{"id":2414,"date":"2014-11-14T16:21:00","date_gmt":"2014-11-14T20:21:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T04:00:00","slug":"RSS-2437","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sindenergia.com.br\/seminario\/?p=2414","title":{"rendered":"Em: 14\/11\/2014 &agrave;s 16:21h por Extra"},"content":{"rendered":"<p><span>O governo prev&ecirc; que triplicar&aacute; a demanda por energia no pa&iacute;s at&eacute; 2050 e, para tanto, o pa&iacute;s n&atilde;o poder&aacute; contar apenas com energia limpa ou com a maior efici&ecirc;ncia no consumo, que tamb&eacute;m devem se expandir no horizonte. Por essa linha, o volume de emiss&otilde;es de gases dever&aacute; dobrar no per&iacute;odo de 36 anos, segundo o Plano Nacional de Energia 2050, apresentado nesta quinta-feira para debate com o setor em Bras&iacute;lia.<\/span><\/p>\n<p><span>&mdash; Na pr&oacute;xima d&eacute;cada se esgota o potencial de explora&ccedil;&atilde;o da energia hidrel&eacute;trica. Como voc&ecirc; vai fazer? E&oacute;lica, solar, biomassa e efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica n&atilde;o s&atilde;o suficientes para um pa&iacute;s das dimens&otilde;es do Brasil, o que n&atilde;o quer dizer que n&atilde;o vamos fazer &mdash; disse Altino Ventura Filho, secret&aacute;rio de planejamento energ&eacute;tico do Minist&eacute;rio de Minas e Energia, prevendo maior uso de energia t&eacute;rmica a partir de combust&iacute;veis nucleares, carv&atilde;o mineral e g&aacute;s natural.<\/span><\/p>\n<p><span>O consumo de energia no pa&iacute;s saltar&aacute; de 266 mil toneladas equivalente de petr&oacute;leo (tep) em 2013 para 604 mil em 2050, com aumento da oferta de energia principalmente pela gera&ccedil;&atilde;o de eletricidade a partir de todas as matrizes poss&iacute;veis e de g&aacute;s natural entregue diretamente para a ind&uacute;stria.<\/span><\/p>\n<p><span>Assim como o PNE anterior, de 2030, esta vers&atilde;o atualizada prev&ecirc; a constru&ccedil;&atilde;o de quatro novas usinas nucleares no pa&iacute;s na d&eacute;cada de 2020. Na ocasi&atilde;o do lan&ccedil;amento do PNE 2030, estados chegaram a disputar a escolha para a instala&ccedil;&atilde;o dos parques nucleares, numa discuss&atilde;o que perdeu f&ocirc;lego e interesse das partes ap&oacute;s o acidente de Fukushima, em 2011.<\/span><\/p>\n<p><span>S&atilde;o previstas, tamb&eacute;m entre quatro e seis usinas de carv&atilde;o mineral na regi&atilde;o Sul, onde h&aacute; mais oferta da mat&eacute;ria-prima. Al&eacute;m disso, o aumento da produ&ccedil;&atilde;o de g&aacute;s natural poderia elevar em 10 mil Megawatts a gera&ccedil;&atilde;o de energia t&eacute;rmica no pa&iacute;s.<\/span><\/p>\n<p><span>Na abertura da cerim&ocirc;nia de apresenta&ccedil;&atilde;o ao mercado do PNE para 2050, o ministro de Minas e Energia, Edison Lob&atilde;o, apontou que, em 2050, o consumo nacional estar&aacute; equiparado ao n&iacute;vel atual da Uni&atilde;o Europeia.<\/span><\/p>\n<p><span>&mdash; Trata-se do esfor&ccedil;o de planejamento de longo prazo de maior envergadura do governo federal. (&hellip;) Em 2050, estaremos nos ombreando a pa&iacute;ses desenvolvidos da Europa &mdash; disse Lob&atilde;o.<\/span><\/p>\n<p><span>T&eacute;cnicos do minist&eacute;rio de Minas e Energia e da Empresa de Pesquisa Energ&eacute;tica (EPE) apresentaram nesta quinta-feira em Bras&iacute;lia o PNE para 2050, com um ano de atraso em rela&ccedil;&atilde;o ao prazo original previsto. Ventura justificou esse atraso pela demanda de organiza&ccedil;&atilde;o de leil&otilde;es de energia que vem ocorrendo todos os anos.<\/span><\/p>\n<p><span>Em seu cen&aacute;rio para 2050, o setor energ&eacute;tico do governo previu que, naquele ano, a popula&ccedil;&atilde;o brasileira chegar&aacute; a 226,1 milh&otilde;es de pessoas, ou seja, quase 30 milh&otilde;es acima do que o n&uacute;mero atual, principalmente em &aacute;reas urbanas. Com o envelhecimento da popula&ccedil;&atilde;o, tamb&eacute;m s&atilde;o previstos mais domic&iacute;lios por pessoa, o que significa maior demanda energ&eacute;tica por pessoa.<\/span><\/p>\n<p><span>Nesse horizonte, o MME e a EPE previram, tamb&eacute;m, um crescimento m&eacute;dio do Produto Interno Bruto (PIB) do pa&iacute;s de 3,6% a 4% ao ano, acima da m&eacute;dia mundial. H&aacute; uma previs&atilde;o de encolhimento do setor industrial na parcela de consumo de energia entre os setores da economia, mas tamb&eacute;m o PNE 2050 aponta que a riqueza produzida no pa&iacute;s exigir&aacute; menos energia ao fim do per&iacute;odo, ou seja, a economia ser&aacute; mais eficiente.<\/span><\/p>\n<p><span>O estudo apontou que esfor&ccedil;os no sentido de economia de energia, ou efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica, por parte das ind&uacute;strias e da popula&ccedil;&atilde;o em geral, t&ecirc;m potencial para reduzir em 18% o consumo de energia el&eacute;trica at&eacute; 2050, equivalente a seis usinas de Itaipu.<\/span><\/p>\n<p><span>O PNE 2050 prev&ecirc; forte expans&atilde;o das emiss&otilde;es de gases de efeito estufa, como consequ&ecirc;ncia do maior consumo de energia no pa&iacute;s, puxada principalmente pelos setores de transportes e ind&uacute;stria. O n&uacute;mero de milh&otilde;es de toneladas de CO2 emitidas em 2014 sairia de um n&iacute;vel de 400 para mais de 800 em 2050.<\/span><\/p>\n<p><span>&mdash; Emiss&otilde;es absolutas aumenta, mas intensidade de crescimento cai a partir de 2020 &mdash; destacou o superintendente de estudos econ&ocirc;micos e energ&eacute;ticos da EPE, Ricardo Gorini.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O governo prev&ecirc; que triplicar&aacute; a demanda por energia no pa&iacute;s at&eacute; 2050 e, para tanto, o pa&iacute;s n&atilde;o poder&aacute; contar apenas com energia limpa ou com a maior efici&ecirc;ncia no consumo, que tamb&eacute;m devem se expandir no horizonte. 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