{"id":2782,"date":"2015-02-26T15:39:00","date_gmt":"2015-02-26T19:39:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-2811","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=2782","title":{"rendered":"Em: 26\/02\/2015 &agrave;s 15:39h por"},"content":{"rendered":"<p><span>Enquanto o brasileiro vive com a expectativa de que as tarifas de energia el&eacute;trica aumentem at&eacute; 40% no ano devido ao maior uso de fontes termel&eacute;tricas, o Pa&iacute;s tem o equivalente a 23 mil megawatts (MW) de pot&ecirc;ncia instalada em projetos de hidrel&eacute;tricas no papel. O total representa 164% da capacidade da Itaipu Binacional, maior usina nacional com 14 mil MW. Ainda, seria poss&iacute;vel atingir a produ&ccedil;&atilde;o de dez Itaipus (140 mil MW) se fosse considerado o potencial hidrel&eacute;trico ainda por construir no Brasil.<\/span><\/p>\n<p><span>Os n&uacute;meros s&atilde;o da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Fomento a Pequenas Centrais Hidroel&eacute;tricas (ABRAPCH), com base em dados da C&acirc;mara de Comercializa&ccedil;&atilde;o de Energia El&eacute;trica (CCEE) e da Ag&ecirc;ncia Nacional de Energia El&eacute;trica (Aneel) at&eacute; julho de 2014. Dos 23 mil MW em projetos, 6,6 mil MW s&atilde;o em pequenas centrais hidrel&eacute;tricas (PCHs), que funcionam a fio de &aacute;gua.<\/span><\/p>\n<p><span>O Paran&aacute; concentra 193 propostas do tipo, que equivalem a 1,2 mil MW, ou 20% do total nacional em pequenas usinas. No Pa&iacute;s, s&atilde;o 810 propostas no papel de usinas a fio de &aacute;gua, com reservat&oacute;rios menores do que 15 campos de futebol. &ldquo;Gra&ccedil;as a pre&ccedil;os inexequ&iacute;veis e ao bloqueio de tr&acirc;mite de projetos na Aneel, as PCHs venderam pouco mais de 1% de toda a energia comprada nos leil&otilde;es enquanto as t&eacute;rmicas e as grandes ficaram com 40%, cada&rdquo;, afirma o presidente da ABRAPCH, Ivo de Abreu Pugnaloni.<\/span><\/p>\n<p><span>A diretoria da entidade pleitear&aacute; junto ao Minist&eacute;rio de Minas e Energia (MME), em reuni&atilde;o no pr&oacute;ximo dia 2, medidas para fortalecer o setor e reduzir a depend&ecirc;ncia de termel&eacute;tricas. As principais propostas s&atilde;o que o governo federal financie a contrata&ccedil;&atilde;o de mais t&eacute;cnicos para analisar projetos em &oacute;rg&atilde;os estaduais e federais, o que agilizaria a libera&ccedil;&atilde;o de obras. Tamb&eacute;m ser&atilde;o requisitados ajustes no c&aacute;lculo de garantia f&iacute;sica das usinas, que estaria defasada em 18% em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; produtividade real.<\/span><\/p>\n<p><span>Pugnaloni afirma que s&atilde;o cinco t&eacute;cnicos no Instituto Ambiental do Paran&aacute; (IAP), todos contratados antes de 1985, com capacidade para analisar 25 ao ano. &ldquo;S&atilde;o 193 projetos parados para licenciamento ambiental. A gera&ccedil;&atilde;o de energia &eacute; responsabilidade da Uni&atilde;o, que &eacute; a maior interessada, ent&atilde;o poderiam financiar a contrata&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnicos para o &oacute;rg&atilde;o estadual, como ocorre na Emater&rdquo;, sugere.<\/span><\/p>\n<p><span>Entretanto, a defasagem na metodologia do c&aacute;lculo da garantia f&iacute;sica de usinas &eacute; o motivo principal da reuni&atilde;o. Ele diz que se trata de uma das causas da crise energ&eacute;tica atual, porque superestima a produ&ccedil;&atilde;o das centrais hidrel&eacute;tricas e eleva custos. Assim, investidores evitam o setor porque o retorno financeiro &eacute; menor do que poderia ser. &ldquo;O c&aacute;lculo pode at&eacute; estar certo, mas desconsidera nove pontos que precisam ser levados em considera&ccedil;&atilde;o na hora de apontar a garantia f&iacute;sica&rdquo;, diz Pugnaloni.<\/span><\/p>\n<p><span>Entre as quest&otilde;es, n&atilde;o s&atilde;o considerados as perdas de at&eacute; 14% na transmiss&atilde;o e na distribui&ccedil;&atilde;o, o custo para a curva de avers&atilde;o ao risco de se faltar energia, ou a queda na produ&ccedil;&atilde;o quando a vaz&atilde;o de &aacute;gua fica abaixo de 70%, por exemplo. &ldquo;Para definir a garantia f&iacute;sica, tamb&eacute;m se usa dados do m&iacute;nimo que usinas geraram em um per&iacute;odo severo, mas contam meses que n&atilde;o foram t&atilde;o ruins assim e desconsideram as mudan&ccedil;as climatol&oacute;gicas dos &uacute;ltimos oito anos, que foram grandes&rdquo;, diz o presidente da ABRAPCH.<\/span><\/p>\n<p><span>Ele critica as pol&iacute;ticas adotadas pelo governo federal, com exig&ecirc;ncias na Aneel de licenciamentos ambientais antes da an&aacute;lise de projetos pelo &oacute;rg&atilde;o, o que praticamente barrou as usinas a fio de &aacute;gua. &ldquo;Um relat&oacute;rio do Tribunal de Contas da Uni&atilde;o apontou que isso era ilegal e o novo ministro extinguiu a superintend&ecirc;ncia que pedia a licen&ccedil;a&rdquo;, cita Pugnaloni, ao lembrar que a medida favorecia obras de usinas grandiosas, como a Belo Monte, e o uso de termel&eacute;tricas.A reportagem questionou na &uacute;ltima quarta-feira a Aneel sobre a quest&atilde;o. N&atilde;o houve resposta da ag&ecirc;ncia at&eacute; o fechamento desta p&aacute;gina. &nbsp;(Folha Economia)<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Enquanto o brasileiro vive com a expectativa de que as tarifas de energia el&eacute;trica aumentem at&eacute; 40% no ano devido ao maior uso de fontes termel&eacute;tricas, o Pa&iacute;s tem o equivalente a 23 mil megawatts (MW) de pot&ecirc;ncia instalada em projetos de hidrel&eacute;tricas no papel. O total representa 164% da capacidade da Itaipu Binacional, maior [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2782"}],"collection":[{"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2782"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2782\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2782"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2782"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2782"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}