{"id":2785,"date":"2015-02-27T15:47:00","date_gmt":"2015-02-27T19:47:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-2815","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=2785","title":{"rendered":"Em: 27\/02\/2015 &agrave;s 15:47h por"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>Os projetos de gera&ccedil;&atilde;o e&oacute;lica foram o grande destaque do &uacute;ltimo leil&atilde;o de energia promovido pelo governo, em novembro de 2014, com mais de 700 inscri&ccedil;&otilde;es.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Al&eacute;m de ser um recurso importante para assegurar a demanda por eletricidade no Brasil nos pr&oacute;ximos anos, as energias renov&aacute;veis, como e&oacute;lica, solar e t&eacute;rmica por biomassa, t&ecirc;m a vantagem de ser consideradas uma matriz limpa, que causa poucos danos ambientais. Elas s&atilde;o tamb&eacute;m um mercado de trabalho em expans&atilde;o no Brasil. Segundo um estudo da Ag&ecirc;ncia Internacional de Energia Renov&aacute;vel (Irena, na sigla em ingl&ecirc;s) publicado em 2014, o pa&iacute;s j&aacute; &eacute; o segundo que mais cria vagas relacionadas &agrave; energia limpa, empregando 894&thinsp;000 pessoas.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Uma estimativa da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Energia E&oacute;lica (Abee&oacute;&shy;lica) calcula que, s&oacute; na &aacute;rea da gera&ccedil;&atilde;o desse tipo de energia, os postos de trabalho saltar&atilde;o de 32&thinsp;000 para 280&thinsp;000 at&eacute; 2020. Muitas dessas va&shy;gas s&atilde;o destinadas a profissionais altamente especializados, como engenheiros, meteorologistas, ge&oacute;logos e executivos com experi&ecirc;ncia na &aacute;rea de sustentabilidade. Preencher o quadro no mesmo ritmo em que o setor cresce n&atilde;o tem sido tarefa f&aacute;cil. &ldquo;Para as posi&ccedil;&otilde;es que exigem conhecimento t&eacute;cnico, &eacute; dif&iacute;cil encontrar gente pronta&rdquo;, diz Sueli Hudson, gestora de recursos humanos da Pacific Hydro, multinacional australiana que tem investido em projetos de gera&ccedil;&atilde;o de energia e&oacute;lica.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Uma das sa&iacute;das tem sido recrutar em universidades pesquisadores e cientistas que estudem energia limpa. &ldquo;Essa &eacute; uma &aacute;rea com forte liga&ccedil;&atilde;o com as ci&ecirc;ncias e, ao longo dos &uacute;ltimos dez anos, desenvolveu-se muito nas universidades&rdquo;, afirma Rodrigo Soares, diretor da consultoria de recrutamento Hays, de S&atilde;o Paulo. &ldquo;Por causa dessa rela&ccedil;&atilde;o, o setor de energia tem se revelado uma op&ccedil;&atilde;o interessante de carreira para acad&ecirc;micos que queiram migrar para a iniciativa privada.&rdquo;Um dos profissionais que trocaram a trajet&oacute;ria cient&iacute;fica pelo caminho corporativo foi o f&iacute;sico Gregori de Arruda Moreira, de 27 anos, de S&atilde;o Paulo. Logo que concluiu a gradua&ccedil;&atilde;o, na Universidade de S&atilde;o Paulo, em 2011, Gregori ingressou no mestrado na mesma institui&ccedil;&atilde;o e, dois anos depois, j&aacute; cursava o doutorado.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Com esse curr&iacute;culo, seria natural que se mantivesse concentrado na pesquisa acad&ecirc;mica. Gregori mudou de ideia quando recebeu uma proposta para trabalhar na Renova, que atua com gera&ccedil;&atilde;o de energia e&oacute;lica e pequenas centrais hidrel&eacute;tricas em S&atilde;o Paulo e na Bahia. &ldquo;Vi ali a oportunidade de aplicar minha experi&ecirc;ncia acad&ecirc;mica em algo pr&aacute;tico e de ampliar minhas possibilidades de carreira&rdquo;, diz Gregori.Na Renova, Gregori ocupa o cargo de analista de meteorologia e &eacute; respons&aacute;vel por analisar os dados gerados por um equipamento chamado Light Detection and Ranging, o Lidar, que utiliza raios laser para conseguir informa&ccedil;&otilde;es precisas sobre as caracter&iacute;sticas do vento, tecnologia que havia sido objeto de estudo de seu mestrado. &ldquo;Para mim, o equipamento tinha aplica&ccedil;&atilde;o meramente acad&ecirc;mica&rdquo;, diz Gregori. &ldquo;Foi uma surpresa descobrir que ele est&aacute; sendo usado por uma empresa.&rdquo;&nbsp;<\/div>\n<p><\/p>\n<div>A vantagem para quem faz transi&ccedil;&atilde;o da universidade para uma empresa, al&eacute;m de ver a aplica&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica dos estudos, &eacute; a possibilidade de uma ascens&atilde;o profissional mais acelerada devido &agrave; din&acirc;mica atual do mercado e&oacute;lico. &ldquo;Com o surgimento constante de novos projetos, as pessoas crescem r&aacute;pido&rdquo;, diz Sueli, da Pacific Hydro.&Eacute; no que aposta o engenheiro qu&iacute;mico Jo&atilde;o F&aacute;varo de Oliveira, de 26 anos, de Curitiba, contratado em 2012 pela Companhia Paranaense de Energia (Copel) para atuar em sua &aacute;rea, de energia renov&aacute;vel.Jo&atilde;o cursa mestrado na Universidade Federal do Paran&aacute; sobre a transforma&ccedil;&atilde;o de res&iacute;duos s&oacute;lidos em energia el&eacute;trica e, na Copel, trabalha em projetos ligados &agrave; gera&ccedil;&atilde;o de energia t&eacute;rmica por combust&atilde;o de biomassa. &ldquo;Pesquisar um assunto que est&aacute; no foco dos investimentos estrat&eacute;gicos da empresa vai me ajudar a crescer mais r&aacute;pido&rdquo;, afirma.&nbsp;<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Nos pr&oacute;ximos anos, boa parte das novas posi&ccedil;&otilde;es no mercado de energia renov&aacute;vel deve surgir nos 113 parques e&oacute;licos em constru&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s. Segundo o Greenpeace, a gera&ccedil;&atilde;o dessa modalidade de energia renov&aacute;vel &mdash; a que mais cresce no Brasil &mdash; dever&aacute; aumentar quase 50 vezes no pa&iacute;s at&eacute; 2050.&ldquo;O mercado brasileiro para esse tipo de gera&ccedil;&atilde;o de energia ainda &eacute; pequeno, mas vem ganhando muita relev&acirc;ncia, com boas oportunidades profissionais&rdquo;, afirma Helena Chung, analista do mercado de novas energias da Bloomberg.Uma boa alternativa para quem sonha em conciliar a pesquisa cient&iacute;fica com uma carreira ascendente na iniciativa privada. (Exame)<\/div>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os projetos de gera&ccedil;&atilde;o e&oacute;lica foram o grande destaque do &uacute;ltimo leil&atilde;o de energia promovido pelo governo, em novembro de 2014, com mais de 700 inscri&ccedil;&otilde;es. 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