{"id":2889,"date":"2015-03-18T16:06:00","date_gmt":"2015-03-18T20:06:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-2925","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=2889","title":{"rendered":"Em: 18\/03\/2015 &agrave;s 16:06h por"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>Ao menos oito leil&otilde;es ser&atilde;o realizados neste ano, segundo informa&ccedil;&otilde;es do Minist&eacute;rio de Minas e Energia e da Ag&ecirc;ncia Nacional de Energia El&eacute;trica. Cinco para contrata&ccedil;&atilde;o de nova capacidade de gera&ccedil;&atilde;o de energia e tr&ecirc;s para contrata&ccedil;&atilde;o de linhas de transmiss&atilde;o. Ainda existe h&aacute; expectativa de que mais dois certames sejam anunciados ao longo de 2015.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Para a diretora da Engenho Consultoria, Leontina Pinto, essa quantidade de leil&otilde;es refletem a escassez de suprimento em que o pa&iacute;s se encontra. &#8220;Acho que &eacute; claro para todo mundo&#8221;, disse. &#8220;O que o governo est&aacute; tentando fazer &eacute; cobrir um pouco dessa escassez&#8221;, completou. Para ela, o A-5 deixou de ser o grande &#8220;drive&#8221; da expans&atilde;o do setor. &#8220;Nesse momento eu n&atilde;o tenho a menor ideia de como a demanda vai crescer nos pr&oacute;ximos anos&#8221;, completou.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Ainda segundo Leontina, esse desbalan&ccedil;o na oferta de energia cresceu depois dos casos Bertin e Multiner e foi agravado por causa da seca. &#8220;A gente tinha 3GW que n&atilde;o entraram. As distribuidoras n&atilde;o puderam pedir energia porque teoricamente elas estavam contratadas por uma energia que n&atilde;o existia. E de, l&aacute; pra c&aacute;, o n&uacute;mero de leil&otilde;es come&ccedil;ou a arrebentar&#8221;, analisou a especialistas. &#8220;&Eacute; claro que se tivesse um planejamento mais s&oacute;lido, eu poderia mitigar isso melhor.&#8221;<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Para Andr&eacute; Crisafulli, presidente da consultoria especializada Andrade &amp; Canellas, os leil&otilde;es de reserva podem ser vistos como um movimento natural para alavancar a fonte fotovoltaica. &#8220;&Eacute; o mesmo movimento feito para as e&oacute;licas h&aacute; sete anos&#8221;, disse. Segundo Crisafulli, existem grupos econ&ocirc;micos interessados em investir nesse segmento.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Na vis&atilde;o de Leontina, os leil&otilde;es de reserva surgem tamb&eacute;m como uma solu&ccedil;&atilde;o para mitigar a falta de oferta de energia no mercado livre. &#8220;Se eu quiser fazer a expans&atilde;o n&atilde;o existe transmiss&atilde;o e n&atilde;o tem financiamento. Qual &eacute; a solu&ccedil;&atilde;o que autoridades setoriais t&ecirc;m para isso? Fazer os leil&otilde;es de reserva. Eu fa&ccedil;o um leil&atilde;o de reserva para ver se consigo cobrir um pouco desse d&eacute;ficit do ACL.&#8221;<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Na gera&ccedil;&atilde;o, o leil&atilde;o de fontes alternativas ser&aacute; o primeiro, marcado para 27 de abril. Aqui o objetivo &eacute; contratar energia de fonte e&oacute;lica e biomassa, com in&iacute;cio de suprimento em 1&ordm; de janeiro de 2016 e 1&ordm; de julho de 2017, pelo per&iacute;odo de 20 anos. Segundo a Empresa de Pesquisa Energ&eacute;tica, 570 projetos, ou 14.962 MW foram cadastrados. Desse total, 530 s&atilde;o usinas e&oacute;licas, somando 12.865 MW de pot&ecirc;ncia instalada, e 40 usinas termel&eacute;tricas a biomassa, que somam 2.067 MW.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>No dia 30 de abril acontece o A-5, que visa contratar energia de projetos de fonte hidrel&eacute;trica, t&eacute;rmica e pequenas centrais, com in&iacute;cio de suprimento em 1&ordm; de janeiro de 2020 e contratos variando entre 30 e 25 anos. A EPE registrou o cadastro de 91 projetos ou 19.826 MW de capacidade instalada, sendo que 77,8% originados de 31 t&eacute;rmicas a g&aacute;s natural que ainda dever&atilde;o passar pelo processo de habilita&ccedil;&atilde;o para efetivamente concorrer no certame. O segundo maior volume de projetos tamb&eacute;m vem de t&eacute;rmicas, desta vez a carv&atilde;o, com 2.100 MW divididos entre quatro projetos. As UTEs a biomassa v&ecirc;m logo a seguir com 22 projetos e 1.161 MW de capacidade, 27 PCHs que somam 477 MW e mais sete UHEs com 649 MW. Destas, apenas a de Itaocara (RJ, 150 MW) e que j&aacute; participou do &uacute;ltimo A-5, possui a licen&ccedil;a ambiental.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>No dia 24 de julho acontece o A-3, que visa contratar energia de fontes e&oacute;lica, t&eacute;rmica e pequenas centrais, com in&iacute;cio de suprimento em 1&ordm; de janeiro de 2018. A EPE recebeu pedido para o cadastramento de 521 projetos ou 18.929 MW. Do total da oferta, 11.476 MW s&atilde;o referentes a 475 projetos de gera&ccedil;&atilde;o e&oacute;lica. Ser&atilde;o tamb&eacute;m avaliados para habilita&ccedil;&atilde;o 18 projetos de termel&eacute;tricas a g&aacute;s natural, com total de 6.648 MW; 13 empreendimentos de termel&eacute;tricas a biomassa, somando 604 MW; e 15 pchs, ou 201 MW.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Nesta semana, o MME marcou dois leil&otilde;es de reserva, um para 14 de agosto, exclusivo para solar, e outro segundo para o dia 13 de novembro, com participa&ccedil;&atilde;o de e&oacute;licas e solar. O primeiro tem como in&iacute;cio de suprimento a data de 1&ordm; de gosto de 2017 e o segundo, 1&ordm; de novembro de 2018. (Canal Energia)<\/div>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao menos oito leil&otilde;es ser&atilde;o realizados neste ano, segundo informa&ccedil;&otilde;es do Minist&eacute;rio de Minas e Energia e da Ag&ecirc;ncia Nacional de Energia El&eacute;trica. 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