{"id":2551,"date":"2014-12-16T16:16:00","date_gmt":"2014-12-16T20:16:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-2575","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=2551","title":{"rendered":"Em: 16\/12\/2014 &agrave;s 16:16h por BBC do Brasil"},"content":{"rendered":"<p><span>Com dois dias de atraso, l&iacute;deres de 195 pa&iacute;ses presentes &agrave; Confer&ecirc;ncia Clim&aacute;tica das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, em Lima, no Peru, chegaram a um acordo sobre um programa de metas de mitiga&ccedil;&atilde;o do aquecimento global.<\/span><\/p>\n<p><span>Prevista para terminar na sexta-feira, o evento avan&ccedil;ou pelo fim de semana adentro e foi apenas na manh&atilde; deste domingo que houve o an&uacute;ncio sobre um compromisso com vistas &agrave; reuni&atilde;o de novembro do ano que vem em Paris.<\/span><\/p>\n<p><span>As duas semanas de discuss&otilde;es foram marcadas por diverg&ecirc;ncias entre pa&iacute;ses desenvolvidos e emergentes no que diz respeito ao controle de emiss&otilde;es dos gases-estufa.<\/span><\/p>\n<p><span>Responsabilidade diferenciada<\/span><br \/><span>Os pa&iacute;ses emergentes, como o Brasil, defendem o argumento de que as na&ccedil;&otilde;es mais desenvolvidas e com um hist&oacute;rico mais longo de industrializa&ccedil;&atilde;o deveriam atender a metas mais rigorosas do que o resto do mundo, conseguiram manter na pauta o princ&iacute;pio de &#8220;responsabilidade diferenciada&#8221;.<\/span><\/p>\n<p><span>Tal argumento encontra a resist&ecirc;ncia de pa&iacute;ses como os EUA, que apontam para o fato de que, atualmente, na&ccedil;&otilde;es desenvolvimento contribuem com mais da metade das emiss&otilde;es mundiais de g&aacute;s carb&ocirc;nico, o principal g&aacute;s relacionado ao aquecimento global.<\/span><br \/><span>Manuel Pulgar, o ministro peruano do Meio Ambiente, presidiu a reuni&atilde;o da ONU em Lima<\/span><\/p>\n<p><span>Na sexta-feira, por exemplo, o secret&aacute;rio de estado americano, John Kerry, fez um forte discurso em Lima, conclamando os pa&iacute;ses emergentes a aceitar um pacote global de redu&ccedil;&atilde;o de emiss&otilde;es e afirmando que o mundo &#8220;caminha para um trag&eacute;dia clim&aacute;tica&#8221;.<\/span><\/p>\n<p><span>Os pa&iacute;ses em desenvolvimento tamb&eacute;m obtiveram garantias de que as na&ccedil;&otilde;es mais pobres e vulner&aacute;veis &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas receber&atilde;o aux&iacute;lio financeiro dos mais ricos.&#8221;Conseguimos o que quer&iacute;amos&#8221;, disse &agrave; BBC o ministro do Meio Ambiente da &Iacute;ndia, Prakash Javedekar.<\/span><\/p>\n<p><span>Por outro lado, tiveram de aceitar o exame das propostas nacionais de redu&ccedil;&atilde;o por um painel da ONU, tema que anteriormente tinha encontrado resist&ecirc;ncia da mesma &Iacute;ndia, que a considerava o escrut&iacute;nio desrespeitoso &agrave; soberania nacional.<\/span><\/p>\n<p><span>Tamb&eacute;m houve um comprometimento para que mais pa&iacute;ses adotem metas de redu&ccedil;&atilde;o e que os que j&aacute; t&ecirc;m cronogramas de redu&ccedil;&atilde;o sejam mais &#8220;generosos&#8221;.<\/span><\/p>\n<p><span>Para diversas organiza&ccedil;&otilde;es ambientalistas, o resultado das negocia&ccedil;&otilde;es foi decepcionante e n&atilde;o trouxe medias por elas defendidas.<\/span><\/p>\n<p><span>&#8220;O texto do acordo foi de fraco para fraqu&iacute;ssimo&#8221;, criticou Sam Smith, respons&aacute;vel pelas pol&iacute;ticas ambientais do WWF.<\/span><\/p>\n<p><span>Mapa do g&aacute;s<\/span><br \/><span>O antagonismo &#8220;norte-sul&#8221; foi apontado como a principal raz&atilde;o para o fracasso nas negocia&ccedil;&otilde;es duarante a confer&ecirc;ncia realizada em Copenhague h&aacute; cinco anos. &#8220;N&atilde;o estamos aqui para reescrever o acordo&#8221;, afirmou &agrave; BBC na sexta-feira o negociador-chefe do Brasil na COP 20, Antonio Marcondes de Carvalho.<\/span><\/p>\n<p><span>Os debates em Lima avan&ccedil;aram madrugada adentro e muitos delegados simplesmente dormiram na &aacute;reas comuns<\/span><\/p>\n<p><span>Em Lima, o Brasil apresentou uma proposta de &#8220;diferencia&ccedil;&atilde;o conc&ecirc;ntrica&#8221; como forma de apaziguar o debate. Ela previa uma divis&atilde;o de pa&iacute;ses em tr&ecirc;s &#8220;n&iacute;veis de responsabilidade&#8221;, em que as na&ccedil;&otilde;es desenvolvidas precisariam fazer cortes de emiss&otilde;es em todos os setores da economia, enquanto pa&iacute;ses emergentes como o Brasil, a China e a &Iacute;ndia ficariam num n&iacute;vel intermedi&aacute;rio, com mais op&ccedil;&otilde;es de cortes.<\/span><\/p>\n<p><span>Na&ccedil;&otilde;es mais vulner&aacute;veis economicamente e os pass&iacute;veis de serem mais imediatamente afetados por mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas, como os Estados-ilha, ficariam num n&iacute;vel que n&atilde;o exigiria grandes a&ccedil;&otilde;es.<\/span><\/p>\n<p><span>A proposta, por&eacute;m, sofreu altera&ccedil;&otilde;es durante os debates no Peru.<\/span><\/p>\n<p><span>Uma das grandes esperan&ccedil;as para a Lima era que o recente acordo bilateral de redu&ccedil;&atilde;o de emiss&otilde;es entre EUA e China &#8211; ambos anunciaram medidas de redu&ccedil;&atilde;o significativas de emiss&otilde;es at&eacute; 2030 &#8211; pudesse influenciar positivamente as discuss&otilde;es.<\/span><\/p>\n<p><span>Chineses e americanos s&atilde;o os maiores &#8220;poluidores&#8221; em termos de volume de gases-estufa, de acordo com as medi&ccedil;&otilde;es independentes do grupo de cientistas do Global Carbon Project. Em 2013, emitiram 9,97 bilh&otilde;es e 5,23 bilh&otilde;es de toneladas de C02, respectivamente. Ou seja: mais de um ter&ccedil;o do total mundial de 36,1 bilh&otilde;es.<\/span><\/p>\n<p><span>A &Iacute;ndia e a R&uacute;ssia ficaram em terceiro e quarto lugares, &agrave; frente do Jap&atilde;o. O Brasil, que emitiu 482 bilh&otilde;es de toneladas em 2013, ficou em 12&ordm; lugar.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com dois dias de atraso, l&iacute;deres de 195 pa&iacute;ses presentes &agrave; Confer&ecirc;ncia Clim&aacute;tica das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, em Lima, no Peru, chegaram a um acordo sobre um programa de metas de mitiga&ccedil;&atilde;o do aquecimento global. 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