{"id":2434,"date":"2014-11-19T16:48:00","date_gmt":"2014-11-19T20:48:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-2457","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=2434","title":{"rendered":"Em: 19\/11\/2014 &agrave;s 16:48h por Valor"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>Caixa apertado e sucessivos preju&iacute;zos n&atilde;o impediram a Eletrobras de participar ativamente do leil&atilde;o de transmiss&atilde;o de energia realizado ontem pela Ag&ecirc;ncia Nacional de Energia El&eacute;trica (Aneel). A subsidi&aacute;ria Eletrosul foi o grande destaque do leil&atilde;o e ser&aacute; a respons&aacute;vel por R$ 3,2 bilh&otilde;es do total de R$ 3,6 bilh&otilde;es em investimentos previstos para os quatro lotes licitados.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>O montante equivale a 5,3% do volume total de investimentos previstos pela estatal federal no plano de neg&oacute;cios 2014-2018, de R$ 60,8 bilh&otilde;es e &eacute; equivalente a 40% dos recursos que a empresa tem em caixa livre para uso e aplica&ccedil;&otilde;es financeiras. Essas reservas j&aacute; s&atilde;o 15% menores que as registradas no come&ccedil;o do ano. Desde o lan&ccedil;amento da Medida Provis&oacute;ria 579, que reduziu as tarifas de energia, em setembro de 2012, a queima de caixa j&aacute; &eacute; da ordem de 30%.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>&#8220;A Eletrobras j&aacute; tinha previsto recursos para investimento nessas linhas [de transmiss&atilde;o] no plano de neg&oacute;cios e, portanto, os recursos para sua constru&ccedil;&atilde;o est&atilde;o assegurados&#8221;, disse a companhia em nota ao Valor. Entre especialistas, no entanto, h&aacute; d&uacute;vidas quanto &agrave; capacidade de tocar o ambicioso programa de investimentos, que inclui a implanta&ccedil;&atilde;o da usina de Belo Monte, de 11,2 mil gigawatts (GW) de capacidade instalada, no Par&aacute;, e as usinas do Rio Madeira, em Rond&ocirc;nia.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>&#8220;O balan&ccedil;o apertado, o pesado plano de investimentos e a queda na lucratividade aumentaram a possibilidade de um aumento de capital no m&eacute;dio prazo&#8221;, disseram os analistas do Citi em relat&oacute;rio publicado na segunda-feira, ap&oacute;s a estatal ter reportado um preju&iacute;zo de R$ 2,7 bilh&otilde;es no terceiro trimestre.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Com as concess&otilde;es de gera&ccedil;&atilde;o e transmiss&atilde;o renovadas por pre&ccedil;os muito menores que os praticados anteriormente, al&eacute;m de distribuidoras deficit&aacute;rias, &eacute; consenso que a companhia tem de buscar novas fontes de crescimento. Mas o que preocupa o mercado &eacute; o apetite da estatal por projetos que n&atilde;o atraem o interesse de outros investidores.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Ontem, a Eletrosul fez uma oferta com des&aacute;gio de 14% em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; receita anual permitida (RAP) de R$ 390,8 milh&otilde;es para construir quatro linhas de transmiss&atilde;o, que somam ao todo, 2,2 mil quil&ocirc;metros, no Rio Grande do Sul. A espanhola Abengoa fez propostas para apenas duas linhas e, ainda assim, sem desconto em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; receita teto estabelecida pelo regulador.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>A subsidi&aacute;ria da Eletrobras com atua&ccedil;&atilde;o no Sul do pa&iacute;s participou ainda de um cons&oacute;rcio que levou outro lote, para constru&ccedil;&atilde;o de 265 quil&ocirc;metros em linhas no Mato Grosso do Sul, com uma fatia de 24,5%. N&atilde;o houve concorr&ecirc;ncia. A espanhola Elecnor &eacute; a majorit&aacute;ria no projeto, com 51% A Copel, que tinha participa&ccedil;&atilde;o de 24,5%, informou que desistiu da parceria logo ap&oacute;s o fim do certame. &#8220;A companhia exerceu o direito de declinar da participa&ccedil;&atilde;o, conforme prev&ecirc; o contrato de forma&ccedil;&atilde;o da parceria&#8221;, disse em breve comunicado.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Segundo apurou o Valor, a Eletrosul deve assumir os investimentos relativos &agrave; fatia da empresa paranaense e, com participa&ccedil;&atilde;o de 49%, deve desembolsar R$ 96 milh&otilde;es dos R$ 196 milh&otilde;es totais para colocar o projeto de p&eacute;.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>No leil&atilde;o de transmiss&atilde;o, apenas quatro dos nove lotes oferecidos receberam propostas. Al&eacute;m das linhas em que a Eletrosul foi vencedora, a espanhola Isolux ficou com uma linha de 105 quil&ocirc;metros entre o Amap&aacute; e o Par&aacute; e que aumentar&aacute; a confiabilidade do fornecimento de energia gerada pelas usinas hidrel&eacute;tricas da regi&atilde;o. Como proponente &uacute;nica, o des&aacute;gio foi baixo, de apenas 0,60% em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; receita m&aacute;xima. Uma linha de menor porte, com apenas 11 quil&ocirc;metros e RAP de R$ 1,6 milh&atilde;o, em Goi&aacute;s, ficou por conta da estatal Celg.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Os cinco lotes que n&atilde;o foram vendidos dizem respeito a projetos de pequeno porte nos Estados do Par&aacute;, Mato Grosso, Tocantins e Minas Gerais. Esses empreendimentos devem voltar a ser licitados no pr&oacute;ximo ano e a tend&ecirc;ncia &eacute; que sejam agrupados para atrair mais investidores. &#8220;Foram obras relativamente pequenas, em regi&otilde;es mais remotas. Vamos discutir a possibilidade de agregar outros lotes e fazer uma massa maior de empreendimentos para gerar sinergia e ganhos de escala&#8221;, disse Jos&eacute; Jurhosa, diretor da Aneel.<\/div>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Caixa apertado e sucessivos preju&iacute;zos n&atilde;o impediram a Eletrobras de participar ativamente do leil&atilde;o de transmiss&atilde;o de energia realizado ontem pela Ag&ecirc;ncia Nacional de Energia El&eacute;trica (Aneel). 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