{"id":2419,"date":"2014-11-17T15:50:00","date_gmt":"2014-11-17T19:50:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-2442","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=2419","title":{"rendered":"Em: 17\/11\/2014 &agrave;s 15:50h por Jornal da Energia"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>Os testes realizados no E-bus, primeiro &ocirc;nibus el&eacute;trico brasileiro movido 100% a baterias, mostram que o ve&iacute;culo consumiu 82% menos energia do que um &ocirc;nibus movido a diesel utilizado como &ldquo;sombra&rdquo;. A vantagem foi verificada no consumo espec&iacute;fico por tonelada. O E-bus &eacute; resultado da parceria da Eletra com as japonesas Mitsubishi Heavy Industries e Mitsubishi Corporation.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Durante seis meses (mar&ccedil;o a agosto de 2014), o E-bus transportou passageiros no Corredor ABD da EMTU, na Regi&atilde;o Metropolitana de S&atilde;o Paulo, acompanhado por um &ldquo;ve&iacute;culo sombra&rdquo; movido a diesel. Os testes transformaram os gastos de combust&iacute;vel em kWh e comprovaram ainda que o sistema de frenagem foi respons&aacute;vel pelo suprimento m&eacute;dio de 33% da carga utilizada pelo ve&iacute;culo.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Conhecido como &ldquo;frenagem regenerativa&rdquo; ou &ldquo;KERS (Kinetic Energy Recovery System &ndash; Sistema de Recupera&ccedil;&atilde;o de Energia Cin&eacute;tica), como ficou conhecido na F&oacute;rmula 1, o sistema utilizado nos ve&iacute;culos da Eletra permite que quando o freio &eacute; acionado, o motor el&eacute;trico vire um gerador e a energia que seria desperdi&ccedil;ada na frenagem &eacute; reaproveitada e armazenada no banco de baterias.<\/div>\n<p><\/p>\n<div>O consumo m&eacute;dio de energia no percurso de 23,6 quil&ocirc;metros (ida e volta) foi de 58 kWh, gasto similar ao de dez chuveiros el&eacute;tricos ligados durante uma hora. Em termos financeiros, o custo com energia por tonelada do E-bus foi 56% inferior ao custo do &ldquo;sombra&rdquo;. &ldquo;O relat&oacute;rio aponta que esses dados est&atilde;o sujeitos &agrave;s flutua&ccedil;&otilde;es de pre&ccedil;os do mercado, mas as vantagens do E-bus s&atilde;o indiscut&iacute;veis. A emiss&atilde;o de poluentes &eacute; zero&rdquo;, ressalta I&ecirc;da Maria Oliveira, gerente comercial da Eletra.&nbsp;<\/div>\n<p><\/p>\n<div>O relat&oacute;rio dos testes mostra ainda que sob condi&ccedil;&otilde;es semelhantes, o E-bus apresentou melhor efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica (em kWh\/km). Ele consumiu 72% menos energia para percorrer a mesma dist&acirc;ncia, ainda que com peso m&eacute;dio em opera&ccedil;&atilde;o de 9.175 kg superior ao do sombra.&nbsp;<\/div>\n<p><\/p>\n<div>O ve&iacute;culo tem emiss&atilde;o zero de gases poluentes e a energia vem de um conjunto de 14 baterias, que precisa de apenas 3 horas para recarga total, garantindo autonomia operacional de 200 km. O ve&iacute;culo conta ainda com um sistema de recarga r&aacute;pida, que pode ser feito em 5 minutos, oferecendo mais 11 km de autonomia.&nbsp;<\/div>\n<p><\/p>\n<div>Configura&ccedil;&otilde;es<\/div>\n<p><\/p>\n<div>O E-bus foi produzido com chassi Mercedes-Benz, carroceria Induscar\/Caio e motor el&eacute;trico WEG. O &ocirc;nibus &eacute; um ve&iacute;culo articulado, disp&otilde;e de ar condicionado e tem capacidade para 126 passageiros. A tecnologia das baterias e das esta&ccedil;&otilde;es de recarga foi desenvolvida pela Mitsubishi Heavy Industries. J&aacute; o chassi, carroceria e todo o sistema el&eacute;trico de tra&ccedil;&atilde;o s&atilde;o fabricados no Brasil, semelhantes aos tr&oacute;lebus desenvolvidos pela Eletra. A interface entre os dois sistemas foi desenvolvida pelas engenharias das duas empresas, Eletra e Mitsubishi Heavy Industries.<\/div>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os testes realizados no E-bus, primeiro &ocirc;nibus el&eacute;trico brasileiro movido 100% a baterias, mostram que o ve&iacute;culo consumiu 82% menos energia do que um &ocirc;nibus movido a diesel utilizado como &ldquo;sombra&rdquo;. A vantagem foi verificada no consumo espec&iacute;fico por tonelada. 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