{"id":2979,"date":"2015-03-31T15:30:00","date_gmt":"2015-03-31T19:30:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-3017","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=2979","title":{"rendered":"Em: 31\/03\/2015 &agrave;s 15:30h por"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<span>A j&aacute; duradoura crise da ind&uacute;stria contou com um novo componente de piora no ano passado: o Produto Interno Bruto (PIB) do segmento de produ&ccedil;&atilde;o e distribui&ccedil;&atilde;o de eletricidade, g&aacute;s e &aacute;gua recuou 2,6% sobre 2013. Essa foi a primeira vez que a atividade dos chamados Servi&ccedil;os Industriais de Utilidade P&uacute;blica (Siup) diminuiu desde 2001. Naquele ano, a ado&ccedil;&atilde;o do racionamento de energia el&eacute;trica levou a um tombo de 7,9% do setor.<\/span><\/p>\n<p><span>De acordo com os economistas, a trajet&oacute;ria negativa desse segmento deve se acentuar em 2015, uma vez que, com a revis&atilde;o metodol&oacute;gica das Contas Nacionais, o IBGE passou a considerar o custo mais elevado de gera&ccedil;&atilde;o de energia com o uso mais intensivo das usinas termel&eacute;tricas. Neste ano, devido &agrave; baixa quantidade de chuvas, as t&eacute;rmicas devem ser ainda mais acionadas do que no ano passado.<\/span><\/p>\n<p><span>&#8220;Para produzir a mesma quantidade [de energia], voc&ecirc; gasta mais&#8221;, disse Rebeca Palis, coordenadora da pesquisa de Contas Nacionais no IBGE. Antes, explicou ela, o acionamento das t&eacute;rmicas n&atilde;o gerava um impacto diferenciado no PIB, o que passou a ser incorporado ao c&aacute;lculo com a nova metodologia.<\/span><\/p>\n<p><span>Quando as termel&eacute;tricas precisam ser ligadas, o chamado custo intermedi&aacute;rio (principalmente com combust&iacute;veis) &eacute; maior do que na gera&ccedil;&atilde;o hidrel&eacute;trica, o que faz com que o valor adicionado fique menor. Ou seja, h&aacute; uma contribui&ccedil;&atilde;o negativa para a atividade. Este &eacute; um dos fatores que podem fazer com que a retra&ccedil;&atilde;o de 1% prevista para o PIB em 2015 seja um pouco maior, mesmo com a possibilidade de que a mudan&ccedil;a do c&aacute;lculo da constru&ccedil;&atilde;o civil ajude a atividade industrial, explicou Br&aacute;ulio Borges, economista-chefe da LCA Consultores. Borges ainda est&aacute; revendo seu cen&aacute;rio para este ano com base nos dados divulgados na sexta-feira pelo IBGE.<\/span><\/p>\n<p><span>Margarida Gutierrez, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), entende que o recuo de 2,6% no setor de eletricidade reflete a paralisa&ccedil;&atilde;o do setor depois da pol&iacute;tica de pre&ccedil;os que o governo Dilma adotou como forma de aliviar a infla&ccedil;&atilde;o. &#8220;O desempenho do setor &eacute; retrato da pol&iacute;tica suicida que o Brasil adotou quando a presidente decidiu reduzir os pre&ccedil;os da energia el&eacute;trica por decreto&#8221;, afirmou Margarida. &#8220;A queda do pre&ccedil;o da energia feita pelo governo jogou muita inseguran&ccedil;a no setor. Com isso, adiou-se todo um conjunto de investimentos que deveriam ocorrer.&#8221;<\/span><\/p>\n<p><span>Somado a esse fator, Margarida destacou que houve tamb&eacute;m o impacto negativo do clima, como a escassez de chuvas, situa&ccedil;&atilde;o que levou ao acionamento da energia mais cara gerada pelas usinas termel&eacute;tricas. A contra&ccedil;&atilde;o do setor el&eacute;trico comp&otilde;e o quadro de recuo geral do setor industrial no ano passado, &agrave; exce&ccedil;&atilde;o da ind&uacute;stria extrativa. De acordo com os dados do IBGE sobre o PIB, a ind&uacute;stria como um todo recuou 1,2%. A retra&ccedil;&atilde;o maior se deu na ind&uacute;stria de transforma&ccedil;&atilde;o, com redu&ccedil;&atilde;o de 3,8%. Na ind&uacute;stria da constru&ccedil;&atilde;o, a queda foi de 2,6%. J&aacute; o setor extrativo mineral, que engloba a extra&ccedil;&atilde;o de min&eacute;rio de ferro e petr&oacute;leo, cresceu 8,7% em 2014.<\/span><\/p>\n<p><span>Apesar do bom desempenho no ano passado, o setor extrativista deve perder f&ocirc;lego este ano, com o cen&aacute;rio menos promissor para as cota&ccedil;&otilde;es do min&eacute;rio e os problemas enfrentados pela Petrobras. Nas estimativas do Instituto Brasileiro de Economia da Funda&ccedil;&atilde;o Get&uacute;lio Vargas (Ibre-FGV), o PIB desse setor avan&ccedil;ar&aacute; a um ritmo menor: 3,6% em 2015.<\/span><\/p>\n<p><span>A professora da UFRJ, n&atilde;o faz previs&otilde;es estat&iacute;sticas para o ano, mas destacou que a alta do setor extrativo em 2014 a surpreendeu, porque houve uma queda dos pre&ccedil;os de commodities no cen&aacute;rio externo. Por outro lado, ressalta que a produ&ccedil;&atilde;o de min&eacute;rio de ferro da Vale aumentou muito.<\/span><\/p>\n<p><span>Para 2015, Margarida diz que, olhando pela situa&ccedil;&atilde;o da Petrobras, h&aacute; um cen&aacute;rio ruim para o setor extrativista, mas afirma que &eacute; dif&iacute;cil tra&ccedil;ar o que ocorrer&aacute; com a produ&ccedil;&atilde;o de min&eacute;rio de ferro da Vale especificamente. &#8220;Esse cen&aacute;rio depende muito da estrat&eacute;gia que a empresa ter&aacute; em 2015&#8221;, afirma.<\/span><\/p>\n<p><span>Antonio Carlos Porto Gon&ccedil;alves, professor da FGV, afirma que 2015 n&atilde;o traz alento para o setor industrial de forma geral &#8211; exceto pela desvaloriza&ccedil;&atilde;o do real, que pode ajudar exportadores. Ele diz que ainda est&aacute; no radar dos empres&aacute;rios uma inseguran&ccedil;a energ&eacute;tica, com a quest&atilde;o do racionamento, o que ajuda a travar a expans&atilde;o do setor, juntamente com o quadro pol&iacute;tico conturbado. (Valor)<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp;A j&aacute; duradoura crise da ind&uacute;stria contou com um novo componente de piora no ano passado: o Produto Interno Bruto (PIB) do segmento de produ&ccedil;&atilde;o e distribui&ccedil;&atilde;o de eletricidade, g&aacute;s e &aacute;gua recuou 2,6% sobre 2013. Essa foi a primeira vez que a atividade dos chamados Servi&ccedil;os Industriais de Utilidade P&uacute;blica (Siup) diminuiu desde 2001. 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