrav&eacute;s do voto do desembargador Paulo da Cunha em decis&atilde;o proferida no TJMT que de acordo com a Constitui&ccedil;&atilde;o Federal, em especial no artigo&nbsp;155, &sect; 2&ordm;, III&nbsp;&ndash; a al&iacute;quota de ICMS sobre os servi&ccedil;os essenciais (incluindo a energia el&eacute;trica) deve ser a menor prevista na legisla&ccedil;&atilde;o estadual (no caso 12%).&nbsp;<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Trata-se do princ&iacute;pio da seletividade cuja regra &eacute; imposta no caso do ICMS. Ou seja, quanto mais essencial o produto ou servi&ccedil;o, menor deve ser a al&iacute;quota do aludido imposto.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje o crit&eacute;rio adotado pelo Estado de Mato Grosso e repassado ao consumidor &eacute; o seguinte:<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">a) classe residencial.&nbsp;<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">vari&aacute;veis de acordo com as faixas de consumo de energia el&eacute;trica, conforme os percentuais abaixo:&nbsp;<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1 &#8211; consumo mensal de at&eacute; 100 (cem) Kwh &#8211; zero por cento;<br \/> 2 &#8211; consumo mensal acima de 100 (cem) Kwh e at&eacute; 150 (cento e cinquenta) Kwh &#8211; 10% (dez por cento);<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3 &#8211; consumo mensal acima de 150 (cento e cinquenta) Kwh e at&eacute; 250 (duzentos e cinquenta) Kwh &#8211; 17% (dezessete por cento);<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4 &#8211; consumo mensal acima de 250 (duzentos e cinquenta) Kwh e at&eacute; 500 (quinhentos) Kwh &#8211; 25% (vinte e cinco por cento);<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5 &#8211; consumo mensal acima de 500 (quinhentos) Kwh &#8211; 27% (vinte e sete por cento);<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">b) classe rural: al&iacute;quota de 30% (trinta por cento);&nbsp;<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">c) demais classes (com&eacute;rcio, servi&ccedil;os e etc): 27% (vinte e sete por cento).&nbsp;<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Portanto &eacute; gritante que as al&iacute;quotas de 25%&nbsp;(vinte e cinco por cento) e de 27% (vinte e sete por cento) exigidas pelo Estado de Mato Grosso afrontam &agrave; sistem&aacute;tica prevista no preceito constitucional sob an&aacute;lise.&nbsp;O que importa &eacute; apenas a sua seletividade em fun&ccedil;&atilde;o da essencialidade da mercadoria e do servi&ccedil;o.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse contexto, &eacute; irrazo&aacute;vel sustentar que a energia el&eacute;trica &eacute; essencial para quem apresenta baixo consumo e, n&atilde;o o &eacute;, para quem apresenta um elevado consumo.&nbsp;<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sem d&uacute;vida, a al&iacute;quota de 27%&nbsp;(vinte e sete por cento)&nbsp;incidente sobre o consumo de energia que, na pr&aacute;tica, corresponde a uma al&iacute;quota real de 34,29%&nbsp;(trinta e quatro v&iacute;rgula vinte e nove por cento), porque o ICMS incide sobre si pr&oacute;prio nos termos da Lei Complementar 87\/96, &eacute; inconstitucional. N&atilde;o &eacute; razo&aacute;vel supor que essa energia el&eacute;trica seja menos necess&aacute;ria ou menos importante do que a generalidade das mercadorias gravadas com a al&iacute;quota de 17% (dezessete por cento), ou que essa mesma energia s&oacute; &eacute; essencial at&eacute; o limite de 100 kwh\/m (cem kilowatt hora por m&ecirc;s).<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De todo exposto, caso a pretens&atilde;o da Fiemt logre &ecirc;xito, o valor da tarifa de energia reduzir&aacute; razoavelmente, uma vez que mesmo com a redu&ccedil;&atilde;o prometida pelo Governo Federal decorrente da redu&ccedil;&atilde;o dos tributos federais e revis&atilde;o dos contratos com as distribuidoras, o maior custo incidente sobre a fatura de energia &eacute; o ICMS.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar ainda esse ano, conforme informa&ccedil;&atilde;o colhida no gabinete do ministro Teori Zavascki, um Agravo de Instrumento no Recurso Extraordin&aacute;rio interposto pela Federa&ccedil;&atilde;o das Ind&uacute;strias no Estado de Mato Grosso (Fiemt) em face da A&ccedil;&atilde;o Direta de Inconstitucionalidade proposta por essa entidade (cujos efeitos t&ecirc;m o cond&atilde;o de atingir [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/501"}],"collection":[{"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=501"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/501\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=501"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=501"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=501"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}