{"id":408,"date":"2012-07-27T10:05:00","date_gmt":"2012-07-27T14:05:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-299","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=408","title":{"rendered":"Em: 27\/07\/2012 &agrave;s 10:05h por Valor Econ\u00f4mico"},"content":{"rendered":"<div style=\"width:170px; float:left; margin-right:2px; margin-bottom:2px;\">\n<div class=\"autor\" style=\"margin-bottom:2px; float:left;\">Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/div>\n<div style=\"float:left; clear:left;\"><a class=\"foto_ampliar\" href=\"http:\/\/www.sindenergia.com.br\/banco_de_fotos\/G36.jpg\" title=\" Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.sindenergia.com.br\/banco_de_fotos\/P36.jpg\" alt=\"Clique para ampliar\" title=\"Clique para ampliar\" style=\"float:left;\" \/><\/a><\/div>\n<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ministro de Minas e Energia,  Edison Lob&atilde;o, desfez o suspense sobre as concess&otilde;es do setor el&eacute;trico  com vencimento a partir de 2015 e anunciou que elas dever&atilde;o ser  prorrogadas por 20 anos. Ele disse que a renova&ccedil;&atilde;o das concess&otilde;es e o  fim da cobran&ccedil;a de encargos setoriais nas contas de luz permitir&atilde;o uma  queda &#8220;em torno de 10% ou um pouco mais&#8221; nas tarifas dos consumidores  finais, incluindo a ind&uacute;stria.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o ministro, a presidente Dilma  Rousseff &#8220;muito provavelmente&#8221; comunicar&aacute; essa decis&atilde;o na reuni&atilde;o  prevista para o dia 7 de agosto, no Pal&aacute;cio do Planalto, com o grupo de  30 empres&aacute;rios com quem j&aacute; teve dois encontros. &#8220;Os contratos vencem em  2015 e a lei determina o retorno dos ativos ao patrim&ocirc;nio da Uni&atilde;o para  um novo leil&atilde;o. Na reformula&ccedil;&atilde;o da lei, vamos permitir a renova&ccedil;&atilde;o das  concess&otilde;es&#8221; disse Lob&atilde;o, durante apresenta&ccedil;&atilde;o de balan&ccedil;o do Programa de  Acelera&ccedil;&atilde;o do Crescimento (PAC). &#8220;N&atilde;o batemos o martelo, mas a princ&iacute;pio  ser&atilde;o 20 anos [de prorroga&ccedil;&atilde;o]&#8221;, completou.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tr&ecirc;s encargos ser&atilde;o extintos das  tarifas: a Conta de Consumo dos Combust&iacute;veis (CCC), a Conta de  Desenvolvimento Energ&eacute;tico (CDE) e a Reserva Global de Revers&atilde;o (RGR).  Juntos, eles representam 7% das contas de luz, em m&eacute;dia. &#8220;Provavelmente  mexeremos no Proinfa&#8221;, acrescentou Lob&atilde;o, referindo-se ao encargo que  subsidia o primeiro lote de usinas de energia alternativa, como e&oacute;licas.  O Proinfa corresponde a 1,1% do valor final das tarifas.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Os encargos setoriais ser&atilde;o extintos.  Esse &eacute; o caminho para fazer cair o pre&ccedil;o da energia. Ela &eacute; barata na  origem, quando &eacute; gerada, mas encarece no meio do caminho&#8221;, disse o  ministro. Na verdade, conforme ele mesmo detalhou, o Tesouro Nacional  assumir&aacute; as despesas com os programas financiados por esses encargos. &#8220;O  Luz para Todos n&atilde;o sofrer&aacute; nenhuma dificuldade&#8221;, ressaltou Lob&atilde;o,  citando o programa de universaliza&ccedil;&atilde;o da energia el&eacute;trica, financiado  pela CDE.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se assumir integralmente essas despesas,  o Tesouro receber&aacute; uma conta pesada. Em 2011, os tr&ecirc;s encargos  mencionados por Lob&atilde;o recolheram R$ 10,8 bilh&otilde;es nas faturas dos  consumidores, segundo n&uacute;meros da Ag&ecirc;ncia Nacional de Energia El&eacute;trica  (Aneel). Por isso, se quiser agradar &agrave; ind&uacute;stria sem onerar  exageradamente o Tesouro, o governo poderia at&eacute; optar por retirar os  encargos apenas de quem consome grandes quantidades de energia. N&atilde;o foi  essa, no entanto, a sinaliza&ccedil;&atilde;o dada pelo ministro. &#8220;A redu&ccedil;&atilde;o que  estamos prevendo e est&aacute; sendo calculada pela Aneel &eacute; de 10% ou um pouco  mais, para o consumidor (residencial) e para a ind&uacute;stria.&#8221;<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora a redu&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia de tarifas seja  de 10%, a ind&uacute;stria deve ser beneficiada com um percentual maior do que  os consumidores residenciais, segundo apurou o Valor. Isso se deve  basicamente ao fato de que os encargos pesam mais nas tarifas de energia  da ind&uacute;stria. Para esse setor, a queda pode superar 15% e chegar mais  perto de 20%.