{"id":382,"date":"2012-07-11T08:11:00","date_gmt":"2012-07-11T12:11:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-271","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=382","title":{"rendered":"Em: 11\/07\/2012 &agrave;s 08:11h por Valor Econ\u00f4mico"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A presidente Dilma Rousseff deve anunciar no m&ecirc;s que vem a desonera&ccedil;&atilde;o da conta de energia para grandes empresas. A al&iacute;quota do PIS\/Cofins, que incide sobre a conta de energia el&eacute;trica, ser&aacute; praticamente zerada. O governo tamb&eacute;m pretende extinguir alguns encargos embutidos no pre&ccedil;o, como a Reserva Global de Revers&atilde;o (RGR), a Conta de Consumo de Combust&iacute;veis (CCC), entre outros.<\/p>\n<p>Os detalhes da medida est&atilde;o sendo fechados pelo Minist&eacute;rio da Fazenda, mas a desonera&ccedil;&atilde;o s&oacute; vai entrar em vigor a partir de janeiro de 2013. O objetivo &eacute; reduzir o pre&ccedil;o final da conta de energia aos grandes consumidores em pelo menos 10% &#8211; s&oacute; o PIS\/Cofins representa 8,5% do pre&ccedil;o final de energia el&eacute;trica. Com a desonera&ccedil;&atilde;o, o governo espera criar as condi&ccedil;&otilde;es para que, em seguida, os Estados &#8220;fa&ccedil;am a sua parte&#8221;, isto &eacute;, reduzam as al&iacute;quotas do ICMS cobrado sobre o insumo.<\/p>\n<p>A presidente deve anunciar a redu&ccedil;&atilde;o do pre&ccedil;o da energia at&eacute; o dia 7 de agosto, quando recebe no Pal&aacute;cio do Planalto, pela terceira vez no ano, um grupo de 30 empres&aacute;rios de grandes companhias. Conhecido como G-30, esse grupo alertou a presidente, nas duas reuni&otilde;es realizadas em 2012 (em 22 de mar&ccedil;o e 3 de maio), que a medida poderia ter efeito imediato sobre a atividade econ&ocirc;mica, e, consequentemente, sobre as perspectivas de novos investimentos.<\/p>\n<p>O governo est&aacute; preocupado com setores como alum&iacute;nio, siderurgia, papel e celulose e petroqu&iacute;mico, que s&atilde;o eletrointensivos (consomem muita energia no processo produtivo). Carlos Jorge Loureiro, presidente da DCL A&ccedil;os Laminados, afirmou que a desonera&ccedil;&atilde;o de impostos e encargos, se adotada, pode salvar as sider&uacute;rgicas e, com isso, o setor de distribui&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;o. &#8220;&Eacute; dif&iacute;cil achar que d&aacute; para ganhar dinheiro com distribui&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;o se o seu fornecedor, a sider&uacute;rgica, est&aacute; mal&#8221;, disse o empres&aacute;rio ao Valor.<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m presidente do Instituto Nacional dos Distribuidores de A&ccedil;o (Inda), Loureiro disse que o consumo aparente (a soma do que &eacute; produzido no Brasil com o que &eacute; importado) de a&ccedil;o aumentou apenas 1,6% entre 2007 e 2011, e o resultado s&oacute; n&atilde;o foi negativo por conta das importa&ccedil;&otilde;es &#8211; a produ&ccedil;&atilde;o nacional no per&iacute;odo despencou 7%.<\/p>\n<p>&#8220;O mercado est&aacute; ruim, o momento &eacute; muito dif&iacute;cil. As sider&uacute;rgicas brasileiras est&atilde;o trabalhando com margens muito baixas e cada vez menores, para continuar competindo de alguma forma. Uma desonera&ccedil;&atilde;o dos custos com energia seria um refresco muito importante para toda a cadeia&#8221;, afirmou o empres&aacute;rio.<\/p>\n<p>Ao empurrar o in&iacute;cio da desonera&ccedil;&atilde;o para 2013, o governo evita abrir m&atilde;o de recursos fiscais importantes para o cumprimento da meta de super&aacute;vit prim&aacute;rio deste ano (R$ 139,8 bilh&otilde;es). Ao mesmo tempo, segundo informou um assessor, a Fazenda prepara um projeto de lei para alterar o artigo 14 da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que determina ao governo elevar tributos para contrabalan&ccedil;ar as ren&uacute;ncias fiscais, no caso com cortes no PIS\/Cofins. Caso aprovado, o projeto vai retirar a obriga&ccedil;&atilde;o de compensa&ccedil;&atilde;o de receitas j&aacute; para o pr&oacute;ximo exerc&iacute;cio.<\/p>\n<p>A redu&ccedil;&atilde;o no pre&ccedil;o da energia tem urg&ecirc;ncia na agenda de prioridades de Dilma, que conta tamb&eacute;m com a busca por uma solu&ccedil;&atilde;o para os contratos das usinas do setor el&eacute;trico, cuja concess&atilde;o termina em tr&ecirc;s anos. O governo tamb&eacute;m prepara as concess&otilde;es de portos, rodovias e a amplia&ccedil;&atilde;o das concess&otilde;es de aeroportos, para explora&ccedil;&atilde;o do setor privado.<\/p>\n<p>Com essas iniciativas, a presidente espera montar uma &#8220;agenda paralela&#8221;, como denominou um assessor presidencial, para o segundo semestre. A ideia &eacute; se contrapor &agrave; acirrada agenda pol&iacute;tica que come&ccedil;a em agosto, quando se concentram o julgamento do caso do &#8220;mensal&atilde;o&#8221; no Supremo Tribunal Federal (STF), a retomada da Comiss&atilde;o Mista Parlamentar de Inqu&eacute;rito (CPI) do Cachoeira no Congresso e o in&iacute;cio das campanhas municipais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A presidente Dilma Rousseff deve anunciar no m&ecirc;s que vem a desonera&ccedil;&atilde;o da conta de energia para grandes empresas. A al&iacute;quota do PIS\/Cofins, que incide sobre a conta de energia el&eacute;trica, ser&aacute; praticamente zerada. 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