{"id":2433,"date":"2014-11-19T16:48:00","date_gmt":"2014-11-19T20:48:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-2456","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=2433","title":{"rendered":"Em: 19\/11\/2014 &agrave;s 16:48h por Portal do Agroneg\u00f3cio"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>H&aacute; algo muito errado no programa ferrovi&aacute;rio &#8211; e n&atilde;o s&atilde;o constru&ccedil;&otilde;es em andamento ou futuras. H&aacute; erros em linhas prontas e custosas, como a que liga Porto Nacional (TO) a An&aacute;polis (GO), da Ferrovia Norte-Sul, inaugurada em maio e ainda ociosa, por falta de cargas. Feita e depois refeita por falhas na constru&ccedil;&atilde;o, est&aacute; &agrave; espera de que a estatal Valec ache interessados em utiliz&aacute;-la &#8211; e at&eacute; l&aacute; sofre depreda&ccedil;&otilde;es e desgaste, diz a Ag&ecirc;ncia Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que apurou a exist&ecirc;ncia de dormentes inserv&iacute;veis e roubo de trilhos, como noticiou o Estado.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Mais do que a inefici&ecirc;ncia da Valec, o que prejudica o novo trecho &eacute; o modelo de opera&ccedil;&atilde;o imposto pelo governo &#8211; e que deveria servir de par&acirc;metro para novas concess&otilde;es de ferrovias.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Pelo modelo tradicional, a concession&aacute;ria responde pelo transporte da carga despachada pelos produtores. Mas isso n&atilde;o se aplica &agrave;s novas ferrovias, para as quais o governo criou a figura do Operador Ferrovi&aacute;rio Independente (OFI). Esse operador adquiriria toda a capacidade de carga da linha, que seria depois vendida pela estatal Valec &agrave;s empresas.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Em agosto, a Valec tentou vender a capacidade de carga do trecho referido, mas s&oacute; houve uma empresa interessada &#8211; cujo nome permanece em sigilo. E ela condicionou a assinatura do contrato com a Valec &agrave; garantia de que poderia trafegar em toda a Norte-Sul. &Eacute; o &oacute;bvio. Mas a Valec n&atilde;o tem poder sobre o trecho Porto Nacional-Imperatriz (MA), onde o regime &eacute; de concess&atilde;o &#8211; e a concession&aacute;ria &eacute; a mineradora Vale.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>H&aacute; um conflito entre os dois modelos. Para sair do impasse, a Valec tenta negociar com a Vale a venda do direito de opera&ccedil;&atilde;o da linha, mas at&eacute; que isso ocorra o trecho pronto permanece in&uacute;til. N&atilde;o importa quanto se gastou nem o tamanho do desgaste pela sua n&atilde;o utiliza&ccedil;&atilde;o.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Nem o novo modelo &#8220;pegou&#8221; nem tende a ser assimilado, temem analistas. O governo queria transformar a Valec em comercializadora de cargas para reduzir riscos e evitar a concentra&ccedil;&atilde;o de linhas. Mas, com o papel atribu&iacute;do &agrave; estatal, al&eacute;m de ter se tornado mais burocr&aacute;tico, o modelo gerou desconfian&ccedil;as.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Sobre as garantias e a reparti&ccedil;&atilde;o de riscos nos leil&otilde;es, o ministro dos Transportes, Paulo S&eacute;rgio Passos, disse que quer negociar com o setor privado, mas n&atilde;o pode fixar prazo.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Pior para todos. Em vez da regula&ccedil;&atilde;o, o governo preferiu o modelo intervencionista, que imp&otilde;e custos ao Estado e &agrave;s empresas que precisam de transporte eficiente.<\/div>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H&aacute; algo muito errado no programa ferrovi&aacute;rio &#8211; e n&atilde;o s&atilde;o constru&ccedil;&otilde;es em andamento ou futuras. H&aacute; erros em linhas prontas e custosas, como a que liga Porto Nacional (TO) a An&aacute;polis (GO), da Ferrovia Norte-Sul, inaugurada em maio e ainda ociosa, por falta de cargas. 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