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse percentual ser&aacute; atingido gra&ccedil;as  tamb&eacute;m &agrave; prorroga&ccedil;&atilde;o das concess&otilde;es, j&aacute; que ativos que foram amortizados  deixar&atilde;o de ser remunerados. Lob&atilde;o n&atilde;o fez nenhuma refer&ecirc;ncia &agrave;  possibilidade de mudan&ccedil;as na cobran&ccedil;a de PIS-Cofins. Quanto &agrave;s  tentativas de reduzir as al&iacute;quotas de ICMS, preferiu n&atilde;o entrar em  detalhes, mas avaliou que o movimento da Uni&atilde;o em baixas as tarifas de  energia estimula os governos estaduais a fazer um esfor&ccedil;o pela queda das  contas de luz. &#8220;Eu diria que constrange, que inspira. Mas isso &eacute; uma  quest&atilde;o de autonomia dos Estados.&#8221;<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Federa&ccedil;&atilde;o das Ind&uacute;strias do Estado de  S&atilde;o Paulo (Fiesp) considerou a queda de 10% das tarifas &#8220;bem-vinda&#8221;, mas  deixou claro que n&atilde;o volta atr&aacute;s no entendimento de que a melhor  solu&ccedil;&atilde;o seria relicitar os ativos. &#8220;Um corte de tributos e encargos que  significasse redu&ccedil;&atilde;o de 10% nas contas de luz &eacute; bem-vindo, por&eacute;m n&atilde;o  deve servir para justificar uma poss&iacute;vel renova&ccedil;&atilde;o dos contratos de  concess&atilde;o de energia, como vem sinalizando o governo&#8221;, disse o  presidente da entidade, Paulo Skaf, em nota.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O percentual tamb&eacute;m desagradou ao  presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Nacional dos Consumidores de Energia (Anace),  Carlos Faria, que reivindicava uma redu&ccedil;&atilde;o de 35% das tarifas. &#8220;N&atilde;o &eacute;  nada, n&atilde;o &eacute; nada, n&atilde;o &eacute; nada mesmo&#8221;, ironizou Faria, sobre o corte de  10%.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo ele, essa redu&ccedil;&atilde;o ser&aacute; &#8220;muito  pequena&#8221; e n&atilde;o vai tornar o pa&iacute;s mais competitivo em rela&ccedil;&atilde;o a outros  pa&iacute;ses. Um estudo da Federa&ccedil;&atilde;o das Ind&uacute;strias do Estado do Rio de  Janeiro (Firjan) mostra que o custo da energia no Brasil &eacute; de R$ 329 por  megawatt-hora, o quarto mais caro do mundo. Com o corte de 10%, o custo  no Brasil s&oacute; cairia uma posi&ccedil;&atilde;o no ranking global e ficaria logo atr&aacute;s  do Chile, cujo pre&ccedil;o &eacute; equivalente a R$ 320 por MWh.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira dos Grandes  Consumidores Industriais de Energia e Consumidores Livres (Abrace)  expressou satisfa&ccedil;&atilde;o com as sinaliza&ccedil;&otilde;es dadas por Lob&atilde;o. &#8220;Essas medidas  n&atilde;o esgotam as oportunidades de redu&ccedil;&atilde;o, mas s&atilde;o um alento muito  importante&#8221;, disse o presidente-executivo da Abrace, Paulo Pedrosa. Ele  reconheceu que a redu&ccedil;&atilde;o em torno de 10% das tarifas n&atilde;o recupera a  competitividade perdida, mas &eacute; uma &#8220;medida estrutural que dar&aacute; f&ocirc;lego &agrave;  inova&ccedil;&atilde;o e ao investimento&#8221;.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Instituto Acende Brasil, um  observat&oacute;rio do setor el&eacute;trico, aplaudiu o an&uacute;ncio do governo. &#8220;Os  cortes de encargos s&atilde;o muito bem-vindos e rompem a tradi&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica de  que s&oacute; vinham sendo aumentados&#8221;, afirmou o presidente do instituto,  Cl&aacute;udio Sales.<\/p>\n<p><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sales pede aten&ccedil;&atilde;o, no entanto, &agrave;  discuss&atilde;o do PIS-Cofins. Hoje o tributo representa cerca de 8% da conta  de luz. &#8220;O ICMS tamb&eacute;m &eacute; um assunto important&iacute;ssimo. Talvez n&atilde;o d&ecirc; tempo  de sair agora, mas precisa continuar na pauta&#8221;, conclamou o executivo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Divulga\u00e7\u00e3o O ministro de Minas e Energia, Edison Lob&atilde;o, desfez o suspense sobre as concess&otilde;es do setor el&eacute;trico com vencimento a partir de 2015 e anunciou que elas dever&atilde;o ser prorrogadas por 20 anos. 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