{"id":3007,"date":"2015-04-06T15:19:00","date_gmt":"2015-04-06T19:19:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-3046","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=3007","title":{"rendered":"Em: 06\/04\/2015 &agrave;s 15:19h por"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>A desacelera&ccedil;&atilde;o da atividade econ&ocirc;mica, especialmente da produ&ccedil;&atilde;o industrial &ndash; que acumula retra&ccedil;&atilde;o de 4,5% nos &uacute;ltimos 12 meses, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE) &ndash; e o aumento da tarifa cativa de energia el&eacute;trica t&ecirc;m ajudado e vai continuar ajudando o pa&iacute;s a passar o ano longe do risco de racionamento. Mas, segundo especialistas, o baixo n&iacute;vel dos reservat&oacute;rios e as perspectivas de menor incid&ecirc;ncia de chuvas no per&iacute;odo seco, de abril a maio, mant&eacute;m indispens&aacute;vel o uso das t&eacute;rmicas, at&eacute; 2016.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Dados de 1&ordm; de abril do Operador Nacional do Sistema El&eacute;trico (ONS)mostram que o n&iacute;vel dos reservat&oacute;rios na regi&atilde;o Sudeste\/ Centro-Oeste est&aacute; em 28,81%. Em condi&ccedil;&otilde;es normais, para abril, o n&iacute;vel estaria em 80%. &ldquo;Ainda vamos ficar muito dependentes das t&eacute;rmicas, que continuar&atilde;o ligadas no limite. A recupera&ccedil;&atilde;o dos reservat&oacute;rios em mar&ccedil;o foi muito t&iacute;mida, comparada &agrave; necessidade&rdquo;, avalia o presidente da comercializadora de energia Comerc, Cristopher Vlavianos.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>&ldquo;Estamos na pior seca dos &uacute;ltimos 60 anos. N&atilde;o se pode montar um sistema &agrave; prova de um risco hidrol&oacute;gico que acontece de 60 a 60 anos, &eacute; invi&aacute;vel economicamente. Por isso, avaliamos que, at&eacute; o ano que vem, o pa&iacute;s depender&aacute; do uso das t&eacute;rmicas&rdquo;, acrescenta o coordenador do Grupo de Estudos do Setor El&eacute;trico da UFRJ, Nivalde de Castro.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Em relat&oacute;rio preliminar de vaz&otilde;es, divulgado na &uacute;ltima semana, o ONS reduziu a expectativa de chuvas que chegar&atilde;o &agrave;s represas de hidrel&eacute;tricas das regi&otilde;es Sudeste e Nordeste em abril. A proje&ccedil;&atilde;o, que estava em 95% da m&eacute;dia hist&oacute;rica, caiu para 88%. Enquanto isso, a previs&atilde;o para o Nordeste passou de 62% para 59% da m&eacute;dia deste m&ecirc;s. O documento, por&eacute;m, melhorou a estimativa de vaz&atilde;o para as regi&otilde;es Sul e Norte em abril, que passaram a 115% e 91% da m&eacute;dia hist&oacute;rica ante 88% e 87%, respectivamente.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>&ldquo;O governo conta com a redu&ccedil;&atilde;o do consumo residencial e comercial, j&aacute; que o industrial caiu 3,5% em 2014 e deve se manter baixo este ano&rdquo;, diz Vlavianos. Segundo o executivo, nos &uacute;ltimos anos o consumo residencial e comercial m&eacute;dio cresceu entre 5% e 7%. No entanto, o aumento do custo &nbsp;da tarifa cativa &ndash; que re&uacute;ne o reajuste tarif&aacute;rio extraordin&aacute;rio, ordin&aacute;rio e a bandeira vermelha &ndash; ser&aacute; um forte limitador.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>&ldquo;No ano passado, as distribuidoras garantiram um reajuste que variou entre 10% e 40%. E este ano, j&aacute; tivemos um aumento em fun&ccedil;&atilde;o da aplica&ccedil;&atilde;o da bandeira vermelha, que subiu de R$ 3 para R$ 5,50 a cada 100 kWh. Em fevereiro, houve reajuste tarif&aacute;rio extraordin&aacute;rio e algumas distribuidoras tiveram adicional de 40%. Agora, nesta semana, vamos ter os ordin&aacute;rios. Embora n&atilde;o se tenha uma previs&atilde;o clara, a Ag&ecirc;ncia Nacional de Energia El&eacute;trica tem falado de um reajuste perto de 10%&rdquo;, acrescenta Vlavianos.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Para Nivalde de Castro, o governo tem se esfor&ccedil;ado para reverter a crise e, principalmente, o racionamento &ndash; atrav&eacute;s da importa&ccedil;&atilde;o de energia do Uruguai e da Argentina, da an&aacute;lise de leil&otilde;es de energia para hor&aacute;rio de ponta, e do aumento do uso das linhas de transmiss&atilde;o no Linh&atilde;o Norte-Sul. &ldquo;Geralmente se tem duas linhas de transmiss&atilde;o e uma de reserva. Agora, durante a noite, eles v&atilde;o colocar tamb&eacute;m a terceira linha para ser utilizada, trazendo energia do Norte para o Sudeste, e do Nordeste para o Sudeste&rdquo;, explica.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Segundo o professor da UFRJ, o momento pol&iacute;tico mais delicado tamb&eacute;m tem aumentado a vigil&acirc;ncia e a busca por solu&ccedil;&otilde;es que v&atilde;o al&eacute;m da simples espera por chuva. &ldquo;Na avalia&ccedil;&atilde;o do nosso grupo, o governo vai fazer o poss&iacute;vel e o imposs&iacute;vel para n&atilde;o ter racionamento. Este seria mais um componente para alimentar a crise pol&iacute;tica pela qual o pa&iacute;s j&aacute; passa&rdquo;. (Brasil Econ&ocirc;mico)<\/div>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A desacelera&ccedil;&atilde;o da atividade econ&ocirc;mica, especialmente da produ&ccedil;&atilde;o industrial &ndash; que acumula retra&ccedil;&atilde;o de 4,5% nos &uacute;ltimos 12 meses, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE) &ndash; e o aumento da tarifa cativa de energia el&eacute;trica t&ecirc;m ajudado e vai continuar ajudando o pa&iacute;s a passar o ano longe do risco de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3007"}],"collection":[{"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3007"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3007\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3007"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3007"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3007"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}