{"id":2985,"date":"2015-04-01T15:55:00","date_gmt":"2015-04-01T19:55:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-3023","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=2985","title":{"rendered":"Em: 01\/04\/2015 &agrave;s 15:55h por"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>Com a atividade econ&ocirc;mica caminhando a passos lentos, ganham for&ccedil;a as perspectivas de que o primeiro trimestre do ano tenha fechado com retra&ccedil;&atilde;o, puxada por mais um decl&iacute;nio da ind&uacute;stria de transforma&ccedil;&atilde;o &mdash; com peso de 10,9% sobre o Produto Interno Bruto (PIB) &mdash; e seus impactos sobre o com&eacute;rcio e os servi&ccedil;os. Somado ao cen&aacute;rio adverso, as sondagens de expectativa dos empres&aacute;rios da ind&uacute;stria n&atilde;o apontam para uma revers&atilde;o da crise no futuro imediato. Segundo analistas, a ind&uacute;stria de transforma&ccedil;&atilde;o deve seguir ainda por uma trajet&oacute;ria de desacelera&ccedil;&atilde;o neste ano, que nem o c&acirc;mbio, na casa dos R$ 3,20, ser&aacute; capaz de frear.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>&ldquo;Enquanto a estimativa do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) para o PIB de 2015 est&aacute; em -1%, a ind&uacute;stria geral deve retrair 2,9% e a de transforma&ccedil;&atilde;o 4%, mesmo com as perspectivas positivas dos efeitos da desvaloriza&ccedil;&atilde;o cambial sobre as exporta&ccedil;&otilde;es&rdquo;, afirma o economista e consultor da Funda&ccedil;&atilde;o Get&uacute;lio Vargas (FGV\/Ibre), Silvio Sales.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>&ldquo;Se a economia mundial n&atilde;o retomar a atividade, n&atilde;o haver&aacute; espa&ccedil;o para uma forcinha do d&oacute;lar na ind&uacute;stria brasileira. Al&eacute;m disso, quando se soma custos com energia, cargas tribut&aacute;ria e trabalhista excessivas, e a falta de infraestrutura do pa&iacute;s, a desvaloriza&ccedil;&atilde;o do c&acirc;mbio n&atilde;o compensa no c&aacute;lculo final&rdquo;, diz Guilherme Le&atilde;o, economista da Federa&ccedil;&atilde;o das Ind&uacute;strias de Minas Gerais (Fiemg), para quem o d&oacute;lar a R$ 3,20 deve gerar um al&iacute;vio &ldquo;moment&acirc;neo&rdquo; ao setor industrial.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>A desvaloriza&ccedil;&atilde;o cambial tamb&eacute;m n&atilde;o tem provocado mudan&ccedil;as relevantes no humor dos empres&aacute;rios. O &iacute;ndice de confian&ccedil;a de mar&ccedil;o da FGV, divulgado ontem, apontou queda de 9,2% entre fevereiro e mar&ccedil;o. O indicador, que estava em 85,8 pontos em janeiro, passou para 83 pontos em fevereiro e, agora, est&aacute; em 75,4 pontos &mdash; o menor patamar desde janeiro de 2009, quando atingira 74,1 pontos. Bens de capital e dur&aacute;veis continuam sendo as categorias com menor n&iacute;vel de confian&ccedil;a.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Mais sens&iacute;veis ao humor de empres&aacute;rios e tamb&eacute;m dos consumidores, os segmentos ligados a essas categorias apresentam os piores n&iacute;veis de produ&ccedil;&atilde;o e emprego. Nos &uacute;ltimos 12 meses at&eacute; janeiro, a produ&ccedil;&atilde;o da ind&uacute;stria de transforma&ccedil;&atilde;o caiu 4,7% e o total de pessoal ocupado retraiu 3,4%. A ind&uacute;stria automobil&iacute;stica, que aparece na pior posi&ccedil;&atilde;o do ranking de atividades, teve queda de 17,2% na produ&ccedil;&atilde;o e demitiu mais de 44 mil pessoas de mar&ccedil;o a fevereiro de 2014, segundo dados do Cadastro Geral de Empregadas e Desempregados (Caged) do Minist&eacute;rio do Trabalho.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Para retirar a ind&uacute;stria do po&ccedil;o, os economistas apontam para a retomada de programas de concess&atilde;o e parcerias p&uacute;blico-privadas na &aacute;rea de infraestrutura pelo governo, j&aacute; a partir do segundo semestre. &ldquo;Mas, sob novos moldes, que garantam maior seguran&ccedil;a jur&iacute;dica aos investidores&rdquo;, observa Guilherme Le&atilde;o.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>&ldquo;Se a demanda por infraestrutura deslanchasse no pa&iacute;s, poder&iacute;amos assistir a uma recupera&ccedil;&atilde;o, com fortes efeitos para 2016&rdquo; avalia Silvio Sales. (Brasil Econ&ocirc;mico)<\/div>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com a atividade econ&ocirc;mica caminhando a passos lentos, ganham for&ccedil;a as perspectivas de que o primeiro trimestre do ano tenha fechado com retra&ccedil;&atilde;o, puxada por mais um decl&iacute;nio da ind&uacute;stria de transforma&ccedil;&atilde;o &mdash; com peso de 10,9% sobre o Produto Interno Bruto (PIB) &mdash; e seus impactos sobre o com&eacute;rcio e os servi&ccedil;os. 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