{"id":2868,"date":"2015-03-12T16:20:00","date_gmt":"2015-03-12T20:20:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-2899","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=2868","title":{"rendered":"Em: 12\/03\/2015 &agrave;s 16:20h por"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>A importa&ccedil;&atilde;o pelo Brasil de derivados de petr&oacute;leo, como a gasolina, deve dobrar nos pr&oacute;ximos dez anos caso n&atilde;o sejam retomados os investimentos na constru&ccedil;&atilde;o de refinarias, afirmou nesta quarta-feira (11) a diretora-geral da Ag&ecirc;ncia Nacional do Petr&oacute;leo, G&aacute;s Natural e Biocombust&iacute;veis (ANP), Magda Chambriard.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Ela fez a declara&ccedil;&atilde;o durante audi&ecirc;ncia p&uacute;blica na C&acirc;mara, em Bras&iacute;lia, que discute os impactos do cancelamento, pela Petrobras, de dois projetos de refinarias, no Maranh&atilde;o e no Cear&aacute;. A decis&atilde;o foi anunciada em janeiro, em meio &agrave; crise provocada pelas den&uacute;ncias de corrup&ccedil;&atilde;o na estatal.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Hoje, o Brasil importa, por dia, pouco menos de 430 mil barris de derivados de petr&oacute;leo. De acordo com Chambriard, esse volume pode chegar pr&oacute;ximo de 1 milh&atilde;o de barris at&eacute; 2025.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>&ldquo;At&eacute; 2025 podemos estar importando o dobro disso, ou seja, um n&uacute;mero pr&oacute;ximo de 1 milh&atilde;o de barris por dia [de derivados de petr&oacute;leo]. Vai depender do investimento [em refinarias] que for feito nesse per&iacute;odo&rdquo;, disse a diretora-geral da ANP.<\/div>\n<p><\/p>\n<div><strong>Risco de desabastecimento<\/strong><\/div>\n<p><\/p>\n<div>Magda apontou ainda que, caso o pa&iacute;s n&atilde;o eleve a sua capacidade de refino, para evitar risco de desabastecimento, o governo ter&aacute; que investir nos pr&oacute;ximos anos na amplia&ccedil;&atilde;o da infraestrutura de distribui&ccedil;&atilde;o do combust&iacute;vel importado pelo interior do pa&iacute;s. Atualmente, o Brasil refina cerca de 2,2 milh&otilde;es de barris diariamente.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>&ldquo;Se n&atilde;o for feito investimento em refinaria, teremos que nos certificar que temos infraestrutura no pa&iacute;s para que a importa&ccedil;&atilde;o possa ser feita e interiorizada, chegando at&eacute; o consumidor final.&rdquo;<\/div>\n<p><\/p>\n<div>A diretora-geral da ANP disse ainda que a o &oacute;rg&atilde;o &#8220;tem conduzido estudos para aprofundar essas quest&otilde;es e subsidiar o governo com informa&ccedil;&otilde;es para defini&ccedil;&atilde;o da sua pol&iacute;tica.&rdquo;<\/div>\n<p><\/p>\n<div>O Brasil consome hoje cerca de 60 bilh&otilde;es de litros de diesel e 44 bilh&otilde;es de litros de gasolina por ano. A importa&ccedil;&atilde;o de diesel corresponde a 2 meses e 10 dias de consumo nacional e, o de gasolina, a 20 dias.<\/div>\n<p><\/p>\n<div><strong>Premium I e II<\/strong><\/div>\n<p><\/p>\n<div>Em janeiro a Petrobras anunciou o cancelamento dos projetos de constru&ccedil;&atilde;o das refinarias Premium I e II, respectivamente no Maranh&atilde;o e no Cear&aacute;, que n&atilde;o sa&iacute;ram do papel. Em seu balan&ccedil;o relativo ao terceiro trimestre de 2014, a estatal informa que os dois empreendimentos, juntos, provocaram perdas de R$ 2,707 bilh&otilde;es.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>&#8220;A companhia, diante dos resultados econ&ocirc;micos alcan&ccedil;ados at&eacute; o momento, consideradas as taxas previstas de crescimento dos mercados interno e externo de derivados e da aus&ecirc;ncia de parceiro econ&ocirc;mico para a implanta&ccedil;&atilde;o, condi&ccedil;&atilde;o prevista no Plano de Neg&oacute;cios e Gest&atilde;o da Companhia, PNG 2014-2018, entendeu que deveria encerrar estes projetos de implanta&ccedil;&atilde;o&#8221;, diz a Petrobras no balan&ccedil;o do terceiro trimestre de 2014.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>De acordo com Magda, a Petrobras nunca apresentou &agrave; ag&ecirc;ncia os projetos de constru&ccedil;&atilde;o das duas refinarias. (G1)<\/div>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A importa&ccedil;&atilde;o pelo Brasil de derivados de petr&oacute;leo, como a gasolina, deve dobrar nos pr&oacute;ximos dez anos caso n&atilde;o sejam retomados os investimentos na constru&ccedil;&atilde;o de refinarias, afirmou nesta quarta-feira (11) a diretora-geral da Ag&ecirc;ncia Nacional do Petr&oacute;leo, G&aacute;s Natural e Biocombust&iacute;veis (ANP), Magda Chambriard. 